<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049</id><updated>2012-02-16T02:18:01.413-08:00</updated><title type='text'>IBERIA AETERNA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>27</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-547523713754165420</id><published>2012-02-05T18:55:00.000-08:00</published><updated>2012-02-06T20:08:02.053-08:00</updated><title type='text'>Bruxaria em Portugal: O Mundo do Bruxo e do seu Cliente</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_E2hQAqOYeI/TzCb--fPK-I/AAAAAAAAA5o/b_xzpMPsgXA/s1600/Bruxa%2Be%2BClientes.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 224px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-_E2hQAqOYeI/TzCb--fPK-I/AAAAAAAAA5o/b_xzpMPsgXA/s320/Bruxa%2Be%2BClientes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706232234106629090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saludos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minhas pesquisas, achei um texto interessantíssimo sobre as práticas mágicas de Bruxas tradicionais portuguesas (que compreendem as artes da rezadeira de aldeia, mas vão além em muitos casos): "O Mundo do Bruxo e do seu Cliente", de Miguel Montenegro. O texto é bem esclarecedor, trazendo inclusive o modus operandi, ou seja, a forma como trabalham Bruxos e Bruxas ao atender as necessidades dos aflitos que os procuram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não concordo com algumas observações do autor, a respeito do que não pode ser classificado ,segundo ele, como práticas Bruxas: práticas mágicas e medicinais populares, como curas com ervas, rezas acompanhadas de gestos, endireitamentos de maus jeitos, entorses são práticas comuns de muitos Bruxos tradicionais (sejam eles chamados ou auto-considerados como Bruxos ou não). Assim como práticas oraculares envolvendo cartomancia, tarot, entre outros métodos divinatórios, e mesmo análises astrológicas (mais comuns em Bruxos letrados, portanto, não tão frequentes assim entre Feiticeiros de aldeias, geralmente herdeiros de tradições orais, passadas de geração a geração, sem a necessidade de estudos acadêmicos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, concordo e muito com o autor, inclusive por ter vivido muito do que ele contou. Deixo com vcs o texto na íntegra: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- O MUNDO DO BRUXO E DO SEU CLIENTE --&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Miguel Montenegro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho hoje aqui falar-vos da bruxaria portuguesa a partir de uma experiência de terreno que, ainda que intermitentemente, desenvolvo desde os finais de 1994 até hoje, principalmente no Norte de Portugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não venho falar de curiosidades folclóricas, ou de práticas mágicas arcaicas que não seriam senão sobrevivências retrógradas de um passado obscuro, e que apenas subsistiriam em locais recuados, alimentadas pela ignorância e credulidade de uns quantos espíritos inocentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho antes falar-vos de um conjunto de ideias, de práticas e de acontecimentos característicos que configuram o mundo do bruxo e do seu cliente em Portugal. Um mundo que não só está vivo e em constante transformação, como cultura popular que é, mas também um mundo assaz extenso e que toca bem mais pessoas do que o que seríamos levados a pensar pelo pouco que dele se fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, um outro mundo muitas vezes cruzado pelas trajectórias dos clientes dos bruxos a braços com os seus problemas específicos é precisamente o mundo médico, em especial os hospitais e seus bancos de urgências. Muitos de entre vós, em particular aqueles que vierem a trabalhar em hospitais, ouvirão histórias, presenciarão inquietações e terão, por vezes, de intervir, enquanto técnicos da biomedicina mas também enquanto pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte daqueles de entre vós que têm já anos de experiência profissional saberão do que falo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como leigo que sou no que respeita à vossa formação e à vossa actual ou futura profissão, não tenho a pretensão de vos dizer o que deverão ou poderão fazer em tais casos. Pretendo aqui apenas partilhar convosco alguns conhecimentos que fui podendo reunir e articular acerca daquilo que com alguma imprecisão chamamos bruxaria, na convicção de que esses conhecimentos poderão ser-vos úteis em actuais ou futuras situações profissionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo em conta que à ideia do bruxo se associam uma série de personagens reais e imaginários desde que neles se descortine uma vaga associação à magia, aos saberes curativos tradicionais ou ainda ao charlatanismo psicológico, a melhor maneira de nos introduzirmos no assunto é dizer aquilo que os bruxos portugueses contemporâneos não são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Não os podemos confundir com os praticantes de medicinas tradicionais baseadas no uso de ervas medicinais nem com aquelas pessoas que tratam, ou melhor, «talham» males de pele por meio de uma reza acompanhada de um rito manual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Também não são bruxos os ortopedistas populares conhecidos como «endireitas».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Não são videntes nem cartomantes embora todos assumam a primeira competência e alguns «deitem as cartas».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) Os bruxos também não são astrólogos nem os astrólogos bruxos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e) E, sobretudo, não se anunciam nos pequenos anúncios de jornal que, hoje em dia, um pouco por todo o lado, oferecem os serviços do Prof. X ou da Drª Y, médium vidente, capaz de traçar a sua carta astral, resolver os seus problemas de amor, negócios e família e ainda de reequilibrar com passes as suas energias conturbadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, mesmo antes de nos ocuparmos da identidade do bruxo, podemos perguntar-nos como é que se chega até ele. E a resposta é: de boca a orelha. Se o potencial cliente não consultou ainda um bruxo, há sempre um familiar, vizinho, amigo ou conhecido que consultou um ou que sabe da existência de um. Por vezes, é mesmo este último que, estando a par do problema, anuncia ao potencial cliente que se trata de uma questão do foro do bruxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem é o bruxo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo fé nos relatos dos bruxos e dos clientes, não se torna bruxo quem quer. Ao contrário, a concepção que impera diz-nos que se torna bruxo quem a isso é obrigado; embora em pequeno número, os relatos biográficos que pude recolher denotam um percurso padrão relativamente estável que vou tentar descrever de forma animada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não sem antes fazer uma observação válida para o resto desta exposição: a ordem de acontecimentos e interpretações que constituem o mundo do bruxo e do seu cliente inscreve-se no âmbito de uma racionalidade diferente da racionalidade médico-científica assim como daquela pela qual nos regemos na nossa vida de todos os dias. O meu objectivo aqui não é reduzir esses acontecimentos e interpretações a uma racionalidade que lhes seja estranha, mas sim, através deles, tornar acessível à compreensão aquela que lhes é própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida do bruxo desenrola-se sob o signo de um destino inelutável. Por vezes, esse destino manifesta-se antes mesmo do nascimento. É quando a mãe, grávida, ouve o choro da criança que traz no ventre. À medida que vai crescendo, a criança denota uma grande inteligência mas também uma grande sensibilidade. Consegue sentir os sintomas das pessoas doentes que se aproximam dela. É muito mais permeável aos outros do que a maior parte das pessoas, ao passo que os outros se tornam invulgarmente transparentes. Mas, bem mais do que o prazer, é a dor alheia que a atinge em cheio e, por vezes, de forma insuportável. Além disso, não são apenas os vivos, mas também os mortos a invadir-lhe o seu espaço vital. Mortos há dezenas de anos ou ao outro dia do enterro, aparecem-lhe e falam-lhe, como se estivessem vivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que a adolescência avança, e que a juventude se aproxima e chega, incapaz de se relacionar normalmente com os outros de quem gostaria de saber e sentir bem menos coisas, e cada vez mais ciente da singularidade das suas experiências, o futuro bruxo ou bruxa procura cada vez mais o isolamento e a solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorrem então verdadeiras crises de possessão: além de falarem com ele, os espíritos entram-lhe no corpo. Aparece ao fim do dia cansado e estonteado, a roupa esfarrapada e ensanguentada de andar no meio das silvas, sem conseguir lembrar-se do que fez ou do que lhe aconteceu. Ou então transfigura-se de forma desordenada e selvagem diante de familiares, conhecidos e circunstantes a quem parece que uma outra ou outras pessoas se manifestam naquele corpo. Por vezes fica absorto e fala sobre os espíritos do outro mundo ou então manifesta o conhecimento de coisas que, normalmente, não teria meios de saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutros casos, estas crises de possessão e de vidência sobrevêem inesperadamente, na sequência de um episódio crítico na vida da pessoa, sem uma história, indícios ou signos anteriores que as prenunciassem. Nas mulheres, tal pode acontecer por altura das primeiras regras, no pós-parto ou na menopausa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num caso como noutro, diz-se que o indivíduo tem o «corpo aberto» ou «morada aberta». Estas manifestações podem ser acompanhadas de doenças físicas cujas causas acabam, posteriormente, por ser reconhecidas como sendo de natureza espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto o percurso complica-se com, pelo menos, três possibilidades. É que a família ou o próprio, face à situação de crise, pode apelar a três instâncias diferentes: um padre, um bruxo ou um Centro Espírita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro lê-lhe a Bíblia em latim, exorciza-o, administra-lhe o sacramento da comunhão ou ouve-o numa longa confissão. Ou seja, lança mão do seu leque de possibilidades rituais e, nos limites do que lhe é lícito dentro da sua religião, e à excepção do exorcismo para o padre exorcista, transforma rituais religiosos em rituais mágicos. Mas, frequentemente, a intervenção do padre não é eficaz ou então os seus efeitos são meramente paliativos e a resolução do problema adiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bruxo ou bruxa consultada, face à especificidade do caso, terá de escolher uma de duas vias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casos há — em particular quando as crises de possessão irrompem sem uma história anterior de relação ao mundo dos espíritos — em que se coloca a hipótese de «fechar o corpo», permitindo ao indivíduo reintegrar a sua vida normal. Foi-me contada uma história de um indivíduo, vítima de crises de possessão durante anos. A bruxa que o tratou explicou à sogra dele que, se ele quisesse, dali a dois anos podia estar a «fazer serviço» (i.e. a exercer a profissão de bruxo). À sogra, contudo, não lhe agradou a ideia de ter um bruxo na família e a mulher, então, «fechou-lhe o corpo». Veremos mais adiante os rituais utilizados para este fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutros casos, o bruxo conduz o indivíduo a um Centro Espírita onde, para empregar a expressão consagrada, «acabará de abrir o corpo». Ou seja, tratar-se-á, para o indivíduo, não de evitar, mas de aprender a controlar e mesmo a utilizar o fenómeno da possessão. Frequentemente o futuro bruxo já passou pelas mãos de vários padres e bruxos até ser conduzido ao Centro Espírita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de terminada a sua formação, há bruxos que mantêm uma ligação ao Centro, enquanto que outros se desligam e prosseguem autonomamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro lê-lhe a Bíblia em latim, exorciza-o, administra-lhe o sacramento da comunhão ou ouve-o numa longa confissão. Ou seja, lança mão do seu leque de possibilidades rituais e, nos limites do que lhe é lícito dentro da sua religião, e à excepção do exorcismo para o padre exorcista, transforma rituais religiosos em rituais mágicos. Mas, frequentemente, a intervenção do padre não é eficaz ou então os seus efeitos são meramente paliativos e a resolução do problema adiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bruxo ou bruxa consultada, face à especificidade do caso, terá de escolher uma de duas vias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casos há — em particular quando as crises de possessão irrompem sem uma história anterior de relação ao mundo dos espíritos — em que se coloca a hipótese de «fechar o corpo», permitindo ao indivíduo reintegrar a sua vida normal. Foi-me contada uma história de um indivíduo, vítima de crises de possessão durante anos. A bruxa que o tratou explicou à sogra dele que, se ele quisesse, dali a dois anos podia estar a «fazer serviço» (i.e. a exercer a profissão de bruxo). À sogra, contudo, não lhe agradou a ideia de ter um bruxo na família e a mulher, então, «fechou-lhe o corpo». Veremos mais adiante os rituais utilizados para este fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutros casos, o bruxo conduz o indivíduo a um Centro Espírita onde, para empregar a expressão consagrada, «acabará de abrir o corpo». Ou seja, tratar-se-á, para o indivíduo, não de evitar, mas de aprender a controlar e mesmo a utilizar o fenómeno da possessão. Frequentemente o futuro bruxo já passou pelas mãos de vários padres e bruxos até ser conduzido ao Centro Espírita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de terminada a sua formação, há bruxos que mantêm uma ligação ao Centro, enquanto que outros se desligam e prosseguem autonomamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casos há em que a transformação do indivíduo com corpo aberto em bruxo não passa pelos centros espíritas; todavia, neste ponto, a minha informação é ainda insuficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja qual for o caso, quer se trate daquele que nasceu com o corpo aberto ou daquele que, na sequência de um episódio crítico ficou com o corpo aberto, tenha a sua formação passado ou não por um centro espírita, há um episódio fulcral no percurso do futuro bruxo que o confirmará como tal: é quando, pela primeira vez, é colectivamente reconhecido e confirmado enquanto bruxo, frequentemente na sequência de uma primeira intervenção mágica coroada de sucesso. A palavra espalha-se, a fama cresce e cada nova cura acresce ao seu reconhecimento público enquanto bruxo eficaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos bruxos dos dois sexos e de diferentes idades, embora a maior parte sejam mulheres. De um ponto de vista sociológico, podemos dizer que predominam os bruxos oriundos de classes populares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se foi um percurso atribulado que o conduziu ao seu actual estatuto, o exercício das suas funções, ou seja, das suas faculdades mediúnicas no contexto da assistência aos seus clientes não é, segundo ele, mas também segundo os seus clientes — reportando-se ao que ele lhes conta e mostra — destituído de riscos e de consequências, em particular no que respeita à sua saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bruxo considera-se a si mesmo e é considerado pelos seus clientes como tendo um dom, um dom de Deus. Um dom que, senão ambíguo, é bifacetado. Ele confere-lhe poder, prestígio e bem-estar financeiro. Ao mesmo tempo impõe-lhe desde cedo um destino a que ele não pode escapar, assim como uma profissão cujo prestígio tem o reverso da estigmatização social e cujo poder e benefícios financeiros não apagam a penosidade física e mental do seu exercício.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu discurso, manifesta a sua ligação ao Espiritismo e a sua identidade de católico. Se o Espiritismo é para ele uma referência fundamental, para os seus clientes é secundária. É evidente que se o bruxo se revê no Espiritismo e no Catolicismo, o Espiritismo e o Catolicismo ortodoxos e bem pensantes não se revêem nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao bruxo está indissociavelmente ligado um espírito auxiliar, regra geral de uma pessoa falecida, ou então um santo, a quem ele chama «guia». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos dividir os bruxos em dois tipos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais comum é aquele que durante a consulta é possuído pelo seu guia. Há sempre algo na atitude do bruxo que marca a passagem de um estado ao outro e que podemos considerar um pequeno «ritual de transição». Alguns, pura e simplesmente, fecham os olhos e deixam descair a cabeça ou deitam-se mesmo até que, numa voz modificada, surge a palavra do guia dirigindo-se ao cliente. Outros marcam a transição com um pequeno rito geralmente de inspiração católica: benzem-se, persignam-se ou recitam uma oração. Frequentemente, antes de o guia começar a falar e, no fim, antes de o bruxo recobrar a consciência, ele arrota. Se o fenómeno parece desconcertante e absurdo, não nos devemos esquecer que ele traduz o carácter pneumático do espírito que sai do corpo ocupado por um outro espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bruxos que incorporam dão mostras de não terem consciência do que se passou quando o guia ocupou o seu lugar, pelo que incitam os clientes a estarem atentos durante a conversa com o guia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo tipo de bruxo, menos frequente, é o que não é possuído durante a consulta mas que pode, a qualquer momento, e de forma imperceptível para o cliente, entrar em contacto com o seu guia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guia orienta os actos e decisões do bruxo. A ligação de ambos é íntima, tocando mesmo a indistinção. Referindo-se ao mago em geral no seu «Esboço de uma teoria geral da magia», Mauss e Hubert caracterizam o «contacto íntimo entre o indivíduo e os seus aliados sobrenaturais» como «possessão virtual permanente» (p. 35) e consideram haver uma indistinção fundamental, na magia, entre a alma do mago e o seu corpo, assim como entre a alma daquele e os seus espíritos auxiliares, indistinção que se acompanha de uma incerteza dos clientes relativamente à questão (p. 26).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pude constatar no terreno específico da actual bruxaria portuguesa esta indistinção e esta incerteza. Elas são constitutivas. Não é, por isso, necessário ou mesmo pertinente procurar os limites reais ou imaginários que separariam estas duas entidades — o bruxo e o seu guia — que, na realidade, tiram a sua essência dessa associação íntima. Quando o bruxo diz ao seu cliente que enviará o seu guia para o proteger ou ajudar numa dada situação, é o próprio bruxo que, por delegação, o ajuda. Quando este fala da mobilidade do «seu espírito» que se desloca para averiguar o que está fazer fulano que se encontra num outro lugar, ficamos sem saber se é um ou outro. E do mesmo modo que o guia, durante a consulta, vai «buscar» um outro espírito para que ele fale com o cliente, o bruxo, investigando uma casa assombrada não só sente como vê e constata o estado de um espírito obstinado que não quer abandonar o local. A comunicação entre o bruxo e o guia, que não só o orienta, mas que também o instrui e doutrina é virtualmente ilimitada, a distinção acabando por tornar-se acessória e secundária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas e motivações que levam os clientes ao bruxo são múltiplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas típicos são agrupáveis em duas categorias segundo os seus diagnósticos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado temos os encostos, o corpo aberto, problemas de susceptibilidade aos espíritos ligados ao chamado espírito fraco e ainda as casas assombradas. Ou seja, problemas associados aos espíritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado temos os bruxedos ou bruxarias e o mal de inveja. Ou seja, problemas associados aos vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou começar por uma descrição genérica mas detalhada dos casos de encosto que nos servirão de paradigma uma vez que muitos elementos relativos aos sintomas, ao percurso e atitudes do cliente, à actuação do bruxo em consulta e aos rituais, são comuns aos casos determinados pelos outros problemas típicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encosto é a possessão pelo espírito de um morto ou morta. Na maior parte dos casos a possessão é parcial e intermitente, podendo, em alguns, ocorrer momentos de crise em que a possessão é total. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sintomas ou sinais dos encostos podem ser variados; normalmente aparecem vários associados. Eis os mais correntes: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— perda de apetite e emagrecimento; &lt;br /&gt;— tristeza, melancolia e depressão; &lt;br /&gt;— insónias;&lt;br /&gt;— cansaço físico inexplicável; &lt;br /&gt;— doença ou sintomas de doenças que posteriormente se revelam como sendo as doenças de que sofria o falecido ou falecida encostado, em particular aquela que causou a sua morte; &lt;br /&gt;— perda dos sentidos durante horas ou dias; &lt;br /&gt;— acidentes de carro e acidentes domésticos em particular se repetidos num curto espaço de tempo; &lt;br /&gt;— variações inexplicáveis de humor; gestos e frases ocasionais que não são característicos da pessoa que os exprime, mas do morto; crises de possessão completa; e enfim, toda a espécie de comportamentos atípicos e injustificados relativamente à história, às características e à situação da vítima; &lt;br /&gt;— ser empurrado, esbofeteado e diferentes tipos de manipulação física sem que seja visível um agente; &lt;br /&gt;— vidros, pratos, etc., que caem ou que se partem sozinhos e, em geral, objectos que se deslocam e que produzem ruído sem causa «física» aparente; &lt;br /&gt;— som de passos; sensação da presença de alguém; &lt;br /&gt;— a voz do morto que fala à vítima ou então o morto que aparece, acessível a todos os sentidos, como se estivesse vivo e presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sintomas do corpo aberto ou morada aberta como também se lhe chama já foram abordados na descrição do percurso típico do bruxo. Englobam os sintomas do encosto, mas com algumas diferenças significativas: os sintomas são mais intensos e os períodos de possessão completa, assim como a visão e a audição dos mortos, são mais frequentes. Mas, sobretudo, enquanto o encosto tende a ser singular, ou seja, é só um espírito que se manifesta — ou, pelo menos, é assim que no diagnóstico do bruxo a situação se configura — na e à pessoa com o corpo aberto são vários espíritos que se manifestam. Os limites entre as duas categorias parecem ser relativamente fluidos ao mesmo tempo que parece também haver o risco de que o encosto intenso ou prolongado se transforme em morada aberta. Um outro traço distintivo do corpo aberto que parece estar ausente nos casos de encosto são os episódios de vidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em muitos casos daquilo que posteriormente será diagnosticado pelo bruxo ou bruxa como sendo um encosto, a vítima ou os familiares avançam primeiro outras interpretações e tentam outras soluções. Nos casos em que os sintomas ou parte deles indiciam um problema médico recorrem a um ou vários médicos. O insucesso da intervenção médica pode ter diferentes formas. Por vezes os sintomas indicam uma doença específica mas os exames e análises não denunciam nenhuma anormalidade; noutros casos a doença é identificada e tratada mas não há remissão dos sintomas; noutros ainda o médico declara que a pessoa não tem nada, deixando-lhe, por vezes a impressão dolorosa de estar a ser tratada como doente imaginária ou fingida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em caso de crise de possessão agitada e violenta é frequente os familiares levarem a vítima à urgência de um hospital onde lhe é administrada uma injecção de tranquilizante e enviada de novo para casa. Esta solução funciona sempre como um paliativo que resolve apenas pontualmente a emergência, deixando o problema intacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que a intervenção médica não é procurada em todos os casos. Posso evocar a título de exemplo um caso que me foi contado pela sua protagonista, uma doméstica e agricultora que trabalha numa antiga casa senhorial do Minho hoje propriedade de uma empresa. O principal sintoma, ou, melhor dizendo, sinal, de perturbação foram os barulhos dos utensílios na cozinha alegadamente mexendo-se sozinhos. Estavam em casa ela e a sobrinha que vive com ela. Uma semana depois, à mesma hora, o mesmo fenómeno voltou a produzir-se. Ainda antes de o cunhado da entrevistada ter ido consultar uma senhora, levando para o efeito uma fotografia dela, ambas estavam cientes de que se trataria de uma questão de espíritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, como foi dito para os futuros bruxos, recorre-se aos préstimos de um padre. Mas normalmente a actuação deste é pouco eficaz. Há uma remissão parcial e/ou temporária dos sintomas. Ouvi mais de uma vez histórias em que a intervenção do padre suscita manifestações violentas, obscenas e anti-religiosas por parte da pessoa possuída. Embora as reacções obscenas se possam produzir junto a outras personagens, as reacções anti-religiosas costumam verificar-se apenas diante do padre que desempenha a função oficial ou oficiosa de exorcista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é difícil dar conta, de uma forma genérica da multiplicidade dos casos cujas especificidades e detalhes são muito significativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maior parte dos casos de encosto, de corpo aberto, mas também de casas assombradas, de bruxaria e de mal de inveja, é depois de uma série de peripécias, hipóteses e hesitações que os envolvidos optam por «ir à bruxa». O quadro que determina esta escolha, ou a sua sugestão por parte de um familiar, amigo ou conhecido, está sempre sobredeterminado pela noção e sentimento de se estar mergulhado ou em presença de um infortúnio absurdo. Esta noção e este sentimento podem ser suscitados pelo carácter inexplicável e/ou sobrenatural dos sintomas ou dos acontecimentos, pelo insucesso da intervenção médica, pelo insólito de um azar persistente, que se traduz numa série de acidentes e infortúnios que se sucedem num curto período de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos os casos ligados aos chamados problemas típicos, aquilo que motiva a ida ao bruxo não é apenas o confronto com um problema grave mas também e sobretudo a falta de sentido que gera o intolerável sentimento de absurdo. O bruxo é, por isso, e antes de mais, um provedor de sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas continuemos a acompanhar o percurso da vítima do encosto. Pode ser esta quem vai consultar o bruxo, normalmente acompanhada de um amigo ou familiar. Outras vezes é apenas o familiar que vai — às vezes sem o conhecimento da vítima — e leva uma peça de roupa, ou uma fotografia daquela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, os bruxos que utilizam a possessão durante a consulta poucas palavras trocam com os clientes para além de um cumprimento, e passam logo a incarnar o seu guia. Outros, não podendo controlar o momento exacto em que transe se produz, vão conversando com o cliente, às vezes sobre assuntos sem ligação com o objecto da consulta, até que aquele sobrevenha, o que pode acontecer de forma algo inesperada para o cliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um modo ou de outro, e caso seja o guia a comparecer, este logo pergunta: «O que é que me queres?». Na maior parte das vezes, face ao guia, o cliente deve limitar-se a responder às questões daquele e a ouvi-lo atentamente. Solicitado pelo guia, expõe-lhe o problema. A mão do bruxo toca a fotografia ou peça de roupa da vítima se esta estiver ausente. Se estiver presente, alguns tocam-lhe na mão ou no braço, mas outros não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guia diagnostica o problema. «É um encosto que tu trazes», por exemplo. Descreve o morto e, se for caso disso, a natureza da relação entre o morto e a vítima a quem se pode dirigir pessoalmente mesmo que esta não esteja presente, e explica o motivo ou a razão do regresso do espírito. Normalmente não declina o nome deste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutros casos é o espírito encostado que comparece, imediatamente ou «chamado pelo guia», e que declara, por exemplo, «eu sou o pai do teu pai», ou então pergunta: «tu não me conheces?». O cliente foi previamente instruído pelo bruxo para perguntar ao espírito o que ele quer ou então é um auxiliar do bruxo, presente durante a interacção, ou um outro cliente mais familiarizado com o domínio, no caso de consulta colectiva, que o incita a fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num caso como noutro é ao cliente que cabe, em última instância, reconhecer o espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os motivos pelos quais este regressa podem ser, na sua grande maioria, agrupados numas poucas categorias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) O morto não cumpriu uma promessa religiosa a um santo; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) O morto experimenta dificuldades no outro mundo; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Está nostálgico dos seus e da vida na Terra; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) É um espírito mau que vem agredir os vivos e que, por vezes, pretende levar alguém consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem surgir outros motivos embora sejam raros. Foi-me contada a história de um defunto que terá voltado por discordar da forma como as partilhas testamentárias foram feitas. Para o fazer ir-se embora foi necessário refazer as partilhas. Noutro caso, o defunto — uma mulher que morreu idosa — insistia em pedir perdão a um genro. Pelo que me disseram, tal se devia ao facto de a falecida não ter recebido a Extrema-unção. A bruxa consultada recomendou que a nora em quem ela se encostara fosse confessar-se e comungar, o que serviu de substituto à Extrema-unção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se trata do primeiro motivo — uma promessa religiosa não cumprida — o essencial do ritual consiste no cumprimento da promessa. Pode tratar-se de pôr um determinado número de velas a arder na capela de um santo, ou então um ex-voto em cera. Da promessa também costuma constar uma pequena esmola ao santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O morto que não encontra o repouso no além queixa-se das trevas e pede luz — «para poder ir para um sítio melhor» como se costuma dizer. Pede então que lhe ponham um determinado número de velas ou azeite a arder numa capela ou igreja e que oiçam um outro número de missas em sua intenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito nostálgico costuma ceder às razões do cliente e aceita afastar-se. Por vezes também se põem velas e se ouvem missas em sua intenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao espírito mau, ele chega a resistir ao apelo do guia para comparecer no corpo do bruxo. Neste caso como no caso do espírito nostálgico, o bruxo pode ter de deslocar-se a casa da vítima, para poder incarná-lo. Ele vocifera, ameaça, não se deixa convencer e acaba por recusar-se a qualquer compromisso e mesmo a qualquer comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento impõe-se um ritual que, normalmente, também se realiza nos outros três casos como complemento indispensável às suas soluções específicas. É mais exacto dizer que não se trata de um mas de pelo menos dois rituais, com variantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia começam todos com o mesmo rito: o defumadouro. Trata-se de queimar ervas secas e de incensar com o fumo a casa da vítima, a vítima ou ambos. As espécies de ervas que entram na composição do defumadouro variam. Normalmente são plantas aromáticas. O defumadouro pode ser fornecido pelo bruxo ou então comprado num ervanário ou droguista. Por vezes utilizam-se pequenos triângulos de ervas compactadas que vêm em caixinhas importadas do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O defumadouro pode ser realizado pelo bruxo, quando ele se desloca à casa da vítima, mas normalmente é o cliente ou uma outra pessoa que não a vítima que o realiza acompanhado de uma pequena oração. Normalmente é necessário defumar a casa e/ou a vítima um certo número de vezes — geralmente ímpar — em dias seguidos e à mesma hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ideia precisa subjaz a esta prática: o espírito intruso fica preso nas cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ritual mais simples, em duas partes, compõe-se do rito do defumadouro e de um rito de expulsão sumária, ambos realizados pelo cliente. O rito de expulsão consiste em deitar as cinzas em água corrente. Por uma questão prática há mesmo quem deite as cinzas à retrete e puxe a o autoclismo. Mas a prática canónica consiste em deitar as cinzas num rio ou num riacho, afastar-se sem olhar para trás (um rito mágico negativo clássico) e não voltar ao local durante um número determinado de dias — três, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ritual, sem outro acrescento, costuma ser utilizado para os espíritos impenitentes ou maus e para os desconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro ritual é mais complexo e compõe-se de três partes. Depois da realização do ou dos defumadouros, a bruxa dirige-se com o cliente a uma capela. O cliente pode ou não ser a vítima; esta pode ou não estar presente na capela. O rito, a que já ouvi chamar de «amarração em terra» por contraposição a «amarração no mar», consiste na oferenda de velas, em voltas a pé ou de joelhos à capela pelo cliente, eventualmente acompanhado ou guiado pela bruxa, e em orações. Pode ainda complicar-se com outros detalhes rituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só depois deste rito que as pessoas se dirigem para uma praia onde a bruxa realiza a «amarração no mar», ou seja deita ao mar as cinzas do defumadouro e, geralmente, profere uma oração murmurada como sempre fazem os bruxos. Noutros casos a bruxa trata das cinzas do defumadouro sozinha, mas não tenho informações suficientes a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o caso esta parte do ritual é formalmente assimilável ao rito de expulsão sumária no ritual mais simples. Mas com uma diferença significativa. Enquanto que no ritual simples composto apenas do rito do defumadouro e do rito de expulsão das cinzas, este último pode assumir um sentido negativo relativamente ao destino do espírito encostado, no ritual complexo, o rito na capela — a «amarração em terra» — que se interpõe entre os dois outros ritos, vai modificar o sentido do rito de expulsão das cinzas que lhe sucede, indicando normalmente um destino mais benéfico para a alma transviada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentido dos ritos, dos rituais e das suas combinações possíveis não é todavia constante. Além disso, não é assunto de discussão explícita: os clientes remetem-se frequentemente à sua ignorância e os bruxos não dizem mais que meias palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que seria de esperar, o ritual complexo, tripartido, é frequentemente utilizado nos casos de espíritos maus. E, no entanto, o destino do espírito é negativo: «vai para o mar colhar», como já me foi dito. O rito da capela parece ser, neste caso, um apelo à esfera divina para a libertação da vítima e uma solicitação do auxílio celeste contra um espírito difícil e não um apelo à benevolência para com este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o ritual simples, composto apenas de defumadouro e expulsão das cinzas, pode ser usado para os casos do espírito que não pagou uma promessa, para o nostálgico ou para aquele que está em dificuldades no além e vem pedir auxílio, ou seja, para espíritos que, aos olhos dos intervenientes, não estão animados de más intenções. Todavia, e é necessário sublinhá-lo, há sempre o pagamento da promessa, as velas que se põem a arder ou as missas que se escutam, que não só satisfazem as necessidades do morto como também servem de consagração religiosa, anterior ao rito de expulsão nas águas e, mais uma vez, anulando um possível sentido negativo quanto ao destino do espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão «espírito fraco» designa uma grande susceptibilidade àquilo que poderíamos chamar de influências espirituais. Esta susceptibilidade, contudo, está intimamente associada, na perspectiva das pessoas do meio, a certas disposições psicológicas que denunciam uma fragilidade íntima como o carácter impressionável, o medo fácil, a instabilidade emocional e o nervosismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frequentemente, nas histórias de encostos, o espírito não se encosta à pessoa a quem quer mas àquela a quem pode: a que tem um espírito fraco. Embora também haja casos de homens maduros vítimas de encostos, trata-se a maior parte das vezes de mulheres, crianças e adolescentes, o que — tem de ser dito — é coerente com as noções, sentimentos, atitudes e vivências patriarcalistas e marialvas profundamente inscritos na cultura portuguesa[2]. Todavia, ao contrário do que afirmou Moisés Espírito Santo, um estudioso português que se debruçou sobre o assunto, não é de todo verdade que todos os espíritos responsáveis pelas possessões sejam masculinos e que todos os possuídos sejam mulheres e crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, voltando ao nosso tema, a pessoa com o espírito fraco pode em certas alturas ou permanentemente manifestar certos sintomas que, se não indiciam um encosto, se ligam a uma susceptibilidade às influências «espirituais» momentaneamente acrescida. É o caso da pessoa que desperta muito cansada, que sente presenças e é tomada de medos, que se sente mal nos cemitérios e nos enterros. Podem ser tratadas com os rituais genéricos utilizados para os encostos e com amuletos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o espírito fraco, verdadeiro doente potencial do bruxo não é apenas particularmente sensível às influências dos mortos, mas também aos bruxedos dos vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não nos resta muito tempo. A análise da possessão abriu-nos já uma perspectiva sobre a personagem do bruxo, os clientes, as consultas, os rituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas de assombramento de casas, tratando-se de espíritos de mortos, são de algum modo assimiláveis aos fenómenos de possessão. É clássica a história da pessoa que quer vender uma casa e que, apesar de sucessivas oportunidades, não chega a consegui-lo. Um bruxo é consultado. Trata-se do antigo proprietário. Após a defumação da casa, ele é amarrado nas capelas e deitado ao mar. Dias depois, o negócio conclui-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de acabarmos, tratando brevemente os problemas de bruxedos, uma palavra sobre as consultas de vidência e de influência. Estas constituem uma parte significativa da actividade do bruxo e das solicitações dos clientes, em particular daqueles com alguma familiaridade com o meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os motivos dos que solicitam do bruxo as suas faculdades de vidência são múltiplos. Os pais que suspeitam da idoneidade do futuro genro e a mãe que vai consultar o bruxo para esclarecer as dúvidas. O comerciante que deseja saber se o momento é oportuno para a realização de um negócio importante; a futura mãe, acompanhada da futura avó que desejam informar-se sobre o estado de saúde do feto; a mulher que deseja saber se o marido tem um caso com outra, etc., etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peso dos casos em que o cliente pede ao bruxo que influencie uma terceira pessoa, no conjunto das consultas e solicitações aos bruxos, é difícil de ponderar porque se fala pouco disso. Trata-se de magia activa, e até mesmo ofensiva. E a designação de «bruxedo» apenas depende da avaliação moral. Para certos bruxos, seria impensável, a maioria ostenta a recusa de «trabalhar para o mal», como se diz, mas outros há que são mais ambíguos. As finalidades são previsíveis: conseguir ligações amorosas e sexuais assim como prevenir ou impedir uma separação ou uma infidelidade, dificultar os negócios de um industrial rival, livrar fulano da tropa, etc., etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bruxaria é «uma coisa que tem muitos caminhos», como me disse uma bruxa que entrevistei. De facto, é grande a variedade de procedimentos. É difícil conhecer praticantes de bruxaria ofensiva ou «magia negra», como se lhe chama. Estes não precisam de ter qualidades especiais como o bruxo, mas apenas de conhecer o ritual ou rituais que emprega. A maior parte das histórias que ouvi chegou-me através dos clientes que viram o seu problema (ou o do familiar ou amigo) diagnosticado como tratando-se dos efeitos de uma bruxaria. Geralmente não é um bruxo que é responsabilizado pela bruxaria mas alguém que se sabia ser ou que se revela ser interessado em causar prejuízo ou em influenciar a vítima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De entre os casos típicos podemos evocar o do jovem que se torna negligente e perde o amor-próprio. A sua mãe vai à bruxa e o espírito de uma rapariga responsável pelo bruxedo vem falar pela boca desta. Não declina todavia o nome. Da boca da bruxa nunca sai o nome do responsável de uma bruxaria ou do espírito encostado. Todavia é frequente os clientes reconhecerem os gestos, o tom da voz, as idiossincrasias, etc, etc, e é por aí ou pela descrição da relação entre o espírito e a vítima ou entre o responsável da bruxaria e a vítima que a identidade do primeiro é estabelecida. Noutros casos, porém, a identidade do autor da bruxaria não chega a ser determinada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro caso clássico, envolve de novo a venda de uma casa ou propriedade que teima em não se realizar. Trata-se de alguém, com interesse em que o negócio não se faça, que fez ou mandou fazer um «trabalho» ou «serviço». Muitas vezes com «terra do cemitério». Num caso que me foi contado, o bruxo, depois de diagnosticar um bruxedo, solicitou ao cliente — a esposa do proprietário a quem este pediu que fosse ao bruxo no seu lugar — solicitou-lhe, dizia, que lhe trouxesse terra da propriedade para ele fazer um trabalho. A terra encantada foi reposta na propriedade que, dias depois, foi vendida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terra de cemitério parece ser aliás um material comum nas alegadas bruxarias. É colocada num sítio onde o visado deverá passar. Depois de a pisar começa a padecer da doença que vitimou o morto de cuja campa a terra foi retirada. Verifica-se também o caso do cliente que consumido por um padecimento que os médicos não conseguiram diagnosticar ou tratar vai ao bruxo que descobre então que ele calcou terra do cemitério que se destinava a outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, nestes casos o bruxedo consiste numa possessão magicamente induzida, independentemente de o rito poder falhar o alvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutros casos o bruxedo é feito com substâncias magicamente preparadas que, dissimuladamente, são dadas a ingerir à vítima. O remédio é um purgante mágico, cuja composição só a bruxa conhece — um dedal de pó — e que provoca profusos vómitos e diarreias através dos quais se liberta o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se em muitos casos, senão em todos, a bruxaria envolve a intervenção de espíritos, o mesmo se poderá dizer para o mal de inveja. Não é um bruxedo, porque o invejoso produz o efeito mágico sem se dar conta disso. É o teste que corre mal ao aluno bem preparado, o casaco novo perdido, as dores de cabeça e mesmo acidentes... Uma bruxa entrevistada chamou-lhe «fogo vivo»; «fogo» é o espírito; «vivo», porque se trata do espírito do vivo, do invejoso, que se aproxima da vítima e lhe causa o mal sem no entanto estar ciente do que está a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, de parte em parte, a questão é a da mobilidade dos espíritos. O espírito do morto que se encosta ao vivo; o espírito do feiticeiro e do invejoso que causam perturbações e estragos à distância; o espírito do guia que intervém a quilómetros do bruxo para proteger o cliente; o espírito do responsável pelo bruxedo que é chamado, sem disso se dar conta, a depor pela boca do bruxo; o espírito deste ou o seu guia, quem sabe, que investigam o que se passa num outro lugar no momento mesmo em que o cliente contempla a expressão animada do bruxo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao indivíduo, ele é, ao mesmo tempo e sem contradição, uno e plural. Ele é a sua pessoa consciente. Mas estão-lhe indissociavelmente ligados o seu corpo, o seu espírito e o espírito do guia, o qual, diz a opinião corrente é um atributo de todas as pessoas. No encosto ou, por vezes, na vítima de um bruxedo, um outro espírito vem acrescentar-se. E no corpo aberto são vários a aparecer, a encostar-se, a entrar e a sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos contudo julgar esta série de vivências, ideias, sentimentos e representações como uma espécie de corpo estranho na cultura Portuguesa. Apesar de se tratar de um traço usualmente discreto, a possessão e o xamanismo — isto é o espírito que viaja — estão profundamente inscritos na nossa cultura, e os testemunhos disso encontrámo-los onde menos esperamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, nos gracejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Alguém está a falar de ti», dizemos ao ver encarnadas as orelhas de um amigo. Ou então: «alguém quer falar contigo», dizem-nos se deixamos cair uma travessa. São coisas tão banais e, aparentemente, tão destituídas de importância que poucas pessoas se lembrarão de perguntar: «mas afinal de contas, porque é que dizemos isso»?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESPÍRITO SANTO, Moisés, 1990: A religião popular portuguesa, Lisboa, Assírio &amp; Alvim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAUSS, Marcel e HUBERT, H., (1902-1903): «Esquisse d’une théorie générale de la magie» in MAUSS, Marcel, 1995 (1950): Sociologie et Anthropologie, Paris, P.U.F..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MONTENEGRO, Miguel, 1995: Le corps ouvert, Paris, Publications de l’Université Paris VII - Denis Diderot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MONTENEGRO, Miguel, 1996: Le corps ouvert II, mémoire de DESS inédito, Paris, UF anthropologie - ethnologie et sciences des religions, Université Paris VII - Denis Diderot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALE DE ALMEIDA, Miguel, 1997: «Marialvismo. Fados, touros e saudade como discursos da masculinidade, da hierarquia social e da identidade nacional» in Trabalhos de antropologia e etnologia, vol. 37 (1-2), Porto, Sociedade Portuguesa de Antropologia e etnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Conferência proferida em 28/04/1998 na Escola Superior de Enfermagem de Vila Real, Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] cf. artigo de Miguel Vale de Almeida referenciado na bibliografia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-547523713754165420?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/547523713754165420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=547523713754165420' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/547523713754165420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/547523713754165420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2012/02/bruxaria-em-portugal-o-mundo-do-bruxo-e.html' title='Bruxaria em Portugal: O Mundo do Bruxo e do seu Cliente'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-_E2hQAqOYeI/TzCb--fPK-I/AAAAAAAAA5o/b_xzpMPsgXA/s72-c/Bruxa%2Be%2BClientes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-8222215446606030353</id><published>2012-01-31T13:10:00.000-08:00</published><updated>2012-01-31T13:24:00.534-08:00</updated><title type='text'>Lammas: Festejando a Primeira Colheita</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-3E1NmcYKwWg/Tyhb6lvSP9I/AAAAAAAAA5c/8ZVZRpo0KkA/s1600/lammas.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-3E1NmcYKwWg/Tyhb6lvSP9I/AAAAAAAAA5c/8ZVZRpo0KkA/s320/lammas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703909990185713618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Slania tei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez chega o tempo de festejar os frutos do trabalho: Lammas, a Festa da Colheita. Trata-se de um nome medieval que se refere ao principal símbolo da comemoração:  massa, ou seja, o pão, tido como o corpo do Deus Grão Sacrificado. É um Festival que ocorre depois do auge do Verão, e assinala o declínio do Astro Rei; este espírito de fatalidade permeia as celebrações campestres, onde o feixe de trigo cortado evoca o Deus que é morto na colheita do grão, sacrificado na feitura do pão, e comungado pelo povo, em Verdadeira Eucaristia Pagã. Trata-se de Festa muito popular em todo o Mundo Antigo, e na Europa encontramos várias manifestações culturais folclóricas, que mantém vivas tão antigas tradições. Na Península Ibérica, e em Portugal em particular, há celebrações tais como a Festa da Espiga, que seguem mantendo a Chama Sagrada da Tradição. Este e outros tópicos são abordados em mais esse artigo de minha autoria: Lammas, a Festa da Colheita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/office/UgHkajG_/Artigo_Lammas_2012.html" target=_blank&gt;&lt;img src="http://dc360.4shared.com/img/UgHkajG_/0.02931406794970015/Artigo_Lammas_2012.pdf" border="0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bendiciones de Lugo, Tailtu y Dana /|\&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-8222215446606030353?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/8222215446606030353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=8222215446606030353' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/8222215446606030353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/8222215446606030353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2012/01/lammas-festejando-primeira-colheita.html' title='Lammas: Festejando a Primeira Colheita'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-3E1NmcYKwWg/Tyhb6lvSP9I/AAAAAAAAA5c/8ZVZRpo0KkA/s72-c/lammas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-2257486445922756303</id><published>2011-11-08T09:19:00.000-08:00</published><updated>2011-11-08T09:41:04.497-08:00</updated><title type='text'>Convenção de Pagãos e Bruxos do Vale do Paraíba: 13/11/2011 em Jacareí - SP</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-T4CSOv0b0Uk/TrlpqXFAqJI/AAAAAAAAA5E/99sx_hbwDDA/s1600/puck.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 216px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-T4CSOv0b0Uk/TrlpqXFAqJI/AAAAAAAAA5E/99sx_hbwDDA/s320/puck.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5672681382120302738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saludos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Convenção de Pagãos e Bruxos do Vale do Paraíba é um evento sediado nas cidades de Jacareí e São José dos Campos (SP), que visa promover o intercâmbio cultural e o fortalecimento de redes de contacto entre Pagãos, Bruxos e simpatizantes da região do Vale do Paraíba, realizando encontros reais, nos quais laços de amizade, companheirismo e aprendizado mútuo se estabeleçam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na edição de Novembro de 2011 da Convenção, que ocorrerá no Parque da Cidade de Jacareí (SP), teremos um debate aberto sobre o tema "Roda do Ano: Celebrando o Tempo da Terra". Falaremos sobre as origens e as práticas rituais associadas às celebrações sazonais de várias culturas pagãs e as adaptações feitas em certos aspectos culturais destas celebrações ao imigrarem para as Américas, principalmente aqui no Brasil. É um debate aberto, portanto: aqueles que queiram participar, expondo estudos, e também falar sobre costumes e tradições típicas de suas específicas linhagens, ou mesmo fazer perguntas, expor questões, citar livros, etc, estejam à vontade! Abaixo, maiores detalhes sobre o evento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 13 / 11 / 2011;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horário: 14:00h;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidade: Jacareí;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Local: Parque da Cidade (Av. Engenheiro Davi Lino, s/n, centro);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atividade: Debate sobre o tema “Roda do Ano: Celebrando o Tempo da Terra”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pedido para as mulheres trazerem algo de comer, e para os homens, algo de beber (menos bebidas alcoólicas, pois é PROIBIDO o consumo das mesmas nos espaços públicos onde promovemos a Convenção).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pedido para cada um trazer sua própria caneca, para com isso se evitar ao máximo possível a utilização de copinhos plásticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada qual pode trazer também, caso queiram, algo para se sentar por sobre (canga, etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contacto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raven: (12) 9781-0415&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-2257486445922756303?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/2257486445922756303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=2257486445922756303' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/2257486445922756303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/2257486445922756303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2011/11/convencao-de-pagaos-e-bruxos-do-vale-do.html' title='Convenção de Pagãos e Bruxos do Vale do Paraíba: 13/11/2011 em Jacareí - SP'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-T4CSOv0b0Uk/TrlpqXFAqJI/AAAAAAAAA5E/99sx_hbwDDA/s72-c/puck.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-5069810780530778018</id><published>2011-09-09T18:32:00.000-07:00</published><updated>2011-09-09T18:48:13.132-07:00</updated><title type='text'>A Saudação ao Deus Serpente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-CBTHEfolToc/TmrB1pTElqI/AAAAAAAAA48/studbSNuXcE/s1600/Prociss%25C3%25A3o%2Bdo%2BDeus%2BSerpente%2Bcom%2BBruxos%2BLara%2BRaven%2Be%2BFoster.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-CBTHEfolToc/TmrB1pTElqI/AAAAAAAAA48/studbSNuXcE/s320/Prociss%25C3%25A3o%2Bdo%2BDeus%2BSerpente%2Bcom%2BBruxos%2BLara%2BRaven%2Be%2BFoster.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650541809852782242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Slania tei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cortejo da Cobra Grande foi um Festival folclórico e Pagão maravilhoso, onde a música, a dança, os tambores, maracas e cânticos alegres festejaram o Deus Serpente de nossa Terra Jacarehyense, que serpenteou pelas ruas da cidade de Jacareí, seguido de Seu Povo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bendiciones da Serpente \|/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-5069810780530778018?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/5069810780530778018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=5069810780530778018' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/5069810780530778018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/5069810780530778018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2011/09/saudacao-ao-deus-serpente.html' title='A Saudação ao Deus Serpente'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-CBTHEfolToc/TmrB1pTElqI/AAAAAAAAA48/studbSNuXcE/s72-c/Prociss%25C3%25A3o%2Bdo%2BDeus%2BSerpente%2Bcom%2BBruxos%2BLara%2BRaven%2Be%2BFoster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-8027925246208073223</id><published>2011-09-07T15:29:00.000-07:00</published><updated>2011-09-07T15:37:09.631-07:00</updated><title type='text'>Palestra sobre Bruxaria Tradicional: 11/09 em Jacareí - SP</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-N1paWQf-IYg/TmfyC04i8HI/AAAAAAAAA4s/P5FgLNWctnA/s1600/ft%2Bepbvp.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 163px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-N1paWQf-IYg/TmfyC04i8HI/AAAAAAAAA4s/P5FgLNWctnA/s320/ft%2Bepbvp.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649750387929051250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Slania tei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na edição de Setembro de 2011 do Encontro de Pagãos e Bruxos do Vale do Paraíba, que será em Jacareí (SP), haverá a segunda parte da palestra "Bruxaria Tradicional: heranças e vivências do caminhante em seu caminhar o e no Caminho". Para aqueles que não puderam ir na primeira parte da palestra, haverá um resumo do que foi anteriormente abordado, depois do qual seguiremos analisando variados aspectos das linhagens de Bruxaria Tradicional, enfatizando os seguintes tópicos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A Bruxaria Luciferiana: Lilith, Samael, Caim e o Sangue Bruxo;&lt;br /&gt;* O Culto aos Ancestrais;&lt;br /&gt;* Doña Maria Padilla, Lagarrona a Bruxa de Évora, São Cipriano, Arádia, etc: Bruxas e Bruxos Medievais;&lt;br /&gt;* Instrumentos ritualísticos utilizados por Bruxos Tradicionais;&lt;br /&gt;* O Altar do Bruxo Tradicional;&lt;br /&gt;* O Feiticeiro e o seu cliente: a relação entre suplicante e Feiticeiro na Arte Bruxa;&lt;br /&gt;* A Bruxaria e os Ciganos;&lt;br /&gt;* E muito mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, maiores detalhes sobre o evento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontro de Pagãos e Bruxos do Vale do Paraíba – Setembro de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 11 / 09 / 2011;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horário: 14:00h;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidade: Jacareí;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Local: Parque da Cidade (Av. Engenheiro Davi Lino, s/n, centro);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atividade: Palestra "Bruxaria Tradicional";&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palestrante: Raven Luques McMorrigú;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pedido para as mulheres trazerem algo de comer, e para os homens, algo de beber (menos bebidas alcoólicas, pois é PROIBIDO o consumo das mesmas nos espaços públicos onde promovemos os encontros). É pedido para cada um trazer sua própria caneca, para com isso se evitar ao máximo possível a utilização de copinhos plásticos. Cada qual pode trazer também, caso queiram, algo para se sentar por sobre (canga, etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telefones para contacto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raven: (12) 9781-0415&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-8027925246208073223?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/8027925246208073223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=8027925246208073223' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/8027925246208073223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/8027925246208073223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2011/09/palestra-sobre-bruxaria-tradicional.html' title='Palestra sobre Bruxaria Tradicional: 11/09 em Jacareí - SP'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-N1paWQf-IYg/TmfyC04i8HI/AAAAAAAAA4s/P5FgLNWctnA/s72-c/ft%2Bepbvp.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-7338734024800231040</id><published>2011-08-16T13:28:00.000-07:00</published><updated>2011-08-17T16:22:53.758-07:00</updated><title type='text'>A Procissão do Deus Serpente em Jacareí</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-YnJWHMJDWd0/TkxNRAJPG6I/AAAAAAAAA4k/HPYdptjz1JM/s1600/Cobra%2BGrande.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 216px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-YnJWHMJDWd0/TkxNRAJPG6I/AAAAAAAAA4k/HPYdptjz1JM/s320/Cobra%2BGrande.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641969387680242594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saludos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 21 de Agosto (domingo agora) a Fundação Cultural de Jacarehy realizará a segunda edição do "Cortejo da Cobra Grande", pelas ruas da cidade. Trata-se da revivescência de um antigo mito indígena local (que inclusive é recontado em outras cidades do Vale), sobre um Deus Serpente gigante, que recebia das tribos locais o sacrifício de moças virgens. Um dia, um dos guerreiros da tribo se apaixonou por uma virgem sacrifical, e resolveu lutar com o Grande Cobrão,até que conseguiu matá-lo. A Tradição diz que Ele era IMENSO, tanto que ao se jogar Seu corpo ao chão, este afundou, formando um grande vale...e quando vieram as chuvas, estas encheram o fundo da depressão, formando o Rio Paraíba do Sul (esta lenda explica o formato serpentiforme do rio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra lenda conta que o corpo desse Grande Serpenteão foi cortado, e que as partes foram enterradas em determinados locais daqui de Jacareí, onde foram erguidas igrejas: a cabeça na Igreja Matriz, o corpo na Igreja de São Sebastião (no bairro Avareí), o rabo (cujo simbolismo fálico é enaltecido na lenda) na Igreja de Nossa Senhora Aparecida (que fica na beira do rio, e que é o local onde, segundo outra lenda, teria sido atirada uma imagem da Virgem Maria ao rio, justamente para aplacar a Fúria do Serpenteão - e que é uma releitura simbólica do sacrifício das virgens indígenas de antigamente. Segundo contam, também pode ter sido esta imagem em específico que foi levada pelas águas até a região da atual cidade de Aparecida, onde noséculo XVII a imagem da santa foi resgatada das águas, fazendo milagres) e as patas do DeusSerpente foram enterradas debaixo da Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso (o que nos leva à constatação que se tratava de um Dragão...). Há controvérsias sobre os locais exactos onde teriam sido enterradas as prtes do Serpenteão, mas o que fica registrado é que se trata de lenda muito antiga, e que até hoje, é tabu para muitas pessoas (principalmente ligadas à Igreja Católica...sabemos o porquê....).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta que não quer calar: e o que tal tradição tem a ver com as tradições ibéricas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me aprofundando nas questões referentes a descendência cultural ibérica em nossa Terra Brasilis, sabemos que a Serpente é mitema corrente na iconografia ibérica: seja em Portugal e as serpentes que surgem esculpidas nos pórticos das igrejas, seja nos mitos dos Deuses Serpentes Sugaar e Herensuge dos bascos, entre tantos outros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando sobre a procissão em si:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 21 de Agosto (domigno agora) haverá uma procissão onde o mito do Serpenteão será relembrado e revivido, com um grande boneco de tecido movido por pessoas dentro dele, queandará pelas ruas da cidade, acompanhado de tambores e muita animação. É um Grande Festival Pagão de Nossa Terra, que deve com certeza ser prestigiado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, maiores detalhes do evento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortejo da Cobra Grande&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 21/08/2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horário: 15:00h às 17:00h;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Local de partida: Museu de Antropologia do Vale do Paraíba (MAV), sito à Rua XV de Novembro, 143, centro;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá a participação do Grupo de Percussão do Ponto Sapucaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão todos convidados!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-7338734024800231040?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/7338734024800231040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=7338734024800231040' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/7338734024800231040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/7338734024800231040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2011/08/procissao-do-deus-serpente-em-jacarei.html' title='A Procissão do Deus Serpente em Jacareí'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-YnJWHMJDWd0/TkxNRAJPG6I/AAAAAAAAA4k/HPYdptjz1JM/s72-c/Cobra%2BGrande.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-9212840728926614433</id><published>2010-02-12T16:56:00.000-08:00</published><updated>2010-11-20T07:58:53.519-08:00</updated><title type='text'>Sorginkeria: Bruxaria Tradicional Basca</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S3YLsSQkeoI/AAAAAAAAAr0/4Xhn0Ae3PrA/s1600-h/OgAAALlLrr9pE0tV7cRGEMIUQz5aggukjKVdolgXOMBhFibL0o-fP01Xx15KlUuz0QpNh0_z6Tmg79stFoXNjwbD_58Am1T1UCStg_LcKwwoVyF7ADQMXvtwpskv.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 269px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437546455539939970" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S3YLsSQkeoI/AAAAAAAAAr0/4Xhn0Ae3PrA/s320/OgAAALlLrr9pE0tV7cRGEMIUQz5aggukjKVdolgXOMBhFibL0o-fP01Xx15KlUuz0QpNh0_z6Tmg79stFoXNjwbD_58Am1T1UCStg_LcKwwoVyF7ADQMXvtwpskv.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Donostiarrák ekarridute&lt;br /&gt;Guetariatyk Akerra&lt;br /&gt;Kanpantorrian ipiñidute&lt;br /&gt;Aita Santutzát Dutela...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cântico de invocação de Akerra, o Deus Bode ( 1 ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O País Basco, ao norte da Espanha, chamado Euskadi ( uma região politicamente autônoma, mas não totalmente independente ) possui uma cultura única não só na Europa, como no Mundo, por motivos que dividem até hoje não só historiadores como estudiosos de outras áreas. Compõe, junto a demais províncias, a chamada “Euskal Herria” ( A Grande Nação Basca ), envolvendo todos os territórios de cultura e tradição basca, divididos em dois blocos: Hegoalde, o “País Basco Peninsular”, com suas províncias: Biskaia, Áraba, Nafarroa Garaia e Gipúzkoa; e Iparralde, o “País Basco Continental”, do outro lado dos picos pirenaicos, já no sul da França, composto pelas províncias de: Zuberoa, Lapurdi e Nafarroa Beherea. O povo basco é o mais antigo do continente europeu, anterior às invasões indo-européias, e mantém, até hoje, o mesmo idioma falado há mais de 4 mil anos: o Euskera. Uma outra peculiaridade dos bascos está em suas lendas e mitos: apesar de manterem crenças em elementais da natureza, como outros povos, os bascos mantém uma relação com tais Espíritos bem mais próxima e natural. Rituais e oferendas aos Gauazkuák ( "Os da Noite", seres mágicos guardiões dos Antigos Mistérios ) são comuns, e até hoje, as Sorgiñák ( Bruxas, em euskera ) celebram o Akelarre ( "Prado do Bode": culto Feiticeiro ao Deus Bode ) naquelas terras. As Sorgiñák são, na verdade, o elo entre os Gauazkuák e os Eguniekuák ( "Os do Dia", compreendendo as pessoas comuns, os não-Bruxos ); essa qualidade limiar faz das Bruxas Bascas seres, ao mesmo tempo, naturais e sobrenaturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Akelarres são cultuados os Ireluák ( Espíritos ), tais como: Egoarák ( os Ventos, Filhos da Sorgiña Aizia ); Mamurrák ( os Insetos, muito prestativos, trazem a Boa Sorte ); Gaueko ( Deus da Escuridão, Senhor dos Mistérios, que castiga todo aquele que ousa menosprezar a Noite ); Inguma ( Senhor dos Sonhos, que é saudado com uma oferenda de um jarro de água debaixo da cama, proporcionando sonhos premonitórios...já àqueles que o desagradam, causa pesadelos terríveis ); Iratxoák ( Duendes ); Jentilák ( os Gigantes pré-históricos, que viviam nas terras altas e não conheciam o ferro. O mais conhecido deles é o Olentzero, que traz presentes na noite do Solstício de Inverno – possível origem do Papai-Noel ); Mairuák ( Gênios construtores dos cromelechs, os círculos de pedras ancestrais ); Lamiák ( Ninfas ou Fadas que vivem junto às águas e em grutas subterrâneas, são tidas como construtoras de pontes ); Mamarro ( Duendes travessos, mas que podem servir ao ser humano ); Sán Martín Txiki ( São Martin Pequeno, que se trata do espírito de um padre católico, incorporado pelas crenças medievais sincréticas das Sorgiñák como um elemental a mais ); Galtxagorriák ( “Os de calção vermelho” ) e os Gorritxikiák ( “Os Vermelhinhos” ), também são duendes que auxiliam o trabalho doméstico das pessoas; Basaiaun e Basandréd ( Senhor e Senhora dos Bosques, protetores das florestas ), Ilargia Amandréd ( Avó Lua ), Deusa Ancestral, assim como Amalurra ( a Mãe Terra ); Ortzi ( Deus celeste, Senhor dos raios ); Janicot ( Deus do Akelarre, uma das personificações do Deus Bode ); Benzózia ( a Diana dos bascos, Deusa da Lua e da Magia ); Ehistari Beltza ( “O Caçador Negro”, Deus das Florestas, associado ao celta Gwyn Ap Nudd, ou Herne o Caçador ); Jainkoaren Bégia ( o "Olho de Deus", Espírito Solar, mais tarde cristianizado ), entre muitos outros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, acima de todos, as Sorgiñák cultuam Mari, a Grande Deusa Bruxa, Senhora das Tempestades e Soberana da Terra, que habita nas Coevas ( grutas subterrâneas ) das montanhas, junto das Lamiák. Mari é representada pela Joaninha ( Marigorri: Mari a Vermelha ), e é venerada junto a seus maridos Divinos: Akerbeltz ( Bode Negro, em euskera ), Deus Chifrudo das Bruxas Bascas, Senhor da Vida e da Morte, Grande Mestre do Akelarre, que traz a Luz da Sabedoria ardendo entre os Seus Chifres; Sugaar, ou Sugoi ( também chamado Maju ), Deus Serpente com quem Mari se une sexualmente nos Céus, para produzir tempestades; e Herensuge, Deus Serpente de várias cabeças, muito invocado como benfeitor dos seres humanos. Mari também é chamada de Anbotoko Sorgiña ( a Bruxa do Monte Anboto ), Basko Marie ( Mari do Bosque ), entre outras denominações, e é tida como a Senhora das riquezas da Terra. Ela recebia oferendas de carneiros ou moedas para a obtenção de graças ou para proteção contra as tempestades, já que era a Senhora das Tormentas. É a Rainha de todos os Espíritos, e possui duas filhas ( em alguns locais, são considerados filhos ): Mikelats e Atarrabi. Mari se apresenta de várias formas: como uma Dama elegantemente ataviada, ou como uma Deusa sobre um carro puxado por quatro cavalos, percorrendo os céus...também aparece como uma belíssima mulher envolta em chamas, voando pelas alturas, ou então coroada pela Lua Cheia...também surge na forma de uma bezerra, de um corvo, ou como uma nuvem branca, um arco-íris, etc. É a Suprema Divindade da Sorginkeria, Deusa que condena a mentira, o roubo, a vaidade exacerbada e fútil, a falta de ajuda mútua. As pessoas acabam sendo castigadas com a privação ou a perda do que foi objeto de mentira e usurpação. Mari se abastece à conta dos que negam a verdade e dos que afirmam mentiras: ezagaz eta baiagaz ( abastece-se com a negação e com a afirmação mentirosa ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crenças mágicas das Sorgiñák são profundamente animistas, e se baseiam na relação entre o material ( berezko ) e o espiritual ( aideko ). Berezko é de característica manifesta, externa, enquanto Aideko é visto como latente e interior. Essa dualidade, sempre presente na Sorginkeria ( a Noite e o Dia, os vivos e os mortos, a Lua e o Sol, etc. ), está presente também no conceito de Adur e Indar, que é a base da compreensão de Mundo dos antigos bascos. Adur é o potencial latente de alguma coisa ou ser vivo, enquanto Indar é seu poder manifesto e ativo. A Feitiçaria, segundo as Bruxas e Bruxos Bascos, é exercida através de tais conceitos, que ensinam que tudo pode ser conectado ao Irelus ( Espírito ) de algo ou alguém pelo Adur e pela semelhança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Feitiçaria das Sorgiñák envolve práticas de magia simpática ( “semelhante atrai semelhante” ) em que moedas representam aqueles que serão enfeitiçados, através dos rostos humanos ali cunhados. Tais moedas são lançadas ao fogo. Também se utilizam de plantas e árvores consideradas sagradas, como o carvalho ( Aritza, símbolo da Força e resistência do Povo Basco ); a flor do cardo ( Eguskilore, ou “Flor do Sol”, em euskera ) que é pendurada na porta de casa, pelo lado de fora, para manter a presença do Sol, mesmo durante a Noite, afastando assim, os Espíritos malignos; o espinheiro ( Elorri ); o loureiro ( Ereñoa ); a faia ( Pagoa ), etc. Animais como o bode ( Akerra, o Deus das Bruxas ), a joaninha ( Marigorri, símbolo de Mari ), a abelha ( erlea, que é pecado matar ), o asno ( Asto ), entre outros, desde sempre foram considerados sagrados pelas Sorgiñák.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também uma crença forte no poder do Begizko ( Mau-Olhado ), considerado um Dom malévolo próprio de determinadas Bruxas. Para combater o begizko, a Bruxaria Basca ensina a confecção dos kuthunák ( bolsinhas de pano com ingredientes mágicos dentro ), usadas penduradas ao pescoço ( são principalmente recomendadas às crianças mais novas e bebês de colo, que são vítimas mais comuns do Mau-Olhado ). Tais amuletos continham elementos já conhecidos, tais como o alho e a arruda, assim como também pedras, corais, pedaços de cordão umbilical e, até mesmo, excremento de galinha. Objetos como cartas de baralho e bolas de cristal, popularmente associados às Artes Divinatórias, são utilizados em sortilégios e rituais mágicos. Também se utiliza carvão, figas, ervas como estramônio, beladona, e animais como o sapo ( tais ervas, assim como o veneno do sapo, são empregados em ungüentos de vôo das Bruxas ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sapo também é utilizado em malefícios. Segundo o relato dos antigos, tais feitiços e poções maléficas eram feitos nos Akelarres, com a supervisão do Mestre Negro. Pós Maléficos Enfeitiçadores eram embrulhados na pele de um sapo e enviados à pessoa que se desejava matar. Tais Pós Maléficos eram feitos com ingredientes mágicos, cuja colheita e preparação eram conduzidas pelo Grande Akerbeltz, personificado por um Bruxo de Alto Grau, chamado El Maestro, o Mestre Negro. Esses filtros malignos eram espalhados pelos campos daqueles que deviam ser amaldiçoados. O Mestre do Akelarre indicava a seus acólitos o dia propício, ordenando aos Bruxos para irem em equipes em busca dos elementos que compõe o Feitiço: sanguessugas, sapos, cobras, lagartos, lesmas, caracóis e peidos-de-lobo ( pequenas bolas que crescem na terra, como túberas, e de onde sai um pó cinzento quando apertadas ). Os Sorgins traziam os ingredientes para casa, de madrugada, e com eles, preparavam os venenos. A poção, que era feita no Akelarre, ou mesmo em suas casas ( mas sempre com a supervisão do Mestre Bode ), possuía poderes de dessecação e morte. Ao terminarem a confecção do veneno, os Bruxos deixavam o Akelarre, sob a forma de animais, e com o Bode Negro à frente. O Sorgin Miguel de Goyburu disse que levava o caldeirão dos pós maléficos, os quais eram espalhados nos lugares condenados, enquanto o Mestre Negro dizia: &lt;em&gt;“Pós, pós, que tudo fique perdido!”,&lt;/em&gt; ou então: &lt;em&gt;“Que metade fique perdida”.&lt;/em&gt; E as Sorgiñák e Sorgins mais experientes, iam repetindo: &lt;em&gt;“Que tudo fique perdido ( ou metade somente ) e que meus bens fiquem a salvo!”.&lt;/em&gt; Os Bruxos evocavam o Vento Egoya, que soprava do sul no início do Outono, para espalhar os males pelos campos dos inimigos. Mas muitos malefícios são feitos com objetos simples e cotidianos, tais como as já citadas moedas, ou mesmo, com velas. As Sorgiñák lançam maldições acendendo velas, que são consagradas e batizadas com os nomes daqueles que desejam castigar, enquanto conjuram o Fogo, fazendo com que pereçam junto com a cera que lentamente se esvai, consumida pela chama...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando da cristianização das terras bascas, os párocos cristãos realizaram sermões condenando as práticas pagãs. Isso pouco alterou a vida das Sorgiñák, que permaneceram com os ritos da Tradição. Todas as Famílias Bascas mantinham rituais e costumes antigos em suas casas, como o de saudar os Espíritos Ancestrais. Parte destes cultos envolvia o sepultamento dos mortos da Família em casa, onde eram venerados como os Lares antigos. A Casa ( Etxea ), era vista não apenas como habitação dos vivos, mas também, como Templo do Culto aos Ancestrais, aos Deuses e Espíritos do Lugar ( Anima Loci ); era o centro de convivência doméstica, mas também o centro espiritual e energético dos bascos. Os padres buscaram evitar que tais cultos continuassem, levando as famílias a sepultar seus mortos em cemitérios, nas terras da igreja. No entanto, os cultos pagãos permaneceram dentro de casa, conduzidos pela Etxeko Andréd ( Senhora da Casa, de "Etxe" = Casa; e "Andréd" = Senhora ). Os padres católicos se viram, então, obrigados a ceder espaço em suas igrejas para a construção de capelas especiais, chamadas Yarleku, pertencentes, cada uma, a um Clã distinto da comarca. Os rituais Pagãos das Bruxas Bascas invadiram as igrejas cristãs.....Somente a Etxeko Andréd possuía a chave do Yarleku de seu Clã, e apenas ela podia celebrar os ritos ali dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Iparralde, no País Basco francês, fica a região do Labourd, conhecida como Terra de Bruxas, tamanha a concentração de Clãs de Sorgiñák naquelas terras. No início do século XVII, as autoridades locais pediram ao rei da França, Henrique IV, que enviasse um inquisidor. Em 1609, o rei manda o então conselheiro do Parlamento de Bordéus, Pierre De Lancre, para resolver o caso. Baseado nos processos inquisitoriais que se seguiram, ele publicou livros sobre o tema, como o "Tableau de L'inconstance de Mauvais, Anges et Démons", o qual faz questão de ilustrar com gravuras, feitas pelo pintor Ziarko. Tais imagens, ao serem vistas pelas Sorgiñák e Sorgins de então, foram por estes reconhecidas como retratos de suas tradições e rituais de Bruxaria ( assim como ocorreu com as Streghe Italianas, ao verem as gravuras que Francesco Guazzo imprimiu em seu livro, “Compendium Maleficarum”, escrito com a pretensão de denunciar as práticas Bruxas ). Com a chegada de De Lancre, grandes caravanas de Famílias de Bruxas atravessaram os Pirinéus, indo dar os costados em terras de Espanha e Baixa Navarra. Muitos deles alegavam estar peregrinando aos santuários cristãos de Montserrat ( Catalunha ) e de Santiago de Compostela ( Galiza ). Muitas dessas Famílias de Bruxas se fixaram por toda a Espanha, ou mesmo partiram para o Novo Mundo, se assentando em países como Canadá e Argentina, onde até hoje, existem descendentes dessa Diáspora Basca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos Sorgins ( Bruxos bascos ) mais conhecidos da História de Euskal Herria foi Johanes de Bargota, que viveu no século XVI. Bargota se formou padre em Salamanca, onde também foi iniciado na Coeva de Bruxos local. Retornando ao País Basco, buscou o intercâmbio junto às Sorgiñák, sendo iniciado nos Mistérios do Akelarre do Monte de Oca, pelas mãos da Bruxa Endrogotto. Foi o primeiro a registrar ensinamentos mágicos da Sorginkeria, a Bruxaria Basca, que influenciaram muitas Tradições da Arte, inclusive a Wicca moderna. É atribuído a um manuscrito de Bargota, que teria sido mostrado a Gerald Gardner, a criação de textos de seu Book Of Shadows, como a sua versão de A Runa das Bruxas, que teria sido originalmente, escrita pelo Bruxo Bargota. Mesmo frequentando o Akelarre, ele não deixou de celebrar a missa na igreja local. Era comum vê-lo perambular pelas ruas de seu vilarejo, logo de madrugada, retornando do Monte de Oca, a caminho da missa dominical. Ele adorava o Bode Negro no Akelarre, durante a noite, e adorava o Cristo Branco na Missa, durante o dia. Depois de ser denunciado às autoridades eclesiásticas, foi preso pela Inquisição de Logroño, junto com outros acusados de Bruxaria. Johanes, no entanto, foi poupado da morte na fogueira, mas teve usar um sambenito ( espécie de túnica ), onde se lia "Diós perdonad al nigromante" ( Deus perdoe o feiticeiro ), o que era um motivo de escárnio, uma vergonha, ainda mais para um padre. Johanes teve também toda sua biblioteca de livros de Magia, Necromancia e Conjuros queimada pelos inquisidores... diziam as gentes de Bargota que, junto com os livros, se esvaiu consumido pelas chamas o Bruxo, permanecendo o clérigo... mas, até o fim de seus dias, Johanes lembrou com lágrimas nos olhos dos tempos em que voava livremente até o Akelarre do Monte de Oca, ou o Akelarre às margens do Rio Ebro, montado em uma nuvem magicamente conjurada, que o transportava pelos ares... e foi justamente a imagem do Bruxo Johanes que permaneceu viva pelo correr dos séculos, figurando inclusive no Brasão da cidade de Bargota; Outras Sorgiñák, no entanto, foram mortas nas fogueiras, entre elas, Necate de Urrugne, presa por De Lancre, e que era tida como Maestra de um Akelarre muito freqüentado; também Jeanette de Belloc ( chamada Atsoua, “A Velha” ), assim como Oylarchahar e Marie Martin de Adamcehorena, igualmente presas pelo inquisidor; E assim como também Maria Miguel de Orexa, Bruxa Basca do século XVI. No vale de Araiz, em 1559, Maria Miguel de Orexa, de 26 anos, foi submetida a cuidadoso interrogatório, pelo qual se apurou que ela tinha sido iniciada na Bruxaria por sua avó, aos 10 anos de idade. A anciã estava à beira da morte: a Tradição afirmava, então, que uma Sorgiña não poderia deixar este mundo sem transmitir suas aptidões, seu Dom, a outra pessoa. Maria Miguel contou que tinha sido levada a um Akelarre. Depois de untada com o Ungüento Mágico, voara com 15 outras pessoas, para o local do encontro. Na costa de Urrizola, os inquisidores encontraram duas poltronas, cada uma com uma figura sentada: de um lado, um homem com cabeça de bode e, do outro lado, uma mulher. Maria os identificou como Belzebu e sua esposa. Analisando o nome Belzebu, chegamos ao significado de “Senhor da Terra”, “Senhor do Submundo”, da terra negra, da matéria, das grotas infernais...tais conceitos levam a Akerbeltz, o Bode Negro, Senhor das Bruxas, o Grande Mestre Sabático... E lembremos também que, em se tratando das antigas Bruxas, era preferível entregar-se à morte no fogo, alegando prática satanista anti-cristã, a dizer os nomes de seus Deuses...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bruxaria Basca, uma Tradição Ancestral, cujas raízes se perdem na Pré-História, dado que é praticada desde os tempos remotos em que o Euskera começou a ser falado, continuou sendo vivenciada através dos séculos... Preservada da sanha assassina da Inquisição, que curiosamente, chegou a defender as Bruxas ao invés de perseguí-las ( como algumas correspondências da época, entre bispos locais e inquisidores nos demonstram ), a Tradição da Sorginkeria permaneceu viva até épocas bem recentes, como alguns testemunhos modernos nos podem revelar, como este publicado por Julio Caro Baroja em sua obra “As Bruxas e o Seu Mundo”, e que lhe foi relatado por um médico cirurgião de Madrid, nascido em Deva, Guipúzkoa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- “ Uma noite de Verão, há três ou quatro anos ( cerca de 1929 ), ia eu de automóvel de Deva a Bilbao, pela estrada da encosta. Entre Lequeitio e Ispaster, muito perto desta aldeia, vi no meio da estrada uma forma negra e imóvel, apesar das minhas repetidas buzinadelas para chamar a sua atenção e a afastar da estrada. Só a alguns metros dela reconheci que se tratava de uma mulher. Irritado com a sua atitude, parei e perguntei-lhe em basco: ‘Por que é que não se afasta quando se buzina?’ A mulher ficou um momento indecisa, depois desatando a rir, disse-me: ‘Não vê que estou no Akelarre?’ Mal tinha dito estas palavras, ouvi as vozes de outras pessoas vindo de um prado vizinho, para onde ela se dirigiu correndo. Continuei o meu caminho, sem prestar mais atenção a este incidente.”&lt;/em&gt; ( 2 )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A percepção de Mundo das Sorgiñák, as Bruxas e Bruxos do povo basco, é de uma natureza anterior à das civilizações de carácter expansionista-imperialista. Envolve uma forma de viver imersa na Natureza, onde o ser humano é visto como parte Dela, e não como seu suposto “controlador”. Não existem fronteiras entre o material e o espiritual, pois tudo está interligado...e os Deuses e Espíritos, sempre estão presentes, seja nas altas montanhas, nos ventos que cortam o Prado do Bode, nos campos de um verde inesquecível, no Mar impetuoso, nas praias, em sua maioria, rochosas, nas ancestrais florestas de carvalhos....e mesmo nos caseríos ( basérria ) dos antepassados, morada e templo daqueles que já foram considerados o povo mais antigo do Mundo. Para eles, tudo é Sagrado, pois tudo possui alma, e tudo existe, bastando ter nome. Como dizem as Sorgiñák: &lt;em&gt;“Izena zuen guztia omen da”&lt;/em&gt; ( Tudo o que tem nome existe ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Tradição desse povo ancestral ainda vive, não só na Terra Sagrada de Euskal Herria, como também onde quer que seus filhos e descendentes tenham peregrinado...pois, não importando o quão distante e estrangeira é a terra em que se está, o basco possui uma herança que jamais esquecerá, ainda que não a conheça. Tal como o Carvalho da cidade de Guernica, ao redor de cujas raízes os bascos, desde tempos remotos se reuniam para tomar as decisões mais importantes de seu povo, e que sobreviveu incólume ao bombardeio que destruiu toda a cidade na Guerra Civil, em 1937, essa gente guerreira parece marcar presença não só no início de Tudo, como também viverá pelos séculos sem fim que despontam adelante...E a Força dessa Tradição ecoa não só nas lendas, danças ou ritos mágicos da Sorginkeria....Ela está presente no sangue, na alma e na forma de ser e de viver do povo. Como disse Victor Hugo, um admirador dessa cultura ancestral:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Nasce-se basco, fala-se basco, vive-se basco e morre-se basco”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Por: Raven Luques McMorrigú.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Fontes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No Antro das Bruxas de Zugarramurdi" – de Gilberto de Lascariz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.projectokarnayna.com/bruxaria-hispanica/zugarramurdi"&gt;www.projectokarnayna.com/bruxaria-hispanica/zugarramurdi&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As Bruxas e o Seu Mundo" – de Julio Caro Baroja – Editorial Vega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bruxaria e História – As Práticas Mágicas no Ocidente Cristão” – de Carlos Roberto Figueiredo Nogueira – Editora Ática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( 1 ) - “Os de Donóstia trouxeram&lt;br /&gt;um Bode de Guetàry&lt;br /&gt;o puseram na torre do sino&lt;br /&gt;e dizem que é o Santo Padre”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Iru Damatxo”, canção popular das Bruxas Bascas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( 2 ) – “As Bruxas e o Seu Mundo”, pp. 317, 318.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-9212840728926614433?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/9212840728926614433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=9212840728926614433' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/9212840728926614433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/9212840728926614433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2010/02/sorginkeria-bruxaria-tradicional-basca.html' title='Sorginkeria: Bruxaria Tradicional Basca'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S3YLsSQkeoI/AAAAAAAAAr0/4Xhn0Ae3PrA/s72-c/OgAAALlLrr9pE0tV7cRGEMIUQz5aggukjKVdolgXOMBhFibL0o-fP01Xx15KlUuz0QpNh0_z6Tmg79stFoXNjwbD_58Am1T1UCStg_LcKwwoVyF7ADQMXvtwpskv.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-5929784591989029352</id><published>2010-01-11T17:29:00.000-08:00</published><updated>2010-01-11T17:56:38.535-08:00</updated><title type='text'>Conjuro da Queimada Celtibérica</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S0vWo4UC03I/AAAAAAAAArc/rhOlma4T_Xg/s1600-h/queimada.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S0vWo4UC03I/AAAAAAAAArc/rhOlma4T_Xg/s320/queimada.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425666173897462642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Slania tei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei há algumas semanas sobre a tradição da Queimada, que é uma poção mágica galega de raiz céltica, e aproveito o ensejo para apresentar um conjuro que compus, onde são invocados os Deuses celtibéricos e lusitanos, durante o conjuro no ritual da Queimada. A poção pode ser preparada da mesma forma, mudando-se apenas o conjuro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONJURO DA QUEIMADA CELTIBÉRICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nesta Noite eu acendo o Fogo,&lt;br /&gt;Misturo as ervas, o mel e a aguardente,&lt;br /&gt;E invoco os Deuses de nosso Povo!&lt;br /&gt;Pelos Ventos,&lt;br /&gt;Pelo Sol,&lt;br /&gt;Pelo Mar e &lt;br /&gt;Pela Terra,&lt;br /&gt;Pelos Deuses Eternos!&lt;br /&gt;E por este Fogo Sagrado,&lt;br /&gt;Eu conjuro os espíritos que vagam e nos enganam e atormentam,&lt;br /&gt;E também os feitiços dos inimigos, a inveja e o mau olhado,&lt;br /&gt;Coisa arriada ou coisa feita,&lt;br /&gt;Coisa enterrada, coisa aguada,&lt;br /&gt;Coisa queimada, coisa soprada,&lt;br /&gt;Coisa dita e maldita,&lt;br /&gt;Coisa amaldiçoada!&lt;br /&gt;Eu vos conjuro!&lt;br /&gt;Fantasmas, espíritos perdidos, revoltados e malignos,&lt;br /&gt;Eu vos conjuro&lt;br /&gt;A vir diante deste Fogo aceso em nome de Bríghida, a Grande Druidesa,&lt;br /&gt;Senhora do Fogo Sagrado,&lt;br /&gt;Conjuro-vos em nome de Lugo nosso Pai, Grande e Sábio Druida, Senhor do Raio que nos abençoa e guia,&lt;br /&gt;Conjuro-vos em nome de Badb, Deusa Soberana, Senhora dos Corvos de Batalha, nossa Mãe, que nos é favorável e nos dá a Vitória,&lt;br /&gt;Conjuro-vos em nome de Nábia, Deusa das Águas que nos purificam e abençoam,&lt;br /&gt;Conjuro-vos em nome de Reva Laraucos, que nos ilumina do Alto Céu,&lt;br /&gt;Conjuro-vos em nome de Bandua e Bandonga, que protegem as Leis de nosso Povo e os Laços Sagrados de nossa Casa e de nossa Gente, que nos unem e fortalecem,&lt;br /&gt;Conjuro-vos em nome de Trebaruna, que protege nossa Casa e nos dá coragem e vigor de Guerra,&lt;br /&gt;Conjuro-vos em nome de Trebopala, que protege o pão nosso de cada dia e nossa comunidade,&lt;br /&gt;Conjuro-vos em nome de Arentio e Arentia, que protegem nosso Povo e a porta de nossa morada,&lt;br /&gt;Conjuro-vos em nome de Drusuna, Ebúrio, Cabar, Carneo, Cepo, Ilurbeda, Vosego, Dana e todos os Deuses e Deusas da Terra,&lt;br /&gt;Conjuro-vos em nome de Aerno, Dercetio, Reva e de todos os Deuses e Deusas dos Ventos e das Alturas,&lt;br /&gt;Conjuro-vos em nome de Candâmio, Vordo, Taránis, Candeberônio, Cosua, Carioceco, Neitos, Banduaetobrigo e de todos os Deuses e Deusas da Guerra, do Fogo e da Luz,&lt;br /&gt;Conjuro-vos em nome de Nábia, Tongoenabiago, Deva, Deganta, Munídia, Coventina, Bormânico, Lir e de todos os Deuses e Deusas de todas as Águas,&lt;br /&gt;Conjuro-vos em nome de Lébo, que os prende e os traz aqui e agora,&lt;br /&gt;Conjuro-vos em nome de Crouga Magareaigo, que os revela diante de nós,&lt;br /&gt;Conjuro-vos em nome de Aturro, Senhor das Chaves do Submundo, &lt;br /&gt;Que abre as Portas da Escuridão e os revela inteiramente, amarrados, vencidos e desmascarados diante de nós,&lt;br /&gt;Conjuro-vos em nome de Endovélico, de cuja Luz e Sabedoria nos vem a libertação de todo mal visível e invisível,&lt;br /&gt;Conjuro-vos pelo Tríplice Poder de Atégina, Senhora da Terra, da Lua e do Submundo,&lt;br /&gt;Que os derrota, os amarra e os traz rendidos diante deste Fogo Sagrado&lt;br /&gt;Aceso em nome de Todos os Deuses de nosso Povo,&lt;br /&gt;Os Deuses que sempre nos são favoráveis!&lt;br /&gt;Eu vos conjuro aqui e agora, ó Força Destruidora da Vida!&lt;br /&gt;Ó vós, Vento Frio da Morte, eu vos conjuro!&lt;br /&gt;Ó vós, Medo Escuro, eu vos conjuro!&lt;br /&gt;Ó vós, Triste doença, eu vos conjuro!&lt;br /&gt;Ó vós, Ferimento Dolorido, eu vos conjuro!&lt;br /&gt;Ó vós, Dor de Amor, eu vos conjuro!&lt;br /&gt;Ó vós, Ferida na Alma, eu vos conjuro!&lt;br /&gt;Ó vós, Má Sorte, eu vos conjuro!&lt;br /&gt;Ó vós, Feitiço Maligno e Inimigo, eu vos conjuro!&lt;br /&gt;Ó vós, Maldição Proferida, eu vos conjuro!&lt;br /&gt;Ó vós, Praga Rogada, eu vos conjuro!&lt;br /&gt;Ó vós, Violência do Inimigo, eu vos conjuro&lt;br /&gt;Ó vós, Roubos e Assaltos, eu vos conjuro!&lt;br /&gt;Ó vós, Rancor Nefasto, eu vos conjuro!&lt;br /&gt;Ó vós, Mau Olhado, eu vos conjuro!&lt;br /&gt;Ó vós, Espíritos Perturbadores, Inimigos e Hostis, Visíveis e Invisíveis,&lt;br /&gt;Seja Fogo Vivo ou Fogo Morto,&lt;br /&gt;Eu vos conjuro para que queimem Aqui e Agora nesta Queimada!&lt;br /&gt;Esta, que é feita com aguardente, mel e ervas mágicas, &lt;br /&gt;Tomai e Bebei, pois estas ervas são boas para ti, estas para ti as tome,&lt;br /&gt;E que ao beber esta Poção,&lt;br /&gt;Sejamos livres de todos os males de nosso Corpo, de nossa Alma e de nossa Vida!&lt;br /&gt;E assim como nós aqui presentes, &lt;br /&gt;Que sejam também libertos, bentos, protegidos e abençoados &lt;br /&gt;Todos os nossos Amigos que estão fora,&lt;br /&gt;Mas que com a Graça de nossos Deuses, participam conosco desta Queimada!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( seguem-se gritos de alegre algazarra ) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citei no conjuro os termos "Fogo Vivo e Fogo Morto". Em Bruxaria Portuguesa, refere-se à origem de um dado mau que a vítima sofre: se for advindo de energias nefastas da inveja, do mau olhado e do mau querer de alguém que lhe deseja mal, é Fogo Vivo, pois se trata de um mal enviado por pessoa viva; e se for advindo de energias emanadas por espíritos desencarnados, fantasmas, que perturbam através de assombrações, e mesmo através de feitiços de destruição ( onde tais espíritos são empregados, para se causar mau a alguém ), aí se denomina Fogo Morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando me refiro a "coisa arriada, coisa feita, coisa enterrada, coisa aguada, coisa queimada, coisa soprada, coisa dita e maldita, coisa amaldiçoada", o termo "coisa" é usado pra designar seja lá que tipo de rito, feitiço ou malefício que tenha sido feito, em qualquer dos elementos da Natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bendiciones delos Dioses Nuestros!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matubuta tei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;/|\&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-5929784591989029352?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/5929784591989029352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=5929784591989029352' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/5929784591989029352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/5929784591989029352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2010/01/conjuro-da-queimada-celtiberica.html' title='Conjuro da Queimada Celtibérica'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S0vWo4UC03I/AAAAAAAAArc/rhOlma4T_Xg/s72-c/queimada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-6902150359929294892</id><published>2010-01-11T17:08:00.000-08:00</published><updated>2010-01-16T11:34:52.521-08:00</updated><title type='text'>A Runa do Mestre</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S0vQWNlv1jI/AAAAAAAAArU/JISTyopCT-U/s1600-h/OgAAAK4aM_e4RFpMmyiOM_X5sM1jEKFNtWG_1-39_K6LLi3fQ8H8MHBsz9DXlDapo4gGiP_z2hy75uc3_MG1-MpsW8sAm1T1UE_M57XlMN7N5NRMXl2cJ2O_Ifye.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 246px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S0vQWNlv1jI/AAAAAAAAArU/JISTyopCT-U/s320/OgAAAK4aM_e4RFpMmyiOM_X5sM1jEKFNtWG_1-39_K6LLi3fQ8H8MHBsz9DXlDapo4gGiP_z2hy75uc3_MG1-MpsW8sAm1T1UE_M57XlMN7N5NRMXl2cJ2O_Ifye.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425659256121579058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Slania tei!&lt;br /&gt;A Runa do Mestre é uma Invocação Ritual e Poética ao Deus Chifrudo das Bruxas Lusitanas, Cabar ( ou Kabaros ), Deus Bode, associado ao negror da Terra e à Luz do Saber. É vinculado a demais Deuses Cabríos, como o Akerbeltz dos bascos, o Azazel dos mouros, o Bucca dos cornualeses, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o Fauno Negro da Encruzilhada, o Mestre que nos guia pelos caminhos tortuosos do mergulho em nossa própria Escuridão...para que somente assim, reencontremos nossa essência mais interna, e possamos renascer plenamente para a Luz do Espírito, representada pela Chama que arde entre Seus Benditos Cornos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RUNA DO MESTRE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eko, Eko Kabaros Lucíferos&lt;br /&gt;Bode Negro que a Luz encerra&lt;br /&gt;Mestre Bruxo vinde, eu vos chamo&lt;br /&gt;Pai Nosso que estás na Terra!&lt;br /&gt;Louvado seja Seu Nome e Poder&lt;br /&gt;Venha a nós o Vosso Aquelarre!&lt;br /&gt;Seja feita a minha vontade&lt;br /&gt;Una com a Vossa&lt;br /&gt;Em Potência e Poder!&lt;br /&gt;O Pão e o Vinho nossos nos dai sempre&lt;br /&gt;Senhor da Serpente, do Corvo e do Crânio,&lt;br /&gt;Bode Negro, Portador da Luz,&lt;br /&gt;Cuja Dança, Sagrada e Profana,&lt;br /&gt;Me santifica, perde e seduz!&lt;br /&gt;Tu que se ergues, Bendito Phalo,&lt;br /&gt;Prazer e Deleite&lt;br /&gt;Crisma e Saber&lt;br /&gt;Bode Acima, Bode Abaixo&lt;br /&gt;No Crepúsculo e no Alvorecer,&lt;br /&gt;Deus Amante, Cigano e Errante&lt;br /&gt;Contigo, agora, eu quero ter!&lt;br /&gt;Senhor Guardião da Encruzilhada,&lt;br /&gt;Mestre, Pai, Irmão e Consorte&lt;br /&gt;Fauno da Negra Gargalhada&lt;br /&gt;Na Treva e na Luz, Tu és Minha Sorte!&lt;br /&gt;Eko, Eko Kabaros Lucíferos&lt;br /&gt;Bode Negro que a Luz encerra&lt;br /&gt;Deus Bruxo, Mestre e Amante&lt;br /&gt;Pai Nosso que estás na Terra!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Runa do Mestre - de Raven Luques McMorrigú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( a gravura do Deus Cabar - Kabaros - é também de minha autoria )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bendiciones del Cuervo y del Aker...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-6902150359929294892?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/6902150359929294892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=6902150359929294892' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/6902150359929294892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/6902150359929294892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2010/01/runa-do-mestre.html' title='A Runa do Mestre'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S0vQWNlv1jI/AAAAAAAAArU/JISTyopCT-U/s72-c/OgAAAK4aM_e4RFpMmyiOM_X5sM1jEKFNtWG_1-39_K6LLi3fQ8H8MHBsz9DXlDapo4gGiP_z2hy75uc3_MG1-MpsW8sAm1T1UE_M57XlMN7N5NRMXl2cJ2O_Ifye.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-8461192679729975818</id><published>2009-12-06T14:35:00.000-08:00</published><updated>2009-12-09T05:47:27.859-08:00</updated><title type='text'>A Queimada: Feitiço e Magia das Bruxas Galegas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/Sxw_bXyZMCI/AAAAAAAAAqg/Ucj5h3mUQrQ/s1600-h/2829748.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/Sxw_bXyZMCI/AAAAAAAAAqg/Ucj5h3mUQrQ/s320/2829748.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412270591666892834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Slania tei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Galiza é uma região repleta de tradições milenares, localizada a noroeste da Península Ibérica. As primeiras ondas de imigração céltica chegaram no local há 3000 anos, e desde então, fincaram fundas raízes nesta terra. É de Galiza que partem os celtas brigantes, liderados pelo Rei Breogán ( lembrado até hoje no Hino Nacional Galego ) rumo às ilhas avistadas ao norte, desde a Torre de Brigantia ( atual Coruña ). É a conquista de Irlanda, lembrada no Léabhar Gaballa Érinn.&lt;br /&gt;Sendo assim, a alma castrexa, própria dos galegos, possui a marca dos Ancestrais Druidas, das Meigas ( Bruxas Galegas, cujo nome vem do vocábulo "Maga" ), dos Velhos Deuses, da Magia dos Antigos...E é dessa Magia Ancestral, herdada geração após geração, que nos vem a tradição da Queimada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo estudos na área, a tradição da Queimada remonta a práticas rituais das Candelárias ( Inbolc ), associadas ao culto a Bríghida ( Brígit ), Senhora do Fogo, dos Ofícios e da Medicina, A Grande Alquimista. É muito popular o uso da queimada como um remédio dado às mães para beberem quarenta dias após o parto, afim de que não se resfriem nem sofram de males outros. É um costume, pelo que observei, presente nas famílias de várias regiões do Brasil. Minhas antepassadas espanholas também se serviam de tal prática. Também me foi relatada tal prática mágica em Famílias de amigos meus, tanto de portugueses quanto de descendentes de italianos. Há uma lenda que diz que Santa Brígida ( a cristianização da Deusa Bríghida ) teria sido a Parteira da Virgem Maria.....como as parteiras geralmente são as conhecedoras dos remédios próprios para as parturientes, me chamou a atenção um detalhe: a Festa de Santa Brígida ( Inbolc, Festa de Bríghida ) ocorre no hemisfério norte, em 2 de Fevereiro...exactamente quarenta dias após o Natal.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há inúmeras variações da queimada, tendo cada família ( ou cada pessoa ) uma receita particular....mas o processo básico é o mesmo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ingredientes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um litro de cachaça;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas xícaras de açúcar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grãos de café ( 8 ou 9 ), substituíveis por cravos-da-índia;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma colher de sopa de casca de limão e/ou de laranja ( o limão é lunar e a laranja é solar...isso dá margem para múltiplas interpretações.....vai de cada um.... );&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas ervas e especiarias, como louro em pó, canela em pó, gengibre em pedacinhos, alecrim, arruda ( 1 galhinho só ) ou artemísia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATENÇÃO: Mulheres grávidas ou amamentando devem evitar a queimada, principalmente as primeiras, pois algumas ervas, associadas com bebida alcoólica, cambiam em abortivos perigosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modo de fazer: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa panela de pedra ou barro, coloque açúcar e leve ao fogo, pra esquentar um pouco. Coloque todos os demais ingredientes ( menos a cachaça ). Ao acrescentar os grãos de café ( ou cravos-da-índia ), coloque um em nome de cada cidade santa dos antigos galegos, donde vem a tradição da Queimada: um por Mondoñedo, um por Betanzos, outro por Tuy, um por Coruña, por Ourense mais um, outro por Lugo e o derradeiro por Compostela. Pode-se colocar mais um pela tua cidade natal e, caso esteja fora dela, um a mais, em nome da cidade onde estiver. Depois de acrescidos todos os elementos, apague o fogo. Espere uns 15 minutos. Coloque a cachaça na panela e um pouco no cucharón ( é como mi madre o chama, mas comumente é chamado no Brasil "concha", que se usa pra pegar feijão na panela ) junto com um pouquinho de açúcar. Acenda o fogo no cucharón ( se estiver na casa de outra pessoa, é o dono(a) da casa que tem de acender, pois é dele as chaves da casa, que representam quem mantém os Lares ali ). Leve o cucharón em chamas à panela, acendendo a poção ( acende-se o fogo dentro da panela ). Mexa então a poção, dizendo o Conxuro ( Conjuro ) da Queimada em galego: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONXURO DA QUEIMADA&lt;br /&gt;( Em Galego )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mouchos, curuxas, sapos e bruxas.&lt;br /&gt;Demos, trasgos e diaños,&lt;br /&gt;espíritos das neboadas veigas.&lt;br /&gt;Corvos, píntegas e meigas:&lt;br /&gt;feitizos das menciñeiras.&lt;br /&gt;Podres cañotas furadas,&lt;br /&gt;fogar dos vermes e alimañas.&lt;br /&gt;Lume das Santas Compañas,&lt;br /&gt;mal de ollo, negros meigallos,&lt;br /&gt;cheiro dos mortos, tronos e raios.&lt;br /&gt;Ouveo do can, pregón da morte;&lt;br /&gt;fuciño do sátiro e pé do coello.&lt;br /&gt;Pecadora lingua da mala muller&lt;br /&gt;casada cun home vello.&lt;br /&gt;Averno de Satán e Belcebú,&lt;br /&gt;lume dos cadáveres ardentes,&lt;br /&gt;corpos mutilados dos indecentes,&lt;br /&gt;peidos dos infernais cus,&lt;br /&gt;muxido da mar embravecida.&lt;br /&gt;Barriga inútil da muller solteira,&lt;br /&gt;falar dos gatos que andan á xaneira,&lt;br /&gt;guedella porca da cabra mal parida.&lt;br /&gt;Con este fol levantarei&lt;br /&gt;as chamas deste lume&lt;br /&gt;que asemella ao do Inferno,&lt;br /&gt;e fuxirán as bruxas&lt;br /&gt;a cabalo das súas vasoiras,&lt;br /&gt;índose bañar na praia&lt;br /&gt;das areas gordas.&lt;br /&gt;¡Oíde, oíde! os ruxidos&lt;br /&gt;que dan as que non poden&lt;br /&gt;deixar de queimarse no augardente&lt;br /&gt;quedando así purificadas.&lt;br /&gt;E cando este beberaxe&lt;br /&gt;baixe polas nosas gorxas,&lt;br /&gt;quedaremos libres dos males&lt;br /&gt;da nosa alma e de todo embruxamento.&lt;br /&gt;Forzas do ar, terra, mar e lume,&lt;br /&gt;a vós fago esta chamada:&lt;br /&gt;se é verdade que tendes máis poder&lt;br /&gt;que a humana xente,&lt;br /&gt;eiquí e agora, facede que os espíritos&lt;br /&gt;dos amigos que están fóra,&lt;br /&gt;participen con nós desta Queimada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONJURO DA QUEIMADA&lt;br /&gt;( Em Português )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mochos, corujas, sapos e bruxas.&lt;br /&gt;Demônios, trasgos e diabos,&lt;br /&gt;espíritos dos enevoados campos,&lt;br /&gt;Corvos, salamandras e Bruxas:&lt;br /&gt;feitiços das curandeiras,&lt;br /&gt;Podres tocos de árvores furados,&lt;br /&gt;lar dos vermes e bestas&lt;br /&gt;Fogo das Santas Companhas,&lt;br /&gt;mau-olhado, negros feitiços,&lt;br /&gt;cheiro dos mortos, trovões e raios.&lt;br /&gt;Uivar do cão, pregão da morte;&lt;br /&gt;focinho do sátiro e pé do coelho.&lt;br /&gt;Pecadora língua da má mulher&lt;br /&gt;casada com um homem velho.&lt;br /&gt;Averno de Satã e Belzebu,&lt;br /&gt;fogo dos cadáveres ardentes,&lt;br /&gt;corpos mutilados dos indecentes,&lt;br /&gt;peidos dos infernais cus,&lt;br /&gt;mugido do mar embravecido.&lt;br /&gt;Barriga inútil da mulher solteira,&lt;br /&gt;falar dos gatos que andam no cio,&lt;br /&gt;cabeleira porca da cabra mal parida.&lt;br /&gt;Com este fole levantarei&lt;br /&gt;as chamas deste fogo&lt;br /&gt;que se assemelha ao do Inferno,&lt;br /&gt;e fugirão as bruxas&lt;br /&gt;a cavalo, montadas em suas vassouras,&lt;br /&gt;indo-se banhar na praia&lt;br /&gt;das areias gordas.&lt;br /&gt;Ouvi, ouvi! os rugidos&lt;br /&gt;que dão as que não podem&lt;br /&gt;deixar de se queimar na aguardente&lt;br /&gt;ficando assim purificadas.&lt;br /&gt;E quando este beberagem&lt;br /&gt;baixe pelas nossas goelas,&lt;br /&gt;ficaremos livres dos males&lt;br /&gt;da nossa alma e de feitiço tudo.&lt;br /&gt;Forças do ar, terra, mar e fogo,&lt;br /&gt;a vós faço esta chamada:&lt;br /&gt;se é verdade que tendes mais poder&lt;br /&gt;que a humanas pessoas,&lt;br /&gt;aqui e agora, fazei que os espíritos&lt;br /&gt;dos amigos que estão fora,&lt;br /&gt;participem conosco desta Queimada! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda na confecção, fica um detalhe: na hora em que o fogo arder em meio ao conxuro, todos os presentes devem se concentrar em queimar e banir aquilo que não mais se quer em suas vidas. Se a quantidade de pessoas permitir, há um antigo costume do norte de Portugal, que ensina que todos os presentes devem mexer um pouco a Queimada, concentrando-se nas chamas para que queimem os males todos de suas Vidas....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de conjurar a Queimada, tapa-se a panela ( ou deixa-se queimar até apagar ). Antes de beber, cada um fará seus pedidos, daquilo que querem atrair para suas vidas. Fazer a Queimada, por si, é um ritual de purificação da casa, que fica impregnada pelo perfume das ervas e especiarias.....e beber a Queimada é, por si, um ritual de purificação do corpo e da alma.....na Festa de Bríghida, conjurar a Queimada é se conectar à essência da Deusa do Trabalho ( que nos provê dos frutos e das ervas presentes na Poção ), da Cura ( propiciada pela Queimada ) e da Poesia ( presente no Conxuro )......é uma celebração de Alegria, Beleza e Magia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedico este artigo a minhas Ancestrais españolas e todos os meus antepassados, que legaram essa Tradição...&lt;br /&gt;A Nilce, Foster e a todos os mais irmãos meus, de sangue e de alma, companheiros de Queimada, com quem conjurei, conjuro e conjurarei...&lt;br /&gt;A Marcílio Diniz, o querido Bardo de Ypuarana, cuja inspiração é Abençoada...&lt;br /&gt;E a minha querida Iony Ming, Madrinha desse artigo, pois foi a que me impulsionou a escrevê-lo há um tempão...muchas gracias cariño! ^^&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bendiciones com a Luz das Candelárias de Bríghida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matubuta tei &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;/|\&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-8461192679729975818?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/8461192679729975818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=8461192679729975818' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/8461192679729975818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/8461192679729975818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2009/12/queimada-feitico-e-magia-das-bruxas.html' title='A Queimada: Feitiço e Magia das Bruxas Galegas'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/Sxw_bXyZMCI/AAAAAAAAAqg/Ucj5h3mUQrQ/s72-c/2829748.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-300940076834803041</id><published>2009-05-30T14:13:00.001-07:00</published><updated>2009-12-23T18:16:41.839-08:00</updated><title type='text'>Religando em Celtibérico: Rituais falados no idioma dos Ancestrais....</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SiP42NDZKHI/AAAAAAAAApQ/IdekZlEU00I/s1600-h/OgAAAHr3LtxbNDtj5o3aagDsrj6riTfbrxIzz7CtkrWhjmpjVUKxSjfAqHH45uQpG7N0pmKDjvalrNepvgdPQez6O6sAm1T1UD0ANP2TfuiM7sYW42BRmpaqfp6a.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SiP42NDZKHI/AAAAAAAAApQ/IdekZlEU00I/s320/OgAAAHr3LtxbNDtj5o3aagDsrj6riTfbrxIzz7CtkrWhjmpjVUKxSjfAqHH45uQpG7N0pmKDjvalrNepvgdPQez6O6sAm1T1UD0ANP2TfuiM7sYW42BRmpaqfp6a.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342387193092057202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Slania!&lt;br /&gt;Tenho aprendido muito com o amigo Marcílio Diniz, principalmente no grupo Reconsceltica, do Yahoo, que ele criou, e em nossas conversas, sobre o idioma dos antigos celtibéricos. Como sempre digo pro povo em nosso círculo: inúmeras são as Iniciações pelas quais passamos em nossa jornada....e aprender Keltiberika tem sido uma jornada iniciática única. Para quem como este que vos tecla, que se encanta com tudo aquilo que possa nos aproximar ainda mais da Sabedoria dos Ancestrais, poder cantar a Eles, aos Deuses de nossa gente, no idioma em que também cantavam, tem sido uma experiência abençoada, sagrada....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter utilizado alguns dos hinos, invocações e cânticos que o Marcílio, nosso querido Bardo de Ypuarana, compôs, confesso que fiquei tentado, e me arrisquei a escrever algumas coisinhas também.....rsrs....sempre, CLARO, me reportando a ele, para que me ajude a elucidar onde estou a escorregar na gramática, entre outros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O saldo disso até agora foram alguns cânticos curtos, espécies de mantras, que tenho utilizado nos ritos do culto doméstico, e no dia-a-dia, com muito êxito. Deixo alguns abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos os Deuses do Povo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olloi deiuoi deiuaskue&lt;br /&gt;ansonas geneis&lt;br /&gt;nos anesonti&lt;br /&gt;uta klansonti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que Todos os Deuses assim como as Deusas&lt;br /&gt;De nossa Gente&lt;br /&gt;Nos protejam&lt;br /&gt;E nos iluminem!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Candeberônio, Deus da Luz e do Saber:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Io Kandeberonios&lt;br /&gt;ueizom nos zizeti&lt;br /&gt;ekue nertom boudimkue (ou 'boudiamkue').&lt;br /&gt;Io Kandeberonios&lt;br /&gt;nos klanseti&lt;br /&gt;uta ansonam trebiam  aneseti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que Candeberônio&lt;br /&gt;Nos dê Sabedoria&lt;br /&gt;Assim como Força e Vitória&lt;br /&gt;Que Candeberônio&lt;br /&gt;Nos ilumine&lt;br /&gt;E proteja a Nossa Casa!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cântico a Cabar ( Kabaros ), Deus Bode Lusitano, Senhor da Sabedoria e das Bruxas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Io Kabaros britui me zizeti&lt;br /&gt;ekue kailom ueizomkue&lt;br /&gt;uta skota klanseti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que Kabaros me dê o Dom de Encantar&lt;br /&gt;Assim como o Presságio e a Sabedoria&lt;br /&gt;E ilumine as trevas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cântico a Crouga Magareaigo, Deus ibérico lusitano da destruição e da Magia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Io Krouga Magareaikos,&lt;br /&gt;ansonas toutas deiuos,&lt;br /&gt;ansonus namatus damnati!&lt;br /&gt;Io Krouga Magareaikos&lt;br /&gt;danum britui zizeti (dê o dom para encantar)&lt;br /&gt;ekue kailom boudimkue!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Crouga Magareaigo&lt;br /&gt;Deus de Nossa Tribo&lt;br /&gt;Prenda/amarre nossos inimigos!&lt;br /&gt;Que Crouga Magareaigo&lt;br /&gt;Nos dê o Dom de Encantar&lt;br /&gt;Assim como o Presságio e a Vitória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cântico para Badb ( Badimas ) Deusa da Guerra, Senhora dos Corvos de Batalha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ia Katubodua Rigania Badiba&lt;br /&gt;nertom ekue latum boudimkue&lt;br /&gt;nos zizeti&lt;br /&gt;uta ansonas trebias aneseti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt;"Que Badimas Rainha dos Corvos de Batalha&lt;br /&gt;Nos dê Força assim como Vigor e Vitória&lt;br /&gt;E proteja Nossa Casa!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cântico a Coventina, Deusa Lusitana da Cura e da Saúde:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ia Kouenteina akuas deiua&lt;br /&gt;iakas nos zizeti&lt;br /&gt;ekue nos iskanti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que Coventina Deusa das Águas&lt;br /&gt;Nos dê Cura&lt;br /&gt;E nos lave/purifique!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve postarei mais alguns cânticos no idioma de nossos Ancestrais de Celtibéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ios Deiuum Deiuaumkue nos kalantiseti! ( Que os Deuses assim como as Deusas nos iluminem! ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raven Luques McMorrigú.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-300940076834803041?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/300940076834803041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=300940076834803041' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/300940076834803041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/300940076834803041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2009/05/religando-em-celtiberico-rituais.html' title='Religando em Celtibérico: Rituais falados no idioma dos Ancestrais....'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SiP42NDZKHI/AAAAAAAAApQ/IdekZlEU00I/s72-c/OgAAAHr3LtxbNDtj5o3aagDsrj6riTfbrxIzz7CtkrWhjmpjVUKxSjfAqHH45uQpG7N0pmKDjvalrNepvgdPQez6O6sAm1T1UD0ANP2TfuiM7sYW42BRmpaqfp6a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-4621765915274335415</id><published>2008-12-07T16:22:00.000-08:00</published><updated>2008-12-07T17:36:32.596-08:00</updated><title type='text'>Bruxas Beatas, Santas Feiticeiras: Cristianismo e Paganismo na visão das Bruxas Tradicionais...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/STx0dvcUZXI/AAAAAAAAAZA/i4mFMGiM9S0/s1600-h/martha4%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 262px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/STx0dvcUZXI/AAAAAAAAAZA/i4mFMGiM9S0/s320/martha4%5B1%5D.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277220917671650674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Salud a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo um tópico em uma comunidade virtual voltada à Bruxaria Tradicional, me chamou a atenção um debate que surgiu sobre Bruxas cristãs...e a incompreensão de alguns frente a este termo, que parece ser tão contraditório para alguns....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me veio à mente a figura de Marta: santa católica, parente de Cristo, tida como protetora das Cozinheiras, Feiticeiras e Ervoeiras...e a imagem dela sempre me saltou à vista como a de uma típica Bruxa: acompanhada de seu familiar, o dragão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos encantamentos medievais onde Santa Marta é invocada, como este de uma Feiticeira das Ilhas Canárias, Catalina Del Castillo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Marta, Marta, la que los vientos levanta&lt;br /&gt;la que los Diablos encanta&lt;br /&gt;la que guiso los vinos a los finados, la que quitó los dientes a los ahorcados&lt;br /&gt;La que desenterró los guessos a los enterrados&lt;br /&gt;La que con Doña María de Padilla trato y conversso&lt;br /&gt;La que los nueve hijos pario y todos nueve se le desminuyeron...&lt;br /&gt;Asi como esto es verdad, me bayas al coraçon de Bartolomé Guerra y me le quites tres gotas de sangre donde quiera que estuviere melo traygas presto corriendo volando donde yo Margarita estoy assi me lo amarres y amanses y me le pongas el amor en su coraçon, paraque me quiera, y en su memoria me tenga que no me pueda olvidar de noche ni de dia donde quiera que estuviere, para que ninguna mujer donde quiera que estuviere no tenga sosiega ni pueda comer ni dormir sino fuere conmigo ni pueda tener otra mujer"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi pensando em Marta e seus conjuros medievais, assim como nas Ancestrais Feiticeiras que, assim como eu, vêem nela uma guia e protetora, que respondi ao tópico, lembrando que uma Bruxa é antes de mais nada Herética por Natureza e definição: alguém que pensa e decide por conta própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há várias formas de se vivenciar aquilo que se nomeia Bruxaria, dentro dos caminhos antigos e tradicionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Europa Medieval viu o surgimento de cultos sincréticos envolvendo crenças, mitos, ritos e valores do Velho Paganismo sincretizados com o Catolicismo Romano. Isso sempre foi forte em muitas linhagens de Bruxas hereditárias. As culturas se mesclam, se fundem: é antropológico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que lembrar que aqui não estamos falando de Wicca, e sim de Bruxaria Tradicional: anterior às idéias de Mr. Gardner. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos covens existiram ( e ainda existem ) ao redor de igrejas espalhadas pelo Velho Mundo....Muitas Bruxas hereditárias, no desejo de ver assegurada a continuidade de suas linhagens, longe de perseguições promovidas pelas inquisições ( oficiais ou não ), trataram de mesclar e sincretizar elementos materiais e simbólicos de suas tradições familiares com simbolismos, mitos, ritos e crenças do catolicismo ( até porque, muitos destes são adaptações de antigas práticas e costumes pagãos ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E temos de lembrar também que ser Bruxa( o ) é uma condição existencial: não uma opção religiosa. Alguém pode até optar em ser pagão....mas ser Bruxo é outra história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim sendo, o que se passa em Famílias de Bruxas tradicionais vai além de diferenças entre visões de Mundo cristãs ou pagãs...há o Ofício, a Arte Feiticeira...a Herança dos Avós...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos divagam sobre um suposto "purismo" de práticas e conceitos dentro de uma "Bruxaria Tradicional" vista apenas como "pagã" e alheia a quaisquer influências culturais externas...utopia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Facto é facto: as culturas se mesclaram SIM! É isso o que aconteceu. É isto que é facto, e não uma Ilha de Avalon esperando ser encontrada por trás do véu....lendas à parte ( e todas as lendas tem um pé na realidade, incluindo a de Avalon ), a Magia praticada pelas Bruxas medievais e os seus atuais descendentes, possui sim elementos sincretizados. é um corpo de conhecimento vasto, que "vareia" a cada grupo, a cada Família, a cada praticante....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou pagão, tenho uma visão espiritual pagã, vejo e sinto o Divino assim como meus Ancestrais pagãos...como pagão, venero e honro a memória de meus Ancestrais, tenham tido eles o credo que for....o que nos une é muito maior do que o que nos separa, e nesse sentido, se eles foram cristãos, pagãos, ateus, ou mesmo tenham sido partidários de um “mezzo-a-mezzo” ( como eu sou, rsrs ), ÓTIMO!!! Um verdadeiro Bruxo Tradicional sabe que o que importa mesmo é aquilo que herdou; aquilo que funciona; e aquilo que cabe à circunstância presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que vale lembrar é que as várias linhas de Bruxaria Tradicional possuem suas raízes não em antigos Cultos Públicos Pagãos: mas sim em Cultos Domésticos e Cultos de Mistérios. Cultos de Mistérios se tornaram Sociedades Secretas. E Cultos Domésticos evoluíram para Bruxaria Hereditária. E é comum muitas dessas linhas mais tradicionais não se identificarem com nenhuma religião em específico, vendo-se mais como um Ofício prático, adaptável, onde encontramos elementos culturais idiossincráticos à região e à época de cada grupo e/ou praticante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, muitos Santos católicos passaram a representar antigas potências Divinas.....o culto a determinados santos, por ter sido instituído em substituição ao culto de Deuses antigos ( tendo inclusive igrejas em sua homenagem erigidas sobre antigos santuários pagãos ), passou a ser guardado por famílias inteiras de Bruxas....e muitos Covens se formaram ao redor de tais cultos....beatas acima de qualquer suspeita se reuniram nas igrejas durante séculos.........e em suas orações, murmuradas, quase inaudíveis, muitos feitiços foram conjurados....Seja em nome de Cristo, da Virgem ou dos Santos...seja em nome de Deuses adorados por seus antepassados....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Marta Ervoeira&lt;br /&gt;Santa, Feiticeira,&lt;br /&gt;Marta de Penaguião&lt;br /&gt;Pelo agouro de Vosso Corvo&lt;br /&gt;E pelas Chamas de Vosso Dragão&lt;br /&gt;Traga fulano acá rendido&lt;br /&gt;Pelas penas perseguido&lt;br /&gt;Por Vosso Poder aguilhoado,&lt;br /&gt;Amansado, amarrado e vencido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padre Nosso....”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( a imagem eu copiei do blog de Márcia Frazão, onde ela postou a receita do Bolo de Santa Marta, e conta suas experiências feiticeiras.... ). Eis o link do blog:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.marciarfrazao.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bendiciones de Martha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto de: Raven Luques McMorrigú.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-4621765915274335415?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/4621765915274335415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=4621765915274335415' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/4621765915274335415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/4621765915274335415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2008/12/bruxas-beatas-santas-feiticeiras.html' title='Bruxas Beatas, Santas Feiticeiras: Cristianismo e Paganismo na visão das Bruxas Tradicionais...'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/STx0dvcUZXI/AAAAAAAAAZA/i4mFMGiM9S0/s72-c/martha4%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-7343223925217576270</id><published>2008-07-31T08:20:00.000-07:00</published><updated>2008-11-09T10:41:31.567-08:00</updated><title type='text'>Drusuna - A Senhora da Floresta...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SRcusRUBD4I/AAAAAAAAAYg/SQngOUkIS4U/s1600-h/Digitalizar0001.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 203px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SRcusRUBD4I/AAAAAAAAAYg/SQngOUkIS4U/s320/Digitalizar0001.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5266729627329564546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Salud!&lt;br /&gt;Desde pequeno sinto uma familiaridade espantosa com matas e arvoredos....onde quer que haja um parque, um jardim mínimo que seja, lá estou eu, pois sempre dei preferência aos locais onde o verde viceja....&lt;br /&gt;Também sempre fui dado mais à introspecção, a ouvir mais o que meu interior diz do que às informações irritantemente bombardeadas por fora....e preferi muito mais, em toda a minha Vida, a companhia de árvores e animais à das pessoas.....pois os irmãos da Floresta sempre me disseram muito mais, inclusive porque eles não falam: eles dizem!&lt;br /&gt;Segundo o Helenismo, sou filho de Ártemis, também conhcida como Diana: a Senhora da Floresta, da Caça, a Pótnia Theron ( Senhora dos Animais ), Deusa de carácter introspectivo e arredio, a viver entre as árvores....&lt;br /&gt;Não foi surpresa alguma me deparar com Drusuna, quando descobri qual das Deidades de meus Ancestrais me regia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo estudiosos como J.Mª Solana Sainz e Liborio Hernández, o teônimo Drusuna vem do indo-europeu "drutos", radical "deru-", "dru-", significando "Carvalho". Esse teônimo foi encontrado em duas inscrições em San Esteban de Gormaz, Soria, Espanha. É portanto, uma Deidade associada à Terra, às Árvores, a ritos realizados em bosques. A associação com o Carvalho remete aos Druidas, no que Drusuna é a Senhora da essência do Carvalho: a Essência da Vida e da Sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que me descobri como filho de Drusuna, compreendi o porquê de sempre me sentir em casa quando estou entre as árvores....o porquê de eu nunca sentir medo ou receio algum ao perambular por entre as matas, por mais fechadas, escuras e desconhecidas que sejam.....e o porquê de eu sempre voltar de tais lugares renovado: abençoado, renascido....tocado pela Sabedoria da Senhora do Bosque, inspirado pela Ciência guardada pela Ancestral Memória das Árvores....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por entre as Árvores habita o Saber&lt;br /&gt;Sussurrado entre as folhas do Velho Carvalho,&lt;br /&gt;Salve Drusuna a Quem estou a ver&lt;br /&gt;Coberta de musgo e brilhante orvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cervos e Lobos ouvem o Seu chamado&lt;br /&gt;Abençoada Senhora da Floresta!&lt;br /&gt;Bruxas e Fadas no Círculo Sagrado&lt;br /&gt;Dançam e Te saúdam em alegre Festa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEVOTIO DRVSVNA DEA SILVANA&lt;br /&gt;EX ARBORIS ADVENIAT SAPIENTIA&lt;br /&gt;SALVE DEA DIANA DRVSVNA&lt;br /&gt;Nos dê a Seiva de Vossa Ciência!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janas e Dianos por entre as folhas&lt;br /&gt;É a sombra do Negro Guardião das Pedras&lt;br /&gt;Que afasta os olhos maus e profanos&lt;br /&gt;E guarda os coroados de verdes hedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dançam alegres e antigas crianças&lt;br /&gt;Dos cornos vertem oferendas d'Amor&lt;br /&gt;Por entre os Carvalhos ecoa a esperança&lt;br /&gt;De velhos ritos, um novo ardor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEVOTIO DRVSVNA DEA SILVANA&lt;br /&gt;EX ARBORIS ADVENIAT SAPIENTIA&lt;br /&gt;SALVE DEA DIANA DRVSVNA&lt;br /&gt;Nos dê a Seiva de Vossa Ciência!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEVOTIO DRVSVNA - Raven Luques McMorrigú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bênçãos da Senhora da Floresta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto de: Raven Luques McMorrigú.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-7343223925217576270?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/7343223925217576270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=7343223925217576270' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/7343223925217576270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/7343223925217576270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2008/07/drusuna-senhora-da-floresta.html' title='Drusuna - A Senhora da Floresta...'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SRcusRUBD4I/AAAAAAAAAYg/SQngOUkIS4U/s72-c/Digitalizar0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-4732610254916410105</id><published>2008-06-28T10:40:00.000-07:00</published><updated>2008-07-18T16:59:59.289-07:00</updated><title type='text'>Feitiços: a Arte de transmutar a realidade....</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SGZ57T_zMyI/AAAAAAAAAV4/LLFypXzAZ7g/s1600-h/foto1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SGZ57T_zMyI/AAAAAAAAAV4/LLFypXzAZ7g/s320/foto1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216991278242411298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Salud!&lt;br /&gt;Quando se menciona o termo Bruxo ( a ), imediatamente surge a menção a feitiços: palavra cuja origem está em dialetos africanos, incorporada ao português na época das colônias. Refere-se a bruxedo, rito mágico, encantamento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os incautos geralmente acham que nós Bruxos sabemos lançar feitiços unicamente pelo mero conhecimento da fórmula certa: dos ingredientes apropriados, das falas e encantos corretos a serem ditos na hora fatal.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em verdade, o que leva um feitiço a funcionar é a postura: a postura de quem faz o feitiço, assim como de quem receberá as influências do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um feitiço de Amor só funcionará, portanto, se já existir o Amor....ele pode instilar coragem aos amantes para se declararem um ao outro....assim como um feitiço de Prosperidade só funcionará se houver uma postura generosa dos envolvidos.....ou um feitiço de Ódio, que necessita desse sentimento borbulhando em farpas de fogo e enxofre a sair pelas ventas de quem o conjura.......ou um feitiço de Proteção, que só protegerá de facto quem tiver fé no encanto........e PRUDÊNCIA no agir e no viver...quem quer estar protegido, que se mantenha resguardado, e assim o feitiço fará a sua parte....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feitiço algum tem eficácia sem a postura apropriada......Arcanos da Arte Feiticeira....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bendiciones del Cuervo y del Aker....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Raven Luques McMorrigú.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-4732610254916410105?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/4732610254916410105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=4732610254916410105' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/4732610254916410105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/4732610254916410105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2008/06/feitios-arte-de-transmutar-realidade.html' title='Feitiços: a Arte de transmutar a realidade....'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SGZ57T_zMyI/AAAAAAAAAV4/LLFypXzAZ7g/s72-c/foto1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-3121633472793755505</id><published>2008-06-18T08:16:00.000-07:00</published><updated>2008-06-20T08:41:44.002-07:00</updated><title type='text'>Solstício de Inverno: o Reinado da Cinzenta e o Renascimento do Sol...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SFvPcP53ipI/AAAAAAAAAUA/iiVbrJ3_XuU/s1600-h/333758983_77e316a48e.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SFvPcP53ipI/AAAAAAAAAUA/iiVbrJ3_XuU/s320/333758983_77e316a48e.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213989077824014994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saudações castrexas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui a dois dias ocorrerá um dos momentos mais importantes do Ano: o Solstício de Inverno. O ápice do Reinado de Cailleach ( ou Galeg ), La Vieja Grisa, a Ancestral mítica dos galegos e escoceses, Deusa Anciã que rege o Inverno, o fenecimento, a parada, a morte e o congelamento. É ela que leva a seiva vital a se concentrar nas raízes, até que o Bastão de Poder volte às mãos de Briga: a Senhora do Fogo, que trará consigo a purificação e a esperança de dias mais cálidos e amenos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vento do Inverno, que sopra do Norte ( no nosso caso aqui no Brasil, sopra do Sul ), cujo embate é certeiro sobre as planícies, varrendo todo o restante de Vida que ainda ali se mostra, que castiga furiosamente as aldeias e montanhas, vales e penhascos....que faz o Mar e o Céu se transmutar em uma única realidade cinzenta, que ruge imperiosa, em ventos cortantes a surrar portas e janelas....anunciando a chegada do recolhimento e da introspecção invernal, no ponto mais crítico da Vida....é o Sol que se distancia mais e mais da Terra......é o verde que desaparece debaixo da neve branca, que não pára de se acumular.....é o fim do reinado do Deus Verde e da Senhora da Vida....é o soar da trompa de caça do Caçador Negro....o sibilar do vôo da Cinzenta, cujo Vento traz consigo a neve.....é o sangue do Caçado derramado ao chão, a brilhar fortemente rubro sobre o branquíssimo gelo....é o vôo do Corvo, arauto da Senhora Badb, fazendo os ciclos se renovarem....Vida e Morte, em eterna Dança, desde Sempre e para Sempre.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e aqui no Brasil? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos num país continental....há climas de todos os tipos nessa Terra Abençoada, que acolheu um dia nossos Antepassados ibéricos, que aportaram em várias regiões, desde antes de 1500.....pois sim, esta Terra Brasilis já era visitada muito antes de Cabral....&lt;br /&gt;Aqui na região Sudeste, mais especificamente onde eu moro, entre as montanhas do Vale do Paraíba, o clima tem uma regularidade muito parecida com a do clima europeu, principalmente com o clima ibérico. Talvez com temperaturas não tão intensas, mas temos sim, aqui, quatro estações bem definidas. Sendo assim, onde eu moro, é tranquilamente possível manter ritos dos Ancestrais ( claro, apenas invertendo as datas, por conta das estações trocadas de cada hemisfério ). &lt;br /&gt;Por conseqüência, nessa época em que estou digitando essas linhas, é possível ver o manto cinza de Cailleach nos céus, trazendo consigo o Inverno.....o Vento cortante da Velha do Gelo, a fustigar este Novo Mundo, Vento este que, no nosso caso, sopra da Antártida.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também é o Tempo do Renascimento do Sol: É o ponto em que o Sol dá a volta pelo Céu e ressurge da aparentemente inevitável queda no Abismo da Morte....é novamente o sangue rubro a brilhar sobre o gelo, mas não o sangue do Sacrificado: é sim, o sangue derramado pela Madre Diosa, ao dar à Luz Seu Filho: O Senhor da Vida! A Criança Solar, símbolo da Esperança.....e conforme a Criança vingar, crescendo cada vez mais forte e bela, dia após dia crescerá a Luz da Vida....a seiva correrá mais veloz pelos galhos, devolvendo a estes o verde d'outrora.....o sangue correrá mais ágil e quente em nossas veias.......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, renasceremos....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bênçãos de Inverno, llenas de Esperança de um novo Nascimento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Raven Luques McMorrigú.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-3121633472793755505?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/3121633472793755505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=3121633472793755505' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/3121633472793755505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/3121633472793755505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2008/06/solstcio-de-inverno-o-reinado-da.html' title='Solstício de Inverno: o Reinado da Cinzenta e o Renascimento do Sol...'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SFvPcP53ipI/AAAAAAAAAUA/iiVbrJ3_XuU/s72-c/333758983_77e316a48e.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-6067297715326988430</id><published>2008-05-30T07:11:00.000-07:00</published><updated>2008-05-30T07:19:49.600-07:00</updated><title type='text'>Diana, Janas e Janaínas....</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SEAM_jILirI/AAAAAAAAAIo/3VoXG6f2UNM/s1600-h/xana2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SEAM_jILirI/AAAAAAAAAIo/3VoXG6f2UNM/s320/xana2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206175455141137074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Buenas!&lt;br /&gt;Este texto que vou postar agora fala sobre a origem verdadeira do nome Janaína, tão comum aqui no Brasil. Muitos já disseram sobre possíveis origens indígenas ou africanas....mas aqui é mencionada a origem lusitana de tal nome, inclusive advinda dos mitos e lendas dos antigos lusitanos, asturianos e galegos...uma origem que resgata ancestrais conexões com Diana, a Deusa itálica da Lua e da Magia, Senhora das Bruxas, que sempre foi muito adorada na península Ibérica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A OUTRA ORIGEM DE JANAÍNA –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De onde vem o belo nome "Janaína" que, graças a Leila Diniz e sua famosa gravidez, tornou-se tão comum em meninas brasileiras desde os anos 70? Claro que é um dos nomes dados no Brasil a Iemanjá. E que essa orixá, assim como o seu nome mais tradicional, é certamente de origem ioruba: o nome Yemoja é uma contração de Yeye mo oja, "mãe dos peixes". Mas "Janaína" não se explica com a mesma facilidade. O dicionário Houaiss registra a valente tentativa da museóloga e folclorista Olga Cacciatore, de explicar esse nome como composição ioruba: iya "mãe" + naa "que" + iyin "honra", mas isso está longe de ser ponto pacífico. A muitos ouvidos, o nome soa indígena, talvez tupi - nos gibis de Maurício de Souza, por exemplo, é nome de uma indiazinha. Mas isso faz ainda menos sentido. Por surpreendente que pareça, a origem do nome pode ser mesmo portuguesa, nada mais, nada menos - uma modificação ou diminutivo do português "jana", que dá nome, por exemplo, a Ribeira de Janas, que é um distrito de Lisboa e a Janas, vilarejo próximo de Sintra, na Estremadura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é uma jana? Ora, em Portugal e na região espanhola de León, janas são uma espécie de fadas dos rios, semelhantes a sereias, que como suas similares e variantes em muitas outras tradições, tanto podem cativar os homens pela sua beleza e lhes causar a perdição como se deixar seduzir e terem um triste fim. No passado, a palavra também foi usada como sinônimo de bruxa e de fada. No noroeste da Espanha, nas Astúrias e na Galiza (onde o "x" geralmente corresponde ao "j" português), são chamadas xanas. São descritas como belas mulheres loiras e de olhos azuis, que vivem nos rios das montanhas, fontes e grutas e passam a maior parte do tempo a se pentear com pentes de ouro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São bondosas como os que as ajudam, mas rancorosas e vingativas com os que invadem seus domínios. Os nomes de xácia ou sácia são também conhecidos na Galiza. Segundo uma lenda da Ribeira Sacra, curso d´água perto de Monforte de Lemos, um pescador encontrou uma xácia, bela e formosíssima e esta lhe disse que, se a batizasse, ela se desencantaria e se casaria com ele. O casamento realizou-se, mas a xácia acabou por aborrecer-se, abandonou o marido e voltou às profundidades do rio, onde seus parentes a despedaçaram por ter-se feito cristã. Uma variante do nome - ljanas - é dado no vale de Aras, leste da Cantábria (outra região do norte da Espanha) a um ser um tanto diferente: duendes femininas travessas e glutonas, que andam nuas, têm um peito enorme que jogam sobre o ombro direito e entram nas casas para roubar comida e nos apiários para roubar mel. Uma lenda conta que o cura de San Pantaleón quis acabar com elas ateando fogo às grutas onde viviam e elas se vingaram incendiando o povoado, a começar pela casa do vigário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio confundidas com anjos, as janas viram também anjanas na Cantábria, onde uma variante da lenda assegura que são enviadas por Deus para realizar boas obras e que, depois de 400 anos, vão-se embora para não mais voltar. As anjanas foram celebrizadas pelo escritor espanhol Manuel Llano em Mitos y Leyendas de Cantabria, onde são descritas como tendo a aparência de mulheres jovens e belas, de pequena estatura, olhar amoroso e voz doce. Vestem uma túnica branca com uma capa azul, costumam usar coroas de flores e carregam uma varinha mágica que brilha com uma cor diferente a cada dia da semana, indicando as diferentes magias que podem realizar nesses dias. Lutam com seus inimigos, os ojáncanos ou ojancos (literalmente, "olhões"), ciclopes peludos que são os bichos-papões da Cantábria. Vivem nos riachos, fontes e mananciais, conversam com as águas e os pássaros, passeiam pelos bosques, ajudam animais feridos e árvores partidas. Às vezes, também ajudam amantes, pessoas perdidas na floresta e sofredores em geral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguinte parlenda da Cantábria serve para pedir proteção às anjanas e encontrar objetos e animais perdidos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Anjanuca, anjanuca, &lt;br /&gt;güena y floría, &lt;br /&gt;lucero de alegría, &lt;br /&gt;¿ónde está la mi vacuna? "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta outra serve para encontrar o caminho que se perdeu: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Anjana blanca, &lt;br /&gt;ten piedad de mi. &lt;br /&gt;Guiame por la oscuridad y la niebla. &lt;br /&gt;Líbrame de los peligros y de los malos pensamientos "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na festa da primavera, se reúnem à meia-noite para dançar nas brenhas e espalhar pétalas de flores que dão sorte a quem as encontrar. Disfarçadas de velhas, as anjanas também testam a caridade do povo e distribuem presentes e castigos segundo seu mérito. Na Sardenha, também se fala de janas - ou ianas, nas grafias sarda e italiana. As labirínticas sepulturas cavadas nas rochas pelos povos pré-historicos que viveram na ilha antes da conquista romana são conhecidas no folclore local como domus de ianas, ou seja, casas de janas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o nome "Jana" é uma corruptela de Diana, a deusa romana da caça e das florestas, assimilada às deusas gregas Ártemis, Hécate e Selene. Seu culto nasceu às margens do lago Nemi, perto de Roma. Ali, seu sacerdote permanecia no posto, com o título de Rex Nemorensis, até ser morto pelo próximo pretendente, usualmente um escravo fugido, que viesse a colher um "ramo dourado" no bosque sagrado. Uma tentativa de explicar esse costume é o fio condutor de um dos mais belos e ambiciosos (mas não dos mais rigorosos) tratados de mitologia já escritos, O Ramo de Ouro, de Sir James George Frazer. Nos últimos séculos da antiguidade romana, seu culto popular entre escravos e camponeses pobres em áreas remotas, permaneceu como um dos mais resistentes à erradicação pelo cristianismo. Foi um dos últimos a morrer, se é que chegou a desaparecer de todo. Em História Noturna: decifrando o Sabá, o historiador Carlo Ginzburg refere-se a uma vasta série de confissões de supostas feiticeiras dos séculos X ao XIV e mesmo posteriores que, interrogadas por padres e inquisidores, afirmavam participar em êxtase de vôos noturnos na companhia de uma misteriosa divindade feminina, chamada, conforme a época ou região, de Diana, Fortuna, Richella (de "riqueza"), Abúndia (de "abundância"), Sácia (de "saciar"), Bensozia (Boa Sócia), Perchta (deusa da vegetação na Áustria e sul da Alemanha, protetora das almas dos mortos), ou Huld/Holda/Holle (sua correspondente no norte da Alemanha, protetora das crianças e das tarefas domésticas femininas). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram sinais de um resistente culto pré-cristão da fertilidade que ele chama de "religião diânica". Outros possíveis equivalentes, citados por outros autores, são, na Escócia, Nicceven ou Nicheven, de um termo que pode significar "divina" ou "brilhante", no país basco, a senhora Mari ou Andra Mari, a deusa-mãe basca. E na Itália, La Befana (de "Epifania"), uma fada que no folclore italiano traz presentes para as crianças na véspera da festa de Reis, como os reis magos nos países de língua espanhola (ou Papai Noel na parafernália natalina de origem nova-iorquina). A Igreja, pelo menos, interpretava a todas como referências à deusa romana - ou então a Herodíade, a filha de Herodes que os Evangelhos responsabilizam pela decapitação de São João Batista. Como a personagem bíblica se misturou com tal cortejo de divindades pagãs? Talvez a origem tenha sido um sincretismo da grega Hera com a romana Diana - Heradiana, interpretada pelos inquisidores como Herodias. Assim, a sedutora princesa judia teria se tornado filha ou companheira da deusa virgem e lésbica. De qualquer forma, segundo teria ouvido o folclorista estadunidense Charles Leland de uma informante chamada Maddalena, uma seita clandestina de feiticeiras da Toscana adorava sua deusa por uma corruptela desse nome. Aradia ou o Evangelho das Feiticeiras, publicado em 1899, tornou-se um dos textos fundadores da Wicca e do neopaganismo moderno. Voltemos, porém, à Idade Média. Em 1390, um inquisidor milanês mencionou mulheres que haviam confessado a seu predecessor que participava regularmente do "jogo de Diana que chamam Herodíade". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, segundo as sentenças originais examinadas por Ginzburg, Sibillia e Pierina chamavam o objeto de seu culto de "Madona Oriente". Toda quinta-feira, saíam com Oriente e sua "sociedade". Oriente as chamava "filhas" e respondia às suas perguntas, predizendo coisas futuras e ocultas. Com base nessas predições, Sibillia respondia às perguntas de muitas pessoas, dando-lhes informações e ensinamentos. Pierina aprendia as utilidades das ervas, remédios para doenças e o modo de encontrar as coisas roubadas e afastar malefícios. Via a Madona Oriente como a senhora de sua "sociedade", assim como Cristo era o senhor do mundo. Sua função era proporcionar mais bens materiais, mais colheitas, mais gado ao povo - que, aliás, venerava Cristo e os santos com o mesmo objetivo. Às vezes, suas seguidoras matavam bois e comiam a carne destes; depois, recolhiam os ossos e os colocavam dentro das peles dos animais mortos. Então Oriente tocava as peles com a ponta de sua varinha e os bois ressuscitavam - embora não conseguissem mais trabalhar. Essa curiosa narrativa lembra o mito de Dioniso, que foi sacrificado na forma de touro pelos Titãs e devorado - exceto pelo coração, salvo por uma deusa (Atena, Réia ou Deméter) e ressuscitado por Zeus. Lembra também nosso auto do bumba-meu-boi e suas variações regionais (boi-bumbá, boi de Janeiro etc.), que também giram em torno da ressurreição de um touro. Poderão histórias como essa representar pontes entre a Grécia arcaica e o Brasil moderno? Na Idade Média, a Igreja freqüentemente classificou como culto de Diana ou Herodíade várias aparentes sobrevivências de cultos e superstições pagãs e chamou as "bruxas" que as praticavam de "dianas". Usou a deusa romana e a princesa judia como fio condutor para orientar-se no labirinto das crença locais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camponeses de várias partes da Europa latina deram-lhes ouvidos, identificando com Diana ou "Jana" tradições locais sobre espíritos femininos de diferentes origens, misturando e reinventando crenças e lendas. Mas nomes alternativos sobreviveram em alguns lugares - como Sácia, transformada em Xácia por dialetos locais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio Luiz M. C. Costa formou-se em engenharia de produção e filosofia, fez pós-graduação em economia e é um entusiasta das ciências sociais e naturais. Ex-analista de investimentos, atua no jornalismo desde 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto foi copiado do seguinte endereço:&lt;br /&gt;http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1270956-EI6607,00.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-6067297715326988430?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/6067297715326988430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=6067297715326988430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/6067297715326988430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/6067297715326988430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2008/05/diana-janas-e-jananas.html' title='Diana, Janas e Janaínas....'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SEAM_jILirI/AAAAAAAAAIo/3VoXG6f2UNM/s72-c/xana2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-7437704020124958234</id><published>2008-05-29T17:02:00.001-07:00</published><updated>2008-05-29T18:10:14.355-07:00</updated><title type='text'>Brujería: a Astrologia e os Santos, segundo as Brujas...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SD9T7jILiqI/AAAAAAAAAIg/CLaTR1zkZak/s1600-h/1196748932_f.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SD9T7jILiqI/AAAAAAAAAIg/CLaTR1zkZak/s320/1196748932_f.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205971976770521762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Salud!&lt;br /&gt;Adoro tudo o que se refira ao folclore, costumes, tradições e usanças populares do Mundo todo. Conhecer o outro é uma forma de se parar para conscientizar sobre nós mesmos também...&lt;br /&gt;E foi me deliciando com um texto, que leio e releio há 10 anos, que resolvi postá-lo aqui no Blog...o que é bom deve ser compartilhado ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A associação dos Santos católicos com os doze signos do Zodíaco surgiu no México do século XVIII, graças à mescla de dos elementos da chamada "Brujería" ( forma de religiosidade popular, que une ritos indígenas e africanos ) com o catolicismo. Chamada de Cadeia Mágica, essa relação entre santos e signos constitui um caminho para o autoconhecimento e a harmonização espiritual.&lt;br /&gt;Para obter as bênçãos do seu santo protetor, tenha em casa uma imagem dele e o homenageie com um ritual no dia de seu aniversário, assim como no dia dele, e sempre que sentir necessidade. Forre uma mesa com uma toalha da cor correspondente ao santo do seu signo. Acenda duas velas da mesma cor e um incenso. No meio do altar, coloque desenho ou um objeto representando o símbolo do santo. Peça a ele para lhe dar paz, amparo espiritual, proteção e harmonia em todos os dias da sua Vida. Reze diante do altar e deixe as velas e o incenso queimarem até o fim.&lt;br /&gt;A seguir, veja qual é o santo que rege o seu signo, o símbolo a ele associado, sua cor e seus atributos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÁRIES&lt;br /&gt;Santo: São Sebastião;&lt;br /&gt;Símbolo: Flecha;&lt;br /&gt;Cor: Vermelho;&lt;br /&gt;Atributos: Coragem, vitória e boa sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TOURO&lt;br /&gt;Santo: Santa Maria Madalena;&lt;br /&gt;Símbolo: Vidro de perfume;&lt;br /&gt;Cor: Verde;&lt;br /&gt;Atributos: Proteção no Amor, Magia e sorte nos negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GÊMEOS&lt;br /&gt;Santo: São Cosme e São Damião;&lt;br /&gt;Símbolo: Pequena espada;&lt;br /&gt;Cor: Laranja;&lt;br /&gt;Atributos: Cura, proteção às crianças e reconciliação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CÂNCER&lt;br /&gt;Santo: Santa Petrônia;&lt;br /&gt;Símbolo: Caranguejo;&lt;br /&gt;Cor: Branco&lt;br /&gt;Atributos: Maternidade e conhecimentos ocultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEÃO&lt;br /&gt;Santo: São Leão;&lt;br /&gt;Símbolo: Coroa;&lt;br /&gt;Cor: Dourado; &lt;br /&gt;Atributos: Fortuna, ajuda e sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIRGEM&lt;br /&gt;Santo: Santa Bárbara;&lt;br /&gt;Símbolo: Palma ( a flor );&lt;br /&gt;Cor: Rosa;&lt;br /&gt;Atributos: Perseverança, proteção e segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIBRA&lt;br /&gt;Santo: Santo Elói;&lt;br /&gt;Símbolo: Escada;&lt;br /&gt;Cor: Verde-malva;&lt;br /&gt;Atributos: Justiça, trabalho e recompensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESCORPIÃO&lt;br /&gt;Santo: Santa Salvada;&lt;br /&gt;Símbolo: Águia;&lt;br /&gt;Cor: Vermelho-escuro;&lt;br /&gt;Atributos: Intuião, Alta Magia e proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SAGITÁRIO&lt;br /&gt;Santo: São Gregório;&lt;br /&gt;Símbolo: Livro;&lt;br /&gt;Cor: Púrpura;&lt;br /&gt;Atributos: Viagens, intelecto e sonhos reveladores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPRICÓRNIO&lt;br /&gt;Santo: Santa Catarina de Siena;&lt;br /&gt;Símbolo: Lírio;&lt;br /&gt;Cor: Preto;&lt;br /&gt;Atributos: Longevidade, boa saúde e amizades duradouras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AQUÁRIO&lt;br /&gt;Santo: São João Batista;&lt;br /&gt;Símbolo: Barril;&lt;br /&gt;Cor: Marrom;&lt;br /&gt;Atributos: Iluminação, pureza e misticismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PEIXES&lt;br /&gt;Santo: Santa Marina;&lt;br /&gt;Símbolo: Peixe;&lt;br /&gt;Cor: Violeta;&lt;br /&gt;Atributos: Dom da adivinhação, espiritualidade e Fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bendiciones delos Santitos a todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-7437704020124958234?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/7437704020124958234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=7437704020124958234' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/7437704020124958234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/7437704020124958234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2008/05/brujera-astrologia-e-os-santos-segundo.html' title='Brujería: a Astrologia e os Santos, segundo as Brujas...'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SD9T7jILiqI/AAAAAAAAAIg/CLaTR1zkZak/s72-c/1196748932_f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-1421340985435518139</id><published>2008-05-26T16:54:00.000-07:00</published><updated>2008-05-26T17:20:06.149-07:00</updated><title type='text'>As Bruxas Paulistas - Feitiçaria e Inquisição em São Paulo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDtToTILinI/AAAAAAAAAIA/m72U-F8Ube4/s1600-h/shakespeare_bruxas.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDtToTILinI/AAAAAAAAAIA/m72U-F8Ube4/s320/shakespeare_bruxas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204845746151197298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Buenas!&lt;br /&gt;Estou postando aqui no blog um texto super interessante de Sandra Boccia sobre processos inquisitoriais movidos contra paulistas dos séculos XVII a XIX,inclusive envolvendo acusações de prática de Bruxaria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS BRUXAS PAULISTAS&lt;br /&gt;Documentos mostram como a Igreja saiu à caça de feiticeiras em São Paulo no século XVIII &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Sandra Boccia &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo é um tesouro histórico conhecido por poucos. Protegidos do pó em estantes de cedro, 9 000 processos cíveis e criminais permitem rara olhada na intimidade da vida cotidiana em São Paulo, sul de Minas e Paraná entre 1632 e 1856. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a 10 milhões de registros de batizados, aparece o de Maria Izabel de Alcântara Brasileira, em 24 de maio de 1831. Supõe o historiador Jair Mongelli, chefe do arquivo, que se trata da filha ilegítima de dom Pedro I e Domitila de Castro Canto e Melo, a marquesa de Santos. "O nome está grifado", nota. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também processos de adultérios, concubinatos, sacrilégios, sodomia, sexo com animais e até mesmo de promessas de casamento não cumpridas. Preso em 1765, um certo Manoel Rodrigues Jordão justificou a dispensa de Joana Machado de Siqueira alegando que a moça não tinha dentes, dinheiro ou formosura. Um fiel da paróquia de Guarulhos, hoje município da Grande São Paulo, foi acusado de ter ouvido missa "vestido de mulher" em 1744. No decorrer do processo, descobriu-se que "o menor" Joaquim José não tivera a intenção de se passar por travesti. Tão pobre que não tinha o que vestir, ele improvisou com roupas de suas irmãs. Acabou absolvido &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Páscoa era uma escrava paulistana que usava pedacinhos de unha, fios de cabelo e excrementos humanos para enfeitiçar e matar. Depois de fazer um pacto com o demônio, ela tornou-se uma espécie de serial killer do século XVIII, matando cinco pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história fantástica consta dos autos da investigação sobre seus crimes, da qual a Justiça Eclesiástica de São Paulo se ocupou durante dez meses. Finalmente, em 30 de julho de 1750, o juiz assinou a sentença: o caso deveria ser encaminhado à Inquisição, em Portugal. O destino de Páscoa nas mãos do Santo Ofício, que costumava condenar bruxas à morte na fogueira, ainda é um mistério. Processos recém-redescobertos nos arquivos da arquidiocese mostram que entre 1749 e 1771 nove mulheres (Páscoa entre elas) e quatro homens foram acusados de feitiçaria em São Paulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvos de um incêndio e esquecidos por décadas dentro de um baú de metal, esses documentos inéditos revelam episódios sombrios e pouco estudados da História nacional: a caça às bruxas conduzida pela Igreja Católica há mais de 200 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Trata-se de uma descoberta revolucionária", diz a historiadora Mary Del Priore, professora de história do Brasil colonial na Universidade de São Paulo, USP. "Essa documentação serve para iluminar um território que ainda continua nas sombras." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os treze processos por feitiçaria, manuscritos em delicada fibra de pano e carcomidos pelo tempo, mostram como as autoridades eclesiásticas brasileiras seguiam à risca a cartilha da Inquisição portuguesa. Do século XVI ao XVIII, o Tribunal do Santo Ofício puniu com severidade qualquer suspeita de desvio em relação à doutrina católica, incluindo aí a magia. Nunca chegou a se estabelecer na colônia brasileira e seus enviados especiais – os Visitadores – só estiveram nas capitanias prósperas como Bahia, Pernambuco e Grão-Pará. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em São Paulo, na época um pobre aglomerado de sessenta ruas contornadas pelo Rio Tamanduateí e seu afluente, o Anhangabaú, a caça às bruxas ficou por conta do clero local. Num processo aberto em 1767, Isabel Pedrosa de Alvarenga, moradora de Santo Amaro, foi acusada por um dos espiões da Igreja (chamados de "familiares do Santo Ofício") de dispor de um saco de coisas abomináveis para exercer atividades diabólicas. Umbigos de crianças, bicos de pássaros, cabelos e panos ensopados em sangue eram o tesouro desta mulher que vivia de esmolas e jamais admitiu ser uma bruxa. As acusadas eram normalmente pobres coitadas como Isabel, mais preocupadas com o sustento do dia-a-dia do que em prejudicar alguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram parteiras, lavadeiras de mortos, benzedeiras, curandeiras e adivinhas – típicas profissões femininas da época. "O próprio saber feminino era visto como bruxaria", diz a historiadora Eliana Rea Goldschmidt, do Centro de Estudos de Demografia Histórica da América Latina da Universidade de São Paulo. A primeira leitura dos documentos – de difícil compreensão devido ao português arcaico e à deterioração do papel – foi feita pela historiadora a pedido de VEJA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As regras do Arcebispado da Bahia, editadas em 1707 numa tentativa pioneira de adequar as diretrizes católicas à colônia tropical, puniam os praticantes de magia com multas, excomunhão e degredo na África. A definição de magia era vaga e podia incluir qualquer acontecimento incomum. Em 1749, por exemplo, a Cúria paulista enviou a Portugal os autos de acusação contra Patrício Bicudo da Silva, colono de Santana de Parnaíba. O que tinha sido apurado contra ele era a estranheza de "trazer consigo cobras vivas nas mãos sem receber lesão alguma". Num processo arquivado na Cúria, de 1771, Leonor de Siqueira e Moraes e sua filha, Ana Francisca, foram acusadas de usar "líquido menstrual" para transformar Manoel José Barreto, marido de Ana, num "pateta". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exílio no Brasil foi pena comum imposta às feiticeiras portuguesas. Isso encheu a colônia de benzedeiras e milagreiras. Apesar da quantidade de autos-de-fé em Lisboa, as cerimônias em que se queimavam hereges, a caça às bruxas foi mais branda em Portugal do que em outros países europeus, como a Alemanha. Todo o continente vivia assombrado por bruxarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão dos processos encontrados no Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo pode estar nas montanhas de papel armazenadas na Torre do Tombo, que guarda os documentos coloniais em Lisboa. Ou em lugar nenhum. Se Páscoa ou outras bruxas paulistas arderam nas fogueiras é, por enquanto, uma pergunta sem resposta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-1421340985435518139?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/1421340985435518139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=1421340985435518139' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/1421340985435518139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/1421340985435518139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2008/05/as-bruxas-paulistas-feitiaria-e.html' title='As Bruxas Paulistas - Feitiçaria e Inquisição em São Paulo'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDtToTILinI/AAAAAAAAAIA/m72U-F8Ube4/s72-c/shakespeare_bruxas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-6652209181031149932</id><published>2008-05-26T16:21:00.000-07:00</published><updated>2008-05-26T16:53:57.872-07:00</updated><title type='text'>As Bruxas de Curitiba...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDtNiTILimI/AAAAAAAAAH4/MFp-oqPFvGM/s1600-h/bruxas.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDtNiTILimI/AAAAAAAAAH4/MFp-oqPFvGM/s320/bruxas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204839046002215522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saudações castrexas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 3 anos atrás fiz uma pesquisa na rede, e descobri um texto interessantíssimo sobre Bruxas paranaenses, especialmente da capital Curitiba, em sua maioria descendentes de europeus, cujas práticas mágicas são sobrevivências genuínas da Feitiçaria Medieval européia. O texto é de Johnni Langer, autor de "Feitiçaria em Curitiba: discurso e cotidiano, 1889-1945", que deixo a seguir na íntegra: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRUXARIA E SATANISMO NO ESTADO DO PARANÁ&lt;br /&gt;Por Johnni Langer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem poucos trabalhos sobre história da bruxaria em nosso país, sendo os mais importantes os de Laura de Mello e Souza, Luíz Mott e Carlos Roberto Nogueira. No sul do Brasil praticamente não existem estudos, apesar de inúmeras tradições de cultos mágicos por parte da população. Apresentamos alguns elementos de uma pesquisa desenvolvida por nós em 1991 na capital paranaense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As praticantes de feitiçaria - denominação genérica para vários tipos de atividades mágico/religiosas - recebiam várias designações pela sociedade curitibana: Megera, Górgona, Sibila, Mandraqueira, denotando ao mesmo tempo repulsa e mau gênio. Típicas do estereótipo da bruxa, elaborado durante a Europa Medieval. Mas seriam estas supostas mulheres realmente bruxas ou praticantes de magia? Ou foram criações do imaginário? Segundo nossas investigações, baseadas em depoimentos policiais, noticiários jornalísticos e outros documentos, essas misteriosas mulheres foram perpetuadoras de uma tradição secular advinda do Velho Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais antiga referência que encontramos é de 1889, de uma senhora chamada Ana Formiga que residia na rua Benjamin Lins. Era famosa por suas supostas ligações com o demônio. Após um incidente com um cabo do exército, ela teria colocado um feitiço na porta da casa deste. Alguns dias depois, a esposa do cabo adoeceu. Segundo um jornal local "ao abrir os batentes da janela de sua casa, encontrou entre estas e a vidraça uma rã seca, que tinha presa às pernas uma rosa branca e na boca uma cruz formada pela justaposição de dois pauzinhos. A um canto da janela foi encontrado um bilhete escrito com tinta roxa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros casos interessantes foram das "bruxas" Lucinda e Deolinda. A primeira teve em 1899 sua casa investigada pela polícia. Além de diversos apetrechos de magia, foi encontrado um dedo humano seco.&lt;br /&gt;Em 1919, na casa de Maria Jesuína de Carvalho, foram apreendidas "latas com terra de cemitério, ossos de animal, sapos secos, cabeças de alhos cortadas em cruz, sal grosso torrado, sola de sapato de defunto". Ambas as apreensões foram largamente comentadas pela imprensa. Essas três personagens (todas descendentes de etnias européias) acabaram por desaparecer dos jornais alguns dias depois. &lt;br /&gt;Mas nenhum caso de bruxaria ficou mais famoso na mídia curitibana quanto o incidente ocorrido na rua Visconde de Guarapuava em 1934. A esposa de um importante juiz, D. Nair Ribeiro, teria sido enfeitiçada pela bruxa Tiburcia e "começou a vomitar despachos contendo panos, cabelos, fumos, couro de sapos e outros ingredientes de magia negra". A polícia, acompanhada de médicos e repórteres compareceu ao local. Quando ela novamente começou a vomitar, foi retirada uma "bola" com os seguintes componentes: "maços de cabelos atados, contas de colar, bilhetes amarrados". Por vários dias, os jornais noticiaram o encontro de sapos e gatos pretos encontrados na frente da casa de dona Nair, ambos vivos com os olhos e bocas costurados! Após alguns meses, Nair acabou falecendo e a notícia também desapareceu aos poucos dos jornais. Hoje em dia, "coincidentemente" no mesmo local onde existia a sua casa, foi construído o Instituto Médico Legal de Curitiba, e alguns metros dali funciona a Câmara Municipal, onde dizem muitos funcionários, os casos de assombração são muito frequentes durante a noite...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a Idade Moderna, a figura da bruxa era sempre associada à mulheres sozinhas e velhas. Essa herança cultural veio para o sul do Brasil com os portugueses, e posteriormente com os imigrantes. Um dos aspectos frequentes do estereótipo da bruxa é a idéia da pobreza. A bruxa é pobre, do mesmo modo que o mendingo. Em 1900, uma mulher morena e velha tinha por hábito andar esmolando pelo centro de Curitiba com uma bandeja. Seria uma mendiga qualquer se não fosse o fato dela procurar as donas de casa para promover rezas de curas.&lt;br /&gt;É o suficiente para ela transformar-se em uma bruxa, aos olhos da sociedade de então. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto do estereótipo é o referente a anti-sociabilidade das bruxas. Elas acarretariam uma série de conflitos e hostilizações com a comunidade de sua época. &lt;br /&gt;No bairro curitibano de Umbará, em 1906, um benzedor de 85 anos teve sua casa atacada por colonos italianos, tendo sido espancado e suas vestes atiradas ao fogo. Posteriormente, uma senhora com 100 anos foi pelos mesmos colonos considerada uma bruxa, e para não ser morta mudou-se com a família para o centro da cidade. As bruxas são personagens sociais que permanecem toleradas durante algum tempo, sendo em determinada ocasião responsabilizadas pela grande maioria dos problemas vigentes na ocasião. Na Europa esse fenômeno era muito comum: "os processos da inquisição revelam uma acumulação de queixas aldeãs clássicas (...) revelam tensões internas dos camponeses" (Laura de Mello e Souza).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo pesquisa de História oral que efetuamos no mesmo bairro de Umbará (1991), as crenças na feitiçaria são ainda muito comuns. Para grande parte dos moradores existe uma família de Umbará que perpetua tradições de bruxaria européia desde o Oitocentos: a avó ou mãe transmite os conhecimentos secretos para a filha. Em determinadas épocas do ano, principalmente em 22 de dezembro, as bruxas se reuniriam coletivamente para realizar um Sabbat em volta do lago Azul, em uma área afastada do bairro. Infelizmente não conseguimos evidências concretas desse suposto fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bruxaria coletiva ou satanismo no estado do Paraná já havia sido documentada durante o século XIX, segundo o pesquisador de ocultismo e grão-mestre maçônico Dario Vellozo (ver ref.). Uma seita teria sido formada em 1870 por Manoel Antonio e reunia muitos membros, possuindo uma hierarquia complexa, práticas de profecias, simbolismos e cultos de magia negra advindas da Europa. As atividades desse grupo também eram conhecidas fora do Paraná, como comprovamos com o jornalista João do Rio em 1904: ao entrevistar líderes luciferistas na então capital brasileira, reporta-se aos praticantes paranaenses "que estão dans le train dos processos de crença na Europa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente também temos notícias da existência de seitas satanistas no Paraná, inclusive com práticas de sacrifícios humanos (ver ref. Genésio Pontóglio e jornais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais recente das veiculadas pela mídia foi a LUS, Lineamento Universal Superior, seita comandada pelo psicólogo argentino José Baamonde e a brasileira Valentina de Andrade. Em 1992 foram apreendidos na rodoviária de Londrina diversos trajes ritualísticos (pelas fotografias, percebemos que são do estilo tradicional inglês), apetrechos, armas, livros, fitas cassetes e vídeos, todos pertencentes ao LUS. Essa seita foi envolvida com o assassinato em um ritual do menino Evandro Caetano, desaparecido em 6 de abril de 1992 na cidade paranaense de Guaratuba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o Brasil são encontrados restos humanos misturados a evidências de rituais das mais variadas tradições mágicas, dos ritos afro-brasileiros à herança européia. Muitas vezes o ceticismo "apaga" completamente os registros, impossibilitando os pesquisadores de definirem com maior precisão a realidade da imaginação. E alguns seguidores de inocentes práticas mágico-religiosas (como a moderna Wicca) são algumas vezes responsabilizados erroneamente por atos macabros que com certeza existem pelo país. As bruxas e o satanismo ocorrem há muito tempo no Brasil, mas nem sempre constituem a mesma coisa. Mas resta ao leitor decidir o que pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LANGER, Johni. Feitiçaria em Curitiba: discurso e cotidiano, 1889-1945. Monografia de Bacharelado em História pela UFPR. Curitiba, 1992, 122 p. Disponível para consulta na Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes n. 133, Curitiba);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIO, João do. Satanismo. In: As religiões do Rio (1904). Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1976;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;SOUZA, Laura de Mello e. O diabo e a terra de Santa Cruz. São Paulo: Cia das Letras, 1986;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VELLOZO, Dario. Ocultismo no Paraná. In: Esfinge, Curitiba, vol. 2, n. 11, 1900.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto retirado do site:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.sobrenatural.org&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-6652209181031149932?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/6652209181031149932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=6652209181031149932' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/6652209181031149932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/6652209181031149932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2008/05/as-bruxas-de-curitiba.html' title='As Bruxas de Curitiba...'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDtNiTILimI/AAAAAAAAAH4/MFp-oqPFvGM/s72-c/bruxas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-5282335067260305407</id><published>2008-05-25T14:15:00.000-07:00</published><updated>2008-05-25T14:31:49.591-07:00</updated><title type='text'>O Entrudo - A Tradição em Trás-os-Montes</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDnaXjILikI/AAAAAAAAAHo/bg1bDMPpFWE/s1600-h/5406398-lg.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDnaXjILikI/AAAAAAAAAHo/bg1bDMPpFWE/s320/5406398-lg.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204430942504716866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Ainda resistem em Portugal algumas celebrações do Entrudo que mantêm a sua singularidade, de acordo com as nossas tradições. Em Trás-os-Montes contam-se pelo menos três: Lazarim, Vinhais e Podence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Lazarim, o Entrudo é uma festa local, quase privada, cuidadosamente preparada nas semanas que a antecedem. O ponto alto é a leitura pública das «deixadas», testamentos que dividem simbolicamente um burro pelos rapazes e raparigas da aldeia. Jocosas, trocistas e irónicas, são preparadas em segredo pelos mais novos, que muitas vezes recorrem à sabedoria e conhecimento dos mais velhos, repetindo a tradição. Os testamentos são ouvidos em silêncio pelos mascarados para não serem reconhecidos pelas vítimas das suas diabruras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a festa não fica completa sem o Desfile de Caretos, o Concurso de Máscaras (feitas em madeira pelos artesãos locais) e a Queima dos Compadres - o compadre e a comadre, dois bonifrates carregados de pólvora e que, na terça-feira, põem ponto final à festa e à rivalidade que durante várias semanas opôs rapazes e raparigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundamentais são também as refeições cerimoniais à base de carne de porco, que marcam o início do período de abstinência da Quaresma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o discurso jocoso e a troça pública marcam o momento mais significativo do ritual carnavalesco de Lazarim, em Vinhais e Podence é o movimento e a acção endiabrada dos mascarados que predomina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A acção dos diabos de Vinhais já não produz hoje os efeitos temidos de outrora, quando as raparigas não se atreviam a sair à rua. O ritual de punição e correrias pelas ruas da vila é hoje uma manifestação tímida e cada vez mais incerta, com não mais do que uma dezena de mascarados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, em Podence, pequena aldeia situada a poucos quilometros de Macedo de Cavaleiros, a tradição está de boa saúde e conserva ainda uma boa parte da licenciosidade «selvagem» que sempre a caracterizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias grandes da festa são o Domingo Gordo e Terça-feira de Carnaval e os Caretos só param para matar a sede ou para combinarem mais uma investida sobre o Largo da Capela, a pequena praça da aldeia onde todos assistem ao ritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às iras dos Caretos endiabrados ninguém se atreve a opôr-se. Apenas as Matrafonas (raparigas disfarçadas de homens e vice-versa) são poupadas à sumária justiça carnavalesca, assaz singular no caso da aldeia transmontana: os demónios mascarados lançam-se ao assalto das moças e encostando-se a elas, ensaiam uma dança um tanto erótica, agitando a cintura e fazendo embater os chocalhos que trazem pendurados contra as ancas das vítimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na investida bárbara que faz ecoar por toda a aldeia o alarido dos chocalhos e o tropel surdos dos passos, os Caretos levam tudo pela frente, indistintamente. Por detrás da máscara de latão os olhos procuram muitas vezes as moças mais apetecidas, quer sejam da terra ou de fora, para o sacrifício. Não conhecem entraves ou proibições: subir às varandas, trepar aos telhados ou correr pelo Largo da Capela. Tudo vale para «chocalhar» e misturar o tilintar dos chocalhos com os risos das raparigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Terça-feira Gorda, a aldeia mergulhará novamente numa vertigem de correrias e travessuras que só terminarão com o cair da noite e com o cansaço dos demónios de fatos de franjas de cores vivas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto colhido do site:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.attambur.com/Recolhas/entrudo.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-5282335067260305407?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/5282335067260305407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=5282335067260305407' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/5282335067260305407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/5282335067260305407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2008/05/o-entrudo-tradio-em-trs-os-montes.html' title='O Entrudo - A Tradição em Trás-os-Montes'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDnaXjILikI/AAAAAAAAAHo/bg1bDMPpFWE/s72-c/5406398-lg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-1103408986327636529</id><published>2008-05-25T12:24:00.000-07:00</published><updated>2008-05-25T13:33:56.031-07:00</updated><title type='text'>A Lenda do Vinho do Dão....</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDnNFTILihI/AAAAAAAAAHQ/RY21WzcnWlM/s1600-h/vinho.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDnNFTILihI/AAAAAAAAAHQ/RY21WzcnWlM/s320/vinho.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204416335320943122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saudados sejam ó castrexos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vinho é dos elementos mais fortes presentes nos ritos da Tradição. A mera degustação do vinho é um ritual em si mesmo: um culto ao Prazer que nos proporciona Baco....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é evocando Baco com Evoés de satisfação e alegria que conto aqui a lenda da origem do Vinho do Dão, em Portugal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um dia, há muitos e muitos anos, fez Baco uma visita ao seu amigo Endovélico, o Deus da Lusitânia. Atravessou as serras e subiu penosamente ladeiras até chegar a terras banhadas pelas águas do rio Dão. Quando chegou a uma tosca cabana de pedra e troncos, onde vivia um casal lusitano com um filhinho, gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pelos Deuses dai-me de beber!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lusitano entrou na cabana e regressou com uma escudela de barro cozida ao Sol, cheia de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Água? Por acaso não tendes vinho?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lusitano arregalou os olhos, coçou a barba e voltou-se espantado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não! Nós não sabemos o que isso é. Quereis vós comer?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sem esperar resposta, voltou com uma perna de cabrito montanhês. &lt;br /&gt;À despedida, Baco, que estava comovido pela franca hospitalidade do luso, disse-lhe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ainda um dia hás-de saber o que é vinho!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos mais tarde, os legionários vieram à casa do luso, e cada um deles abriu uma vala e plantou uma videira. Quando partiram, colocaram uma tabuleta nos bacelos, onde se podia ler: "Baco oferece reconhecido".&lt;br /&gt;Aquelas cepas foram crescendo.......Até que mais tarde deram saborosos bagos, cujo suco o lusitano espremeu para beber no Inverno, numa comunhão de força e rejuvenescimento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, daquelas uvas que eram uma delícia do bom Baco, havia nascido o grandioso e salutar Vinho do Dão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bênçãos embriagantes de Baco! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EVOÉ!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-1103408986327636529?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/1103408986327636529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=1103408986327636529' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/1103408986327636529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/1103408986327636529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2008/05/lenda-do-vinho-do-do.html' title='A Lenda do Vinho do Dão....'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDnNFTILihI/AAAAAAAAAHQ/RY21WzcnWlM/s72-c/vinho.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-2555538872013871380</id><published>2008-05-23T16:09:00.000-07:00</published><updated>2008-07-18T17:01:15.424-07:00</updated><title type='text'>Atégina</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDdaqjILieI/AAAAAAAAAG4/yTUiFMr8d20/s1600-h/ATAEGINA.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDdaqjILieI/AAAAAAAAAG4/yTUiFMr8d20/s320/ATAEGINA.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203727581480454626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Ave Ataegina Domina Nostra, Benedicta Est..." &lt;br /&gt;- Devotio de Atégina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último dia 20 de Março, Equinócio de Outono, celebrei mais uma vez os ritos que aprendi com aqueles que trilharam o caminho antes de mim. Entre estes ritos, está a representação da descida de Atégina ao Submundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Tradição nos conta, Atégina desce ao Submundo, em busca de Seu Amado Endovélico, que havia sido morto por um grande javali ( que simboliza as Forças de Destruição, que desfazem a forma para que a essência possa renascer ). Atégina desce e se encontra com Seu Amado, agora Senhor do Mundo dos Mortos: Enobólico, o Muito Negro. Ela, que é a Força que a tudo vivifica, ao mergulhar nas trevas da Morte, abandona o Mundo dos vivos à escuridão e ao fenecimento de tudo o que antes era verde e florido....é necessário mergulhar nas escuras profundezas para se encontrar o Amor verdadeiro, que é a Vida em seu ápice de realização e razão de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ritualizo a Descida de Atégina no Equinócio de Outono guardando o ícone Dela ( que fica sobre o altar doméstico nos meses claros do ano ) dentro do sacrário, junto com a imagem de Endovélico ( que é ali guardada na véspera, quando ritualizo a morte e descida do Deus ao Submundo, pela força do Javali Negro ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ícones dos Deuses ficam guardados no sacrário durante os meses escuros e só são retirados seis meses depois, no Equinócio de Primavera: a Festa do Desabrochar da Vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que Atégina desce, confio à Deusa e Senhora Nossa as sementes de meus sonhos....Pois Atégina é, então, a própria Semente: que em busca de florescer novamente em Amor e Beleza, junto a Seu Amado, se enterra no Ventre Sepulcral da Terra Mãe. A semente, debaixo da terra, será roçada pelas Forças de Destruição do Submundo, que farão a casca da semente se putrefazer....nesse processo, ela passará por dor e medo, numa verdadeira alquimia, no Caldeirão de terra, vermes e umidade do Ventre da Velha Dana....e deste caos germinal, surgirá o broto verde...que se elevará, em busca do Sol: Endovélico ( o que floresce ), que aí sim, terá voltado a brilhar sobre a superfície....o broto crescerá, recebendo os beijos cálidos de Endovélico.....o botão logo se mostrará por entre as folhagens....e eis que, no Tempo certo, florescerá......e a Deusa, assim, retornará aos Seus filhos.....a Renascida.....a Flor plena de Vida, Alegria, Beleza e Amor.... Atégina! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E junto com a Deusa, florescerão os sonhos que este filho devoto lhe confiou....e que junto com Ela, festejará a realização de cada um deles.....assim como também aprenderá com Ela sobre a não realização daqueles que não vingarem....pois Atégina é Senhora da Terra, da Lua e do Submundo....Deusa Tripla que reina sobre todos os Mundos, e que conhece o que vai nas profundezas subterrâneas de nosso inconsciente....no íntimo de nossa alma....e Sabedora disso, concederá sempre os frutos apropriados para a nossa colheita.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na Ara da Vida jaz uma Morte &lt;br /&gt;A ti te lanço a minha sorte &lt;br /&gt;Ataegina tríade fatal &lt;br /&gt;Pálida Deusa, doce é teu mal. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Centenas de corvos sobre a rochedo &lt;br /&gt;Cantam em coro histórias de Medo &lt;br /&gt;De Primaveras que a morte abraça &lt;br /&gt;Em ti encontram a sua desgraça. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Devotio Ver Sacrum &lt;br /&gt;Devotio Consecratio &lt;br /&gt;Capitis Amore Dirae &lt;br /&gt;Rainha da Noite, Rainha Natura &lt;br /&gt;Saudoso berço primaveril. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Já se choram filhos perdidos &lt;br /&gt;Para terras amargas sem retorno &lt;br /&gt;Onde a voz dos Deuses Perdidos &lt;br /&gt;Bebe o povo o sangue do corno &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Corças alvas trazem esperanca &lt;br /&gt;Lembram destinos, a vitória, &lt;br /&gt;Nobre Guerra, furiosa dança &lt;br /&gt;Do pó sai um rumor de glória. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Devotio Ver Sacrum &lt;br /&gt;Devotio Consecratio &lt;br /&gt;Capitis Amore Dirae &lt;br /&gt;Rainha da Noite, Rainha Natura &lt;br /&gt;Saudoso berco primaveril..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Moonspell&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bênçãos da Semente Sagrada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Raven Luques McMorrigú.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-2555538872013871380?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/2555538872013871380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=2555538872013871380' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/2555538872013871380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/2555538872013871380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2008/05/atgina.html' title='Atégina'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDdaqjILieI/AAAAAAAAAG4/yTUiFMr8d20/s72-c/ATAEGINA.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-5454495222994732060</id><published>2008-05-23T08:06:00.000-07:00</published><updated>2009-12-10T11:46:15.117-08:00</updated><title type='text'>Vassoura atrás da porta....</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDbfQzILicI/AAAAAAAAAGo/LiKpUkp_zY8/s1600-h/vassoura.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDbfQzILicI/AAAAAAAAAGo/LiKpUkp_zY8/s320/vassoura.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203591899168606658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bruxas e Vassouras são praticamente sinônimos...inseparáveis no imaginário popular e folclore, desde a Idade Média, quando tal artefacto passou a fazer parte dos ritos das Bruxas.&lt;br /&gt;A vassoura, assim como qualquer outro objeto utilizado corriqueiramente, acabava sempre integrando o Ofício Bruxo...&lt;br /&gt;Muitos costumes foram associados à vassoura, mas talvez o mais popular seja aquele para se espantar visitas indesejáveis: colocar a vassoura atrás da porta!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sobre tal costume, vejo três fundamentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Pelo facto da Vassoura ter sido a forma de se camuflar a Estaca dos Bruxos ( Cajado bifurcado que representa o Chifrudo, mais comum entre Bruxos Tradicionais, principalmente os Britânicos ), ela pode ser colocada atrás da porta, como uma forma de se invocar a presença do Mestre do Sabá ( O Chifrudo ), conjurando-O para proteger aquela casa, aquela família, aquele clã. Notem que, pelo facto da bifurcação ser escondida entre as cerdas da vassoura, ela estando de ponta cabeça está servindo, na verdade, para invocar justamente o supracitado conceito;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Pelo facto da Vassoura ser um instrumento de limpeza, a adoção dela nos rituais da Arte fez com que fosse também utilizada para limpeza do ambiente: inclusive nos aspectos psíquicos, energéticos, espirituais e emocionais. Sendo também instrumento de limpeza energética, e portanto de banimento daquilo que não desejamos, ela estaria ali, atrás da porta, para lembrar da função dela...e eis que as más energias e/ou a presença da visita inoportuna serão através de tal gesto, banidos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) E também pelo facto desse instrumento simbolizar a união do Masculino Sagrado ( o cabo ) com o Feminino Sagrado ( as cerdas ). Nessa perspectiva, a Vassoura conjura na porta ( local sagrado dentro das tradições antigas, morada de Espíritos Guardiães, de Ancestrais ) as forças vivificantes: A União Sexual dos Deuses conjurando o crescimento da Vida, em oposição às forças de destruição da pessoa indesejada ( geralmente alguém invejoso e daninho à família ), e cuja presença levaria ao fenecimento e à Morte. É o mesmo princípio da Figa: o gesto representa a União Sexual, a Força crescente da Vida, em oposição à inveja, que faz secar e fenecer rebanhos, plantações, relacionamentos amorosos, ardores apaixonados alheios, projetos profissionais, trabalhos, e até mesmo impede as coisas de crescerem: seja um bolo no forno, seja um feto no útero... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que os Lares de nossas portas espaventem nossos inimigos com poderosas vassouradas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Besos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Raven Luques McMorrigú.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-5454495222994732060?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/5454495222994732060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=5454495222994732060' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/5454495222994732060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/5454495222994732060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2008/05/vassoura-atrs-da-porta.html' title='Vassoura atrás da porta....'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDbfQzILicI/AAAAAAAAAGo/LiKpUkp_zY8/s72-c/vassoura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-7614703223739710548</id><published>2008-05-21T17:23:00.000-07:00</published><updated>2008-09-21T17:38:26.645-07:00</updated><title type='text'>Trebaruna</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SNbo-Q_VcUI/AAAAAAAAAXM/oIdA-CDdKYo/s1600-h/Digitalizar0015.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SNbo-Q_VcUI/AAAAAAAAAXM/oIdA-CDdKYo/s320/Digitalizar0015.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248638572157038914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saudações castrexas!&lt;br /&gt;Lembro-me da primeira vez em que ouvi Seu nome sendo invocado em um rito...por mais que me esforce, não consigo calcular o tempo que fiquei imerso nas profundezas...mergulhado nas águas do Rio da Memória, que me fazia, naquele instante, resgatar mais uma parte de minha Ancestralidade....vi outras terras, outras épocas....cultos e devoções d'outrora, feitos por mulheres e homens, que fervorosamente pronunciavam Seu nome....Trebaruna!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma Divindade das mais populares, pelo que arqueólogos puderam comprovar em escavações. É uma Deidade lusitana que recebeu cultos também dos romanos, como provam inscrições em aras votivas, que inclusive A chamavam de "Augusta", título evocativo de grandeza, reservado às Divindades mais altas do Panteão latino....o que demonstra a importância de Seu culto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trebaruna era associada à proteção doméstica, da casa em si. Poderia ser associada a Vesta, mas Sua atuação vai além: também rege a Guerra, a morte em batalha ( forma gloriosa de se morrer, a mais respeitável e desejável para um ibérico antigo ). Era, portanto, uma Deidade associada à honra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tradições de Bruxaria Ibérica advém principalmente dos antigos Cultos Domésticos, tendo sobrevivido, com o passar dos séculos, como Bruxaria Hereditária. Como vimos no texto sobre Altares, o templo do Culto Doméstico é a Casa: local onde os Ancestrais do Clã ( entre estes, os Deuses que teriam originado aquela linhagem ) recebem cultos, dentro de rituais praticados apenas pelos membros iniciados da Família. Trebaruna, portanto, é das Deusas mais veneradas em tais ritos, junto a Trebopala ( protetora das plantações, celeiros e dos animais domésticos ), Arentius e Arentia ( casal de Deuses protetores do povo e da terra ), Bandonga ( Deusa protetora dos laços de honra e de sangue que unem o Clã ), entre outros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Leite de Vasconcelos, autor de "Religiões da Lusitânia", o significado do nome dessa Divindade seria "Segredo da Casa" ( do celta "Trebo = casa; "Run = segredo, mistério" ). Trebaruna é a Força que guarda e protege a união da estirpe....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casa, a imagem de Trebaruna está sobre o altar doméstico e também no larário da porta de entrada: desde nossos mais remotos ancestrais, nos protegendo e abençoando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Trebaruna, Filha da Dor&lt;br /&gt;Guerreira Sagrada, Deusa do Amor&lt;br /&gt;Trebaruna, Teu leito semente&lt;br /&gt;Acolhe-nos agora num mui doce abraço&lt;br /&gt;Trebaruna, és Vida és Morte&lt;br /&gt;da Lua és Filha, dos Lobos Consorte&lt;br /&gt;Trebaruna, Pagão é Teu ventre&lt;br /&gt;Ansiado refúgio de quem ainda te sente&lt;br /&gt;Viva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trebaruna és Tu quem nos gera&lt;br /&gt;Alimento teu seio d'Amor e de Guerra&lt;br /&gt;Trebaruna a Tua voz é&lt;br /&gt;a melodia mais doce da nossa Terra&lt;br /&gt;Trebaruna nós Tuas crianças&lt;br /&gt;Beijamos Teus olhos cerrados com fervor&lt;br /&gt;Trebaruna cantamos para Ti&lt;br /&gt;Somos Teu eterno, fiel trovador!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trebaruna - Moonspell.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Raven Luques McMorrigú.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-7614703223739710548?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/7614703223739710548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=7614703223739710548' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/7614703223739710548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/7614703223739710548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2008/05/trebaruna.html' title='Trebaruna'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SNbo-Q_VcUI/AAAAAAAAAXM/oIdA-CDdKYo/s72-c/Digitalizar0015.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-9039882520381673063</id><published>2008-05-18T13:52:00.000-07:00</published><updated>2008-07-18T17:02:50.124-07:00</updated><title type='text'>Deuses Ibéricos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDSn_0xGiCI/AAAAAAAAAGg/Pth2ah3bmXg/s1600-h/BANDONGA.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDSn_0xGiCI/AAAAAAAAAGg/Pth2ah3bmXg/s320/BANDONGA.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202968184457955362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Buenas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meus estudos sobre Paganismo e Bruxaria Ibéricos, colhi informações interessantíssimas sobre os Deuses venerados por nossos Ancestrais. Alguns destes Deuses permaneceram sendo cultuados com o passar dos séculos, outros tiveram Seus nomes caídos no esquecimento....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo que cabe a nós honrarmos nossa memória Ancestral, reacender o Fogo Sagrado dos Altares dos Deuses Nossos......Que Seus Nomes sejam honrados e Benditos sempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEUSES IBÉRICOS E CELTIBÉRICOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AERNO – Senhor dos Ventos do Norte, Deus protetor do povo Zoela. Uma bela inscrição foi encontrada em Torre Velha, Babe, Castro de Avelãs, em honra a Aerno, que diz o seguinte: “DEO AERNO ORDO ZOELARUM EX VOTO” ( “A Ordem dos Zoelas ao Deus Aerno, em cumprimento de um voto” );&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÁRACO - Divindade regional mencionada em Alcabideche, Cascais, Lisboa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARENTIUS E ARENTIA – Par de Deidades protetoras do Povo, tendo eventualmente uma feição guerreira. São Divindades exclusivamente lusitanas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARES LUSITANO - Deus bélico que rege os cavalos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATÉGINA – Deusa Mãe dos lusitanos, rege a Terra, a Lua e o Submundo. É uma Deidade que recebe especiais homenagens nos Equinócios, onde é lembrada sua descida às profundezas ( por ocasião do Outono ), quando ia ao encontro de Seu Amado Endovélico, e seu ressurgimento, na Primavera. Seu nome provém do céltico “Ate” ( irlandês arcaico “Aith” ) e “gena”, que significa “Renascida”. É uma Deusa da fertilidade e dos frutos da terra, que renascem todos os anos, sendo portanto, ligada à Terra e ao Renascimento da Vida. A sede do culto a Atégina localizava-se na cidade de Turóbriga ( Betúria Céltica ), onde recebia a denominação de “Ataecina Turobrigensis Proserpina”. Era-Lhe prestado um culto de Devotio, que consistia em invocar a Divindade, através de certas fórmulas, inclusive em latim, para prejudicar alguém ( da simples praga até a morte ). Era, contudo, também, Deusa da Cura, como comprovam inúmeras inscrições. Recebia epítetos, conhecidos graças às inscrições das aras votivas, como “Dea Domina Sancta”. É representada pela Cabra e pelo Corvo, zoofanias principais de seu culto;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BANDUA – Seu nome deriva da raiz indo-européia “Bhend”, que significa “atar, ligar”. Isso demonstra que Bandua é uma Deidade dos laços, das ligações: dos laços mágicos, bem como dos laços que unem os homens, laços de honra e de sangue. Trata-se de uma Deidade da primeira função, mais no âmbito da Soberania do que no da Guerra, propriamente dita ( apesar de seu carácter guerreiro ser indiscutível, como atestam muitos de seus epítetos: “Bandua Aetobrigus” - O fogosamente forte - , “Bandua Cadogus” - O Guerreiro - , entre outros ). Bandua ou Band, é uma Divindade guerreira, da magia guerreira, vinculada a comunidades humanas, a confrarias de guerreiros, isto é, de grupos de guerreiros de elite, relativamente afastados do resto da comunidade, dedicados inteiramente à vida bélica, desprezando o dinheiro ( se se tiver em conta o episódio em que Viriato, Grande Líder da Resistência Lusitana contra a invasão romana, exprime o seu desprezo pelos bens do seu sogro Astolpas ). Bandua ( nome com variantes, entre as quais Bandonga e Band ) era adorado por Galaicos e Lusitanos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BANDONGA – Deusa conhecida por uma inscrição que contém uma interessante referência a um indivíduo de nome “Celtius”, podendo aqui referir não tanto ao nome próprio mas mais a uma denominação étnica, isto é, “dos Celtas”. Alguns estudiosos dizem que isso se confirma pelo significado do prefixo Band, que segundo alguns, se refere a “ordenar” ou “proibir”, podendo também se referir a um prefixo feminino ( ainda hoje usado na Irlanda, como por exemplo em “Banshee” ). Seguindo outras teorias, como a que nos leva ao prefixo indo-europeu “Bhend” ( analisado anteriormente ), chegaremos a uma possível contraparte feminina de Band: uma Deusa tribal, protetora dos laços espirituais assim como dos laços de sangue, que unem a estirpe, nesta vida e além dela; Esse aspecto coloca Bandonga como uma Deusa de importância crucial para as Bruxas ibéricas, de Tradição Hereditária;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BELENOS – Deus celta do Fogo, adorado pelos lusitanos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BODO - Divindade regional mencionada em Villapalos, Léon;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BOKON - Deus associado ao vinho. Herói mítico dos antigos celtibéricos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BÔNCONCIOS – Deus Guerreiro lusitano;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BORMÂNICO – Deus das águas termais, equivalente a Esculápio. É portanto, um Deus da Saúde, adorado a norte do Douro. O seu nome significa “faço ferver”, isto é, a água que brota nas caldas. Alguns estudiosos interpretam Bormânico como uma Entidade de carácter iniciatório, já que na água tudo se dissolve, assim como todo passado simbolicamente é abolido, através da simbologia da morte no mergulho, e do renascimento no erguer-se das águas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRIGANTÉS – Deusa Guerreira ibérica, possivelmente associada à tribo celta dos Brigantes ( Calaicos ). Também chamada Brigantia, é associada a Brigit, assim como a Minerva ( segundo a Interpretatio Romana );&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CANDÂMIO - Este teônimo foi registrado também como epíteto de Júpiter ( Jupiter Candamius ), o que indica esta Deidade como regente do raio e das tempestades;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CANDEBERÔNIO - Divindade regional mencionada em Vila Nova de Mares, Braga;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARNEO - Divindade regional mencionada em Arraiolos, Évora, associado aos carneiros;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARIOCECO – Deus lusitano da Guerra, equivalente a Marte ( Ares ). Segundo o antigo escritor Estrabão, "ofereciam um bode e os prisioneiros e cavalos"a essa Deidade. Ao norte do Tejo, é conhecido como Ares Lusitano. Na região da Galiza ( Tuy ), havia um culto local a Mars Cariociecus. O estudioso J. Leite de Vasconcelos, autor de “Religiões da Lusitânia”, expõe a hipótese do elemento “cario” provir do celta “corio”, que significa “corpo de tropas”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CERNUNNOS – Deus celta associado à Morte e ao Renascimento, assim como às florestas e aos animais. Em uma cerâmica encontrada em Numância, é representado através de uma figura em pé e com os braços ao alto, sua cabeça aparece coroada com chifres ramificados de cervo. Data do século II a.e.c.. É um Deus associado com a fecundidade, e está relacionado ao Deus Cornífero de Val Camonica ( Itália ), e também com as Divindades representadas no Caldeirão de Gudenstrup ( Dinamarca );&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COHUE (COHUENTENA) - Os estudiosos associam a deusa-tripla céltica Coventina ligada a fontes sagradas e curas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COSUA – Deus da Guerra, venerado a norte e a sul do Douro ( portanto, comum a Calaicos e a Lusitanos ). Também conhecido como Cosus. Há uma inscrição dedicada a este Deus no sudoeste de França, indicando seu carácter marcial – “Cososvs Devs Mars”. Cosus seria o Deus que presidiria à assembléia dos guerreiros das tribos, tendo por isso uma função jurídica;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CROUGA – Deus ligado às rochas e eventualmente à morte. Na Irlanda, é Crom Cruaich, o Deus da Destruição, a quem eram sacrificados os primogênitos de cada Clã e cujo nome parece significar algo como “Cabeça Curva”; em galês, é Pen Crug, teônimo que estabelece ligação entre Crom Cruaich e Crouga Magareaicus. É uma Deidade comum a Lusitanos e Calaicos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DANA – Deusa Mãe dos celtas, Senhora dos Tuatha de Danann, adorada pelas Bruxas celtibéricas como a Grande Mãe Terra;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEGANTA - Deusa que rege os rios;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DENSO - Divindade regional mencionada em Felgar, Moncorvo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DERCETIO - Deus das Montanhas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEVA - Deusa celtibérica dos rios;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DURBÉDICO – Deus cujo nome pode ser decomposto em “Durb” ( céltico “drucht” = orvalho ) + ed + icus, estes últimos sufixos comuns entre os celtas. Significaria assim “O Deus que goteja”, ou seja, um Deus ligado à água de fontes ou do rio Avus, que passa perto de Ronfe, onde a inscrição foi encontrada;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DRUSUNA - Deusa do Carvalho, protetora das florestas, padroeira da Sabedoria Druídica;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EBÚRIO - Deidade associada ao freixo e bosques em geral, também chamado Eburianos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDÓVIO - Divindade regional mencionada em Caldas de Reis, Pontevedra, também chamado Edouios;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENDOVÉLICO – O mais conhecido dos Deuses Antigos da Lusitânia, semelhante ao Deus celta Sucellos. É uma Divindade de dupla manifestação, ora como Deus Subterrâneo, Senhor do Mundo dos mortos, cujo Santuário ficava em Rocha da Mina, ora como Deus Solar, adorado no Santuário do Outeiro de São Miguel da Mota, no Alandroal ( atribui-se, inclusive, a esse Deus, a característica de Deidade tópica do outeiro onde seu culto se realizava ). É um Deus associado à saúde, razão pela qual as pessoas peregrinavam até Seu Santuário, em Rocha da Mina, em busca de cura para seus males. Muitos estudiosos defendem a origem céltica de tal Deidade. Leite de Vasconcelos falou a respeito do nome céltico “Andevellicus”, comparando-o com nomes galeses e bretões, chegando ao significado de “O Deus Muito Bom”, curiosamente o mesmo epíteto do Deus irlandês Dagda. Os romanos, ao chegarem à península, absorveram o culto a Endovélico, como provam os vários ex-votos deixados por eles, com inscrições que atestam a Sua importância, como esta:&lt;br /&gt;“DEO ENDOVELLICO, PRAESENTISSIMI AC PRAESTANTISSIMI NUMINIS” ( Deus Endovélico, Gênio aqui presente e muito prestativo ). É considerado, portanto, o Pai da raça Lusitana, Deus com características solares, assim como saturnianas ( isso nos remete a uma zoofania de importância primeira na heráldica lusitana: o Corvo, ave símbolo de Lisboa, que é regido pelo Sol e também por Saturno, associado aos mortos e ao Mundo do Além ); &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EPONA – Deusa céltica cujo culto na península é documentado em Sigüenza, numa figura que mostra essa Deidade sentada de frente e sobre um cavalo de perfil. É considerada uma Divindade protetora dos mortos. Possui atributos das Deusas Mães, como a Cornucópia ( Chifre da Abundância ). E por estar relacionada aos mortos, é vista como uma Mãe Psicopompa ( condutora dos mortos até o Mundo do Além ), já que o cavalo é tido como um condutor das almas. Epona é então, uma antropomorfização de tal conceito xamânico. Também está relacionada a Rigantona, a Amazona Céltica do Mabinogion;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ERBINA - Divindade feminina de natureza/atuação desconhecida;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ICCONA LOIMINNA: - Divindade a quem foi registrada um sacrifício de uma ovelha (apesar de alguns estudiosos traduzirem por égua) na inscrição lusitana de “Cabeço de Fráguas”, alguns estudiosos sugerem uma possível relação com a Deusa Epona;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ILURBEDA: - Divindade feminina de natureza/atuação desconhecida segundo as fontes pesquisadas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LACIPAEA (LACIPEA) - Divindade feminina de natureza/atuação desconhecida segundo as fontes pesquisadas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LAEBO – Deus cujo nome significaria “Torcido”, isto é, “Sinistro”, assim como os Deuses célticos da Magia bélica. Adorado exclusivamente na Lusitânia, tanto quanto se sabe. Em latim, é chamado Laebus;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LUG – Deus da Luz, cujo culto é documentado epigraficamente na inscrição de Peñalba de Villastar, datando do século I a.e.c. ( onde encontramos a única menção antiga da Festa de Lughnasadh ), assim como em outra inscrição em Uxama e mais uma, em Fuensabiñán, Guadalajara. Também encontram-se teônimos em área celtibérica como Luguadicus em Uxama, Luguateitubos, assim como em Lucobriga ( Daroca ), entre outros. Lug, ou Dis Pater é uma Divindade de carácter Solar, devido à raiz de seu nome, que significa “brilhar”, e dizia-se que Seu rosto era tão brilhante que nada nem ninguém poderia mirá-lo( muitos estudiosos acreditam que o brilho a que refere o mito de Lug é o do raio cortando o Céu, que inclusive é simbolizado por sua Lança; nesse aspecto, Lug também pode ser associado a Júpiter ou Zeus, Senhor do Céu e dos Raios. O corvo é mencionado como uma zoofania típica de Lug, o que nos remete a Endovélico e seu duplo carácter solar-saturniano, de que o corvo é símbolo totêmico maior na Península Ibérica. Muitas cidades antigas foram construídas em torno de Santuários dedicados a esse Deus: Lugo na Calaecia ( Galiza ), noroeste da Espanha, assim como em outras áreas da Europa, o que mostra a universalidade de Seu culto : Lugdunum ( atual Lyon ), Laon e Loudun, na França; Londinium ( atual Londres ), na Inglaterra; Lugarus, Lugano e Locarno, na Suíça; Luga e Luganskaya, na Rússia; Ludge, na Alemanha; Leidem, na Holanda; Luggude, na Suécia; Lugoj, na Romênia; Lugo, na Itália; e Lugos, na Áustria;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MATRUBOS – As Matrubos ou Matres( Mães ) são representações tríplices da Deusa Mãe, Senhora da Terra e Doadora dos frutos, assim como de toda a abundância ( são representadas portando a Cornucópia e cestos repletos de frutos ). Muito comuns no Mundo Céltico, Seu culto era praticado também na Ibéria, em Agreda;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MORRIGÚ – Deusa de primeira importância, cujo culto é comum a todas as tribos célticas. Sua zoofania principal é o corvo. É a Deusa da Guerra, Aquela que leva os guerreiros ao furor da batalha, invocada em vinganças e maldições contra os inimigos. Também é uma Deusa dos mortos, do Outro Mundo, invocada pelas Bruxas antigas para proteger o Clã. Seu nome vem do celta “Mor” e “righín”, ou seja, “Grande Rainha”, ou “Soberania”. Há evidências arqueológicas do culto a Morrigú desde a Era do Cobre, nas regiões da Espanha, da França, de Portugal, da Inglaterra e da Irlanda, onde inúmeras esculturas de uma mulher com uma cabeça de corvo, gralha ou falcão foram encontradas. Era conhecida por vários nomes, entre eles “Morrighan”, “Morgan”, “Morgana” e “Cathubodua”. Possui também um aspecto triplo, através do qual é conhecida como “As Três Morrigú”, ou “As Fúrias da Batalha”. Em tal representação, Morrigú se manifesta nas três Irmãs Negras: “Badb”, a Donzela, é o Corvo de Batalha, que sobrevoa o campo de batalha, cantando a morte dos guerreiros, e os leva ao Renascimento, através do Caldeirão da Imortalidade. Era representada em estandartes de guerra, onde a cabeça negra do corvo sobre um fundo vermelho-sangue estava presente, lembrando aos inimigos que em breve o sangue deles seria vertido ao chão, e suas carcaças seriam bicadas até os ossos, pelos corvos; “Macha”, a Égua-Mãe, é uma Deusa que protege a Sua prole ( isso originou a crença de que a Deusa daria a vitória àquele que se unisse a Ela sexualmente. Foi assim que Ela deu a vitória a Lug na batalha contra os Fomorians. Tal crença era comum a todas as tribos célticas, assim como também entre os celtíberos ); e “Nemhain”, a Fúria, a Anciã Negra que anunciava a morte dos guerreiros. Era chamada de “Lavadeira do Vau”, uma Velha sombria que lava as roupas manchadas de sangue no vau dos rios. O guerreiro que visse tal aparição antes de uma batalha, sabia que sua hora tinha chegado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUNIS – Deidade dos rios, também conhecida como “Munidia”. Seu culto é atestado nas localidades de Três Marias e Idanha-a-Velha ( Portugal ) e em Cáceres ( Espanha );&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NABIA – Deusa ligada às águas dos rios ( seu nome significa “água corrente” ). Os rios, no mundo céltico, são vistos como passagens para o Mundo do Além. Nabia tem também uma função guerreira e de orientação da comunidade, o que reforça o seu papel de padroeira do contacto com o Outro Mundo, já que a guerra é uma porta para a vida pós-morte. Nabia era venerada por Calaicos e Lusitanos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NANTOSVELTA – É uma Deusa gaulesa, também adorada pelos ibéricos. Deidade da Natureza, Esposa de Sucellos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NEITOS– Deus da Guerra de cuja figura emanam raios, significando porventura o fulgor do seu furor guerreiro. EM latim, é chamado Netus. Parece haver uma ligação entre esta Deidade e o simbolismo da mão. Netus foi venerado em território da Lusitânia e da Celtibéria ( onde é conhecido como Neton ou Neitin ) bem como na Irlanda ( onde é Net, Neit ou Nuadu, o do Braço/Mão de Prata );&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NEMEDUS - Deus protetor dos bosques, associado a círculos de pedras e de árvores ( Nemetons );&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REVA – Divindade associada à Soberania e também à guerra. Comum a Lusitanos e Calaicos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RUNESOCÉSIO – Deus Guerreiro e mágico dos Celtas do Alentejo ( Portugal ), referido como “Runesus Cesius”, sendo a segunda partícula do nome um epíteto. Atribuem-lhe origem céltica, significando “O Misterioso”, do irlandês arcaico “Run”, ou seja, “Mistério”, e/ou “armado de dardo”, que seria o seu epíteto segundo um mote celta. Chegamos então ao significado de Runesocesius: “O Deus dos Dardos” ou “O Misterioso armado de Dardo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUCELLOS – Deus gaulês da agricultura, das florestas e das bebidas alcóolicas, como nos atestam representações desse Deus carregando um barril de cerveja ( suspenso numa estaca ) e um martelo de Deus. É também venerado pelos ibéricos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TANIT – Deusa de origem fenícia, incorporada pelos ibéricos, a partir de seus contactos com fenícios e cartagineses. Era venerada como Grande Deusa em Cartago, donde seu culto chegou a Espanha, e se instaurou na Ilha de Ibiza e em outras regiões da península, como Cartagonova ( a atual Cartagena ). Era venerada junto ao Deus Merkal-Baal;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TONGOENABIAGO – Deus Fertilizador e das fontes dos juramentos ( o seu nome significa “Deus da fonte que se jura” ). Na cidade de Braga, a norte do Douro, existe uma fonte dedicada a esse Deus, onde se faziam promessas e juramentos. Aqueles que juravam, diriam algo parecido a esta sentença em irlandês arcaico: “Tong a toing mo tuath” ( “Juro o que jura o meu povo” ). Tal juramento era feito por Tongoenabiago, junto da fonte de sua invocação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TREBARUNA – Deusa cujo nome significa, segundo Leite de Vasconcelos, “Segredo da Casa” ( do celta “Trebo” = Casa, Lar, e “Rune” = Segredo, Mistério ). Trebaruna seria assim o Espírito do Lar, uma Deusa Doméstica, passando depois para a sua função mais conhecida de Deusa Guerreira, da batalha e da morte em batalha. Não vemos, no entanto, a necessidade de qualquer transfomação da parte da Deusa, no sentido de uma evolução de Guardiã do Lar para Deusa da Guerra: as duas funções podem perfeitamente coexistir o tempo todo na mesma mesma Divindade. Isto faz com que seja considerada uma versão lusitana das Deusas célticas da Guerra e da Magia: Morrigú, ou Morrighan, Macha e Badb Catha. Trata-se de uma Divindade adorada pelos lusitanos, assim como também pelos romanos invasores com um profundo respeito, como atestam as várias inscrições em aras votivas encontradas pela península, como esta em Cáceres, datada de entre os séculos I e II d.e.c. ( depois da era comum ): “A AUGUSTA TREBARUNA Marcus Fidius Macer filho de Fidius e inscrito na tribo Quirina magistrado III vezes duúnviro II vezes intendente das construções”.O que chama a atenção é o epíteto “AUGUSTA”, particularmente evocativo de grandeza. O lobo é uma zoofania própria de Trebaruna;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TREBOPALA - Deusa protetora das plantações, dos celeiros e dos animais domésticos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TURIACO – Divindade dos Gróvios ( povo do Entre-o-Douro-e-Minho ), cujo nome pode ser decomposto em “Turius” + “acus”, o que nos remete a uma inscrição irlandesa ( Tor í rí no tighearna ). É um Deus de Poder, pois “Tor” significa “Rei” ou “Senhor”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VAELICO - Deus Lobo que rege as iniciações de guerreiros;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes pesquisadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Site da Tradição Ibérica de Portugal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://caldeiraodabruxa.homestead.com/Panteao.html"&gt;http://caldeiraodabruxa.homestead.com/Panteao.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forum Lealdade Sacra ( Portugal ):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://s2.excoboard.com/exco/forum.php?forumid=64650"&gt;http://s2.excoboard.com/exco/forum.php?forumid=64650&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto sobre Religiões da Lusitânia do blog de Morgana Le Fay:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://morganalefay.br.tripod.com/morganalefay/id11.html"&gt;://morganalefay.br.tripod.com/morganalefay/id11.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Site Parayba Pagã, do amigo Marcílio Diniz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://parahybapagan.wordpress.com/2008/04/05/deuses-luso-galaicos-nocoes-basicas/"&gt;http://parahybapagan.wordpress.com/2008/04/05/deuses-luso-galaicos-nocoes-basicas/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Site HISPANIA DEORVM:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://groups.msn.com/HISPANIADEORVM/hispaniadeorvm1.msnw"&gt;http://groups.msn.com/HISPANIADEORVM/hispaniadeorvm1.msnw&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bênçãos dos Deuses do Castro!&lt;br /&gt;Abraços!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Raven Luques McMorrigú.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-9039882520381673063?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/9039882520381673063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=9039882520381673063' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/9039882520381673063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/9039882520381673063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2008/05/deuses-ibricos.html' title='Deuses Ibéricos'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDSn_0xGiCI/AAAAAAAAAGg/Pth2ah3bmXg/s72-c/BANDONGA.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-5738660842519258009</id><published>2008-05-18T13:00:00.000-07:00</published><updated>2008-07-18T17:04:25.078-07:00</updated><title type='text'>Altares Domésticos....</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDCT4UxGh_I/AAAAAAAAAGI/M6VspEFrElU/s1600-h/FOTO3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201820165469538290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDCT4UxGh_I/AAAAAAAAAGI/M6VspEFrElU/s320/FOTO3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Salud!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde nossos mais remotos Ancestrais, há a noção da importância não só física, como também mágico-psíquica do Fogo....seja a Fogueira, a Lareira, o Altar, o Fogão....ao redor do Fogo, Vida e Morte falaram de suas múltiplas facetas.......ao redor do Fogo, as Artes de preparar alimentos, remédios, artes e artesanatos, metalurgia e escultura se desenvolveram.....assim como também as Artes de criar cantos e contos que alimentam e curam a mente e o espírito.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar dos séculos, o Fogo Doméstico, eixo axial do Clã, foi cada vez mais envolto em simbolismos e conceitos que remetem ao Sagrado. Tornou-se, entre os Ibéricos antigos, o Altar dos Ancestrais: o ponto focal simbólico da Espiritualidade Tradicional de nossos Ancestrais, e local onde a Tradição era repassada às novas gerações...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Tradições de Bruxaria Ibérica guardam em sua essência a espiritualidade Pagã de outras épocas....seja de forma clara e óbvia, seja de forma cifrada e/ou inconsciente. Em sua grande maioria, as linhagens de Bruxaria Ibérica são advindas dos Cultos Domésticos praticados pelos Pagãos na Antiguidade e início da Idade Média. Seu Templo Sagrado, era e é a Casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As famílias que mantiveram a Tradição no correr dos séculos ( e indivíduos solitários, pois a tradição ibérica também foi - e muitas vezes ainda é - mantida solitariamente, por uma infinidade de motivos, geralmente originários das violentas e criminosas perseguições religiosas ocorridas no passado ) sempre encararam a casa muito mais do que uma manifestação arquitetônica. Eles vêem na casa um solo sagrado, onde Vida e Morte transitam, onde ocorre a partida dos entes queridos, que vão morar no Castro dos Idos ( a Aldeia dos Ancestrais )...... e também onde ocorre o nascimento de outros queridos, que segundo nossas crenças, são Ancestrais que viveram há muito tempo, retornando aos ventres de nossa linhagem, para continuar seu aprendizado e vivência entre nós, fortalecendo os laços que nos unem, em nome de Band e Bandonga, Deuses dos laços sagrados de honra e de sangue...Num universo como esse, não poderiam faltar, claro, os altares.....os locais consagrados ao culto e veneração aos Deuses e Ancestrais do Clã...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada família, é de se esperar, tem suas características muito próprias, no que diz respeito a que Forças serão veneradas e invocadas nos Altares Domésticos. Com a romanização, na Antiguidade, o culto aos Ancestrais da Casa, já existente entre os ibéricos, ganhou determinados aspectos do Culto aos Lares, que romanos e ibero-romanos mantinham em suas casas. Tais altares eram chamados de Lararium. Mas também, por outro lado, há famílias que não aceitaram a romanização tão facilmente, e permaneceram mantendo os traços originais de suas crenças e práticas. O mesmo ocorreu com a chegada do cristianismo.........e com a necessidade de se camuflar cultos e práticas de devoção pagãs, vários dos simbolismos, imagens e mitos do catolicismo foram adotados por muitos dos antepassados. Com isso, tradições sincréticas surgiram ( o mesmo fenômeno ocorrido com os africanos e afro-descendentes no Brasil, na época em que eram escravizados, no que diz respeito aos seus cultos voltados aos Orixás, e ao sincretismo com elementos iconográficos católicos ). Por conta disso, a veneração a determinados santos da igreja foi incorporada por Bruxas e Bruxos portugueses e espanhóis. Através do culto a esses santos, se manteve, muitas vezes, o culto aos Deuses Antigos, no que os antepassados viam em tais ícones uma forma de se representar aquelas mesmas Forças Ancestrais adoradas no passado, e cujo verdadeiro nome só era conhecido e pronunciado entre os iniciados da Família. Hoje em dia, muitas vezes encontramos pagãos e Bruxos que torcem o nariz para tal culto sincrético....e sempre venho a lembrá-los que é esta a cultura de magia que muitas vezes herdamos daqueles que trilharam o Caminho antes de nós....e que graças a eles e a seus cultos sincréticos, estamos hoje aqui VIVOS e confortavelmente sentados diante do monitor, mergulhando em nossas pesquisas sobre nossa Ancestralidade Pagã.......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se no altar de casa, eu aqui no início do século XXI, lembro de representar os Deuses venerados pelos Ancestrais dos tempos em que o Paganismo era a cultura religiosa comum, acho que não há nada mais coerente com os princípios da honra ao sangue, do que me lembrar TAMBÉM dos Antepassados que fizeram suas releituras da Tradição, com o intuito de se preservá-la, para as gerações futuras.....assim como também me lembrar daqueles antepassados que simplesmente aprenderam que o santo protetor da família era São Miguel Arcanjo....e a Ele rendiam devotio ( devoção ), sem nem suspeitarem que tal personagem foi visto, pelos seus bisavós, como uma camuflagem para Endovélico, Deus protetor da raça lusitana e ibérica..........Pessoalmente, procuro manter em minhas devoções pessoais, espaços para essas e outras tantas concepções do Sagrado......e por isso, quem conviver comigo, verá que há lugar em minha jornada diária para uma oferenda de incensos e vela para Endovélico no altar dos Deuses.....uma vela e incensos acesos ao som de fados ou música flamenca ou árabe aos Ancestrais....assim como também há espaço para se invocar São Miguel Arcanjo, no dia a dia, quando benzo alguém contra o mau-olhado: “Valei-me a Luz da Espada de Fogo de São Miguel Arcanjo, que é a Luz da Honestidade de meu Trabalho, que queima, fura, corta, rasga e despedaça a língua, os olhos, o coração, o corpo, a mente, a alma e a má vontade de quem me quer mal, Assim Seja, Amém!”Eu sou fruto das inúmeras alquimias sanguíneas e culturais que me antecederam em meu Clã.....&lt;;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falarei aqui sobre o Altar de minha Casa, local onde trabalho com o Culto Doméstico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu altar hoje é menor do que antigamente, senti necessidade, com o tempo, de simplificar algumas coisas....mas não me mantenho rígido quanto a isso, e sempre estou aberto a mudanças no que diz respeito à organização do altar....seja partindo de idéias minhas, seja daquilo que é pedido pelos Ancestrais.....Estou com planos de construir um altar específico para os Ancestrais, já que hoje em dia eu os venero e cultuo no Altar dos Deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumo representar a linhagem Ancestral das Bruxas que me antecederam com uma imagem de gesso de uma Bruxa Anciã, que estava presente no altar que montei em meu primeiro ritual de Bruxaria ( na verdade, o primeiro que fiz, agora consciente que o nome daquilo que eu vivia e praticava religiosamente se chamava “Bruxaria” ), em 31 de Outubro de 1994. Ela estava presente em minhas iniciações, e a tenho como representação daqueles que me guiam e protegem em meu caminhar no Caminho.... Nesse mesmo altar tem na parede um ícone de Arádia, com um véu azul na cabeça ( pelo visto, minha ancestralidade ibérica andou tirando umas férias na península vizinha.... &lt;:p ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ladeando esse ícone, há ícones de Atégina e Endovélico, os Ancestrais do povo Lusitano. Tem também imagens de Morrigú ( O Corvo, ave símbolo Dessa Deusa celta e celtibérica, é como meus Ancestrais também chamavam a Mãe ), de Trebaruna ( Deusa Guerreira lusitana, cujo nome significa “Segredo da Casa” ). A propósito, essas imagens fui eu mesmo que desenhei e pintei........Acima, há uma representação de Ártemis Pótnia Theron ( Senhora dos Animais ), Deusa grega, venerada em quase todo o mediterrâneo, minha Mãe Divina adorada...Também há uma imagem do Chifrudo Robin Goodfellow, que é uma das representações do Deus das Bruxas que mais me toca fundo n’alma. Sobre o altar, há uma concha, que simboliza a Deusa, o Mar, Ventre primordial de toda a Vida; do outro lado, um chifre de carneiro, símbolo do Deus dos Animais, Senhor que morre pelo bem da tribo, e que sempre renasce........Há também um sino, daqueles que se pendura no pescoço das cabras ( lembrança do tempo em que meus antepassados marroquinos pastoreavam cabras, sendo este um som muito comum em seu dia-a-dia, na luta pela sobrevivência da tribo ), que toco quando termino de acender as velas e incensos, para sinalizar a dedicação das oferendas aos Deuses e Ancestrais.............Tem ali também um incensário, castiçais para velas, um recipiente de metal, para se socar ervas ( com um pilão ), que uso para colocar sal grosso.............&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha Varinha Mágica está na beira do altar.........com ela eu direciono energias, encanto filtros mágicos, poções, feitiços.......Há também um cristal aos pés de uma imagem de Ártemis de Éfesos; um incensário em formato de corujinha, que uma amiga me trouxe da Argentina; um guizo japonês ( sim, meus rituais são globalizados e barulhentos....um LUXO....kkkkk ); um pentagrama que uso no pescoço; um Athame ( punhal ), com o formato de Triluna, que é um xodó meu.............também costumo guardar ali a Chave da Casa, símbolo do Culto Doméstico Ladeando a foto da imagem de Ártemis de Éfesos, há duas representações de animais: um boi que ganhei de meu avô quando tinha uns 5 anos............e uma pantera negra, um dos brinquedos preferidos de meu irmão, que muito cedo foi morar no Castro dos Idos............o equilíbrio entre os opostos, a Sabedoria dos velhos passos, a Força dos novos............ &lt;;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado do altar, a Estaca, cajado bifurcado que representa o Chifrudo, na Bruxaria Tradicional. Em todo ritual, acendo uma vela na forquilha da Estaca, que também é enfeitada com as flores, folhas e frutos de cada estação, nos ritos sazonais.....Acima do altar, na parede, uma trompa de chifre de búfalo que eu fiz ( ainda não está pronta ), para soprar no ápice de cada rito; também tem uma maraca indígena que uma Bruxa maravilhosa chamada Anita La Fey me trouxe de Manaus ( besos mi querida! ); e além desses, tem o cajado dos Ancestrais e duas vassouras que utilizo em ritos específicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, percebi que a Sacralidade do Lar se manifesta em mais de um local da Casa: percebi o sagrado manifesto em cada cantinho donde eu moro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Alfaiataria de meu pai fica na frente de casa, porta pra rua, é o nosso comércio....onde ganhamos o Pão Sagrado de cada dia, com as Bênçãos e Graças dos Deuses e Ancestrais de nosso Clã...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima do relógio de Luz, estão imagens dos Santos venerados pelos meus pais e avós, mesclados com Deuses de nossos Ancestrais Pagãos, e até mesmo um Elefante de gesso ( presente de nossa querida hermana chilena Dona Isaura, fiel amiga de nossa família, que nunca nos deixa de fora das novidades da Avon! ), que está lá, conduzindo a Prosperidade para dentro de nosso Lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando meu pai subiu a Colina para a Aldeia D'Além D'Aló, mi madre colocou uma foto dele, num suporte, bem na cabeceira do balcão principal, onde grande parte do trabalho é feito: um novo Lararium, que inclusive conta com a presença do Fogo Sagrado, todo santo dia ardendo no Ferro de passar roupas, instrumento fundamental para o nosso sustento....Bendito Fogo Ancestral, ao redor do qual depositamos alimentos, poções medicinais, criações de nossas artes e artesanatos, canções, contos, esperanças e sonhos.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Besos a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Raven Luques McMorrigú.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-5738660842519258009?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/5738660842519258009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=5738660842519258009' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/5738660842519258009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/5738660842519258009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2008/05/altares-domsticos.html' title='Altares Domésticos....'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDCT4UxGh_I/AAAAAAAAAGI/M6VspEFrElU/s72-c/FOTO3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8055950082635689049.post-6038947026352049272</id><published>2008-05-18T12:10:00.000-07:00</published><updated>2008-07-18T17:05:28.726-07:00</updated><title type='text'>IBERIA AETERNA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDnOrTILiiI/AAAAAAAAAHY/Tj9xXdYCBBE/s1600-h/Ib%25C3%2583%25C2%25A9ria.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDnOrTILiiI/AAAAAAAAAHY/Tj9xXdYCBBE/s320/Ib%25C3%2583%25C2%25A9ria.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204418087667599906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Salud a todos!&lt;br /&gt;Estou a cozer em fogo brando desde outras Luas a idéia de um blog voltado ao estudo, troca de idéias, conhecimentos e pesquisas sobre o Paganismo e mais especificamente a Bruxaria e Magia de Tradição Ibérica. Ou deveria dizer, Tradições? Sim, pois na Ibéria ( a Espanha e toda a sua multiplicidade étnica: castellanos, galegos, ástures, bascos, andaluzes, catalãos, assim como das terras que vão do Minho ao Algarve, que englobam nosso amado e Ancestral Portugal ), sempre existiram inúmeras tradições mágicas! Umas mais cristianizadas, devido ao processo histórico muito comum na Europa, desde a expansão da Igreja de Roma; e outras com costumes e crenças, mitos e ritos mais preservados em suas características Pagãs originais ( como entre os bascos, por exemplo ).&lt;br /&gt;Este espaço, portanto, está aberto para a troca de informações sobre as culturas mágicas, folclore, Paganismo e Magia popular cristã ( assim como a sincretizada com as crenças Pagãs ) de Espanha e Portugal. Ao falar sobre tais tradições, inclusive sobre o que herdei de meus Ancestrais ibéricos e celtas, deixo aberto o convite para outros peregrinos aqui também exporem suas impressões e experiências sobre a Magia advinda das raízes de nossa amada IBERIA AETERNA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bendiciones del Cuervo y del Aker!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Raven Luques McMorrigú.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8055950082635689049-6038947026352049272?l=iberiaeterna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/feeds/6038947026352049272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8055950082635689049&amp;postID=6038947026352049272' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/6038947026352049272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8055950082635689049/posts/default/6038947026352049272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iberiaeterna.blogspot.com/2008/05/iberia-aeterna.html' title='IBERIA AETERNA'/><author><name>IBERIA AETERNA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02479031308171780291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/S4Gjgdf7ulI/AAAAAAAAAr8/ziRfm-PBnF4/S220/OgAAAJEyykeosG9FmooBqJCsOZxMrdeHamMltrXq5ZypOlRz8bZhJH8Drysu8JhJ9wTOKd4fTwF0LIgtI_0UyZkcqIAAm1T1UFzcPrAqy_xM1nJc6kFvrOBvKDfF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7qCkY0jQxYg/SDnOrTILiiI/AAAAAAAAAHY/Tj9xXdYCBBE/s72-c/Ib%25C3%2583%25C2%25A9ria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
